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15.500 fetos abortados foram incinerados para gerar energia em hospitais britânicos

O horror, ah, o horror!

O jornal britânico The Telegraph trouxe em 24/03/14 a assustadora notícia de que 15.500 fetos abortados (aí incluídos tanto os naturais como os provocados) foram incinerados como lixo hospitalar, sendo que boa parte deles serviu para gerar energia para 25 hospitais listados pelo National Health Service (NHS) do Reino Unido, uma espécie (mal comparando) de SUS britânico, que coordena os serviços de saúde pública no país.

A denúncia completa foi ao ar na noite daquele mesmo dia no programa Dispatches da TV Channel 4, mas o Telegraph adiantou alguns fatos estarrecedores.

Ao contrário do que você possa pensar, as estatísticas macabras consideram apenas os dois últimos anos e dão conta de que, por exemplo, o hospital Addenbrooke de Cambridge incinerou 797 fetos com menos de 13 semanas de gestação, enquanto o de Ipswich queimou 1.101 , sendo que - em ambos os casos - a finalidade foi produzir energia para ambos os nosocômios.

Ainda segundo a denúncia, os pais dos fetos abortados, sobretudo os espontâneos (casos de interrupção involuntária da gravidez), não teriam sido consultados a respeito do destino que seria dado aos restos mortais.

É de se imaginar que as sequelas emocionais em ambos os casos (abortos provocados e espontâneos) sejam difíceis de suportar, e o destino dos fetos passe a ser - infelizmente - secundário diante da culpa e da dor, mas isso não autoriza que deles se disponha sem o mínimo de consideração.


As autoridades sanitárias britânicas alegam que, apesar do horror retratado na notícia acima, a ampla maioria dos hospitais do Reino Unido segue os procedimentos recomendados de consultar o Human Tissue Authority, que é a entidade responsável por controlar o destino de fetos e cadáveres quanto ao transporte, descarte e encaminhamento a pesquisas científicas e transplantes, dando o tratamento adequado a cada caso.

A sociedade britânica acordou na terça-feira, 25/03/14, tendo que discutir, a partir de agora, maneiras de coibir essa prática macabra para dar fim ao horror. 

Talvez seja tarde demais.




Comentários


SOBRE O ABORTO E A EUTANASIA

Aqui, muito me comove a resenha do Cardeal Carlo Maria Martini que em carta dirigida a Umberto Eco – página 37 do livro “Em que crêem os que não crêem” - Ed. Record - provavelmente a melhor jamais feita por um cristão a fim de explicitar a VEEMENTEMENTE posição bíblica sobre o assunto:


[...]

Mas também sobre este ponto é necessário que se faça luz. Muitas vezes se pensa e se escreve que a vida humana é, para os cristãos, o valor supremo. Tal modo de exprimir-se é, no mínimo, impreciso. Não correspondem aos Evangelhos, que dizem: “não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mateus 10:28). A vida que tem valor supremo para os Evangelhos não é aquela física, sequer a psíquica (para os quais os Evangelhos usam os termos gregos Bios e psyché), mas a vida divina comunicada ao homem (para qual é usado o termo zoé).

Os três termos são acuradamente distinguidos no NT e os dois primeiros são subordinados ao terceiro: “Quem ama a sua vida (psyché) a perde e quem odeia a sua vida (psyché), deste modo a conservará para a vida eterna (zoé) – João 12:25. Por isto, quando dizemos VIDA com maiúscula devemos entender, antes de tudo, a suprema e concretíssima VIDA e SER que é próprio de Deus. É esta vida que Jesus atribui a si (“Eu sou o caminho, a verdade e a VIDA (zoé)” - João 14:6, e da qual cada homem e cada mulher é chamado a participar. Assim, o valor supremo é o homem vivente da vida divina.

Daí se depreende o valor da vida humana física na concepção cristã: é a vida de uma pessoa chamada a participar da vida do próprio Deus. Para um cristão, o respeito da vida humana desde a primeira individualização não é um sentimento genérico (pessoal ou intelectual), mas o encontro com uma responsabilidade precisa: a deste ser vivente humano concreto cuja dignidade não está confiada apenas na avaliação benevolente minha ou a impulso humanitário (*) , mas a um chamado divino. É algo que não é apenas “eu” ou “meu” ou “dentro de mim”, mas diante de mim.









 
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