Gondim cheira pó de pirlimpimpim e detona os pilares do cristianismo

  

Danilo Fernandes


Ricardo Gondim, recentemente, afirmou que havia deixado de ser evangélico, sem, contudo, deixar de ser cristão. Há dois dias, recebi o vídeo a seguir (de 2008) – o qual desconhecia por completo e, creio, que seja assim para a esmagadora maioria dos crentes. Neste, assistimos Gondim rompendo de forma tão radical com a Palavra de Deus, que fica clara que a sua opção recente nada mais foi do que o último o canto do cisne (tá mais para urutau, mais vai lá).

Ao lado de outro senhor, Jung Mo Sung, Gondim se revela grande heresiarca ao atacar os pilares do cristianismo. Só faltou negar a ressurreição de Jesus! Vejamos as afirmações da dupla:

  • O conceito de salvação – aquele que nos livra da segunda morte e nos dá vida eterna ao lado do Pai, aquele que garante que não pereceremos entre os ímpios... Este conceito precisa ser revisto. Esta muito desgastado, démodé, talvez? Precisando de um look mais moderninho? Revisto por quem? Gondim sugere que os homens desta geração má o revejam – creio que uma vez feito o trabalho devamos informar a Deus. Ou é dispensável, basta sair na Globo?

Prezado telePECADOR, fica determinado que para ser salvo é necessário ganhar o Big Brother Popular. Inscreva-se já mandando seu vídeo para a Betesda aos cuidados de Gondinzinho, o diretor do reality. Vá na fé que se você escapar do paredão do inferno, vai direto para o Céu e, sendo mulher, para a capa da Playboy!

  • Jung afirma que existe salvação fora do cristianismo, e segundo ele, o faz baseado na Palavra de Deus. ‘Não é cristianismo que oferece a salvação. ’ Verdade. A Salvação é pela Graça de Deus por meio da Fé.... Em JESUS CRISTO! E, segue o enterro dizendo “que o Espírito sopra onde quer”, logo pode soprar em qualquer religião. “A minha fé diz que salvação vai além da minha religião”.

Maravilha! Fez jogo para a plateia de jornalistas, que, como não iria, risos, adora este universalismo e ainda assassinou o texto bíblico, embrulhando-o na roupagem diabólica de uma semente lançada a intelectuais e mestres em um evento de educação. Heresias atiradas no atacado a formadores de opinião.

  • A única vida em abundancia que o crente deve esperar é a vida presente, não aquela eterna.

Iniciemos a refutação pela exejegue de Jung Mo Sung. O que diz o texto bíblico de que ele se apoderou, ruminou e cuspiu ao microfone, distorcido e misturado com todo o veneno que emana de seus incisivos:

João 3:4-15 

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?

Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?

Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.

Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?

Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.

E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;

Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.





Com quem Jesus fala nesta passagem? Com um mestre da lei, um fariseu, que não é capaz de compreender e sentir as coisas do Espirito. Um homem soterrado na poeira da tradição de homens. Alguém que precisava desesperadamente da ação do vento misericordioso de Deus a soprar a poeira de seus olhos, as teias da lei de sua mente e o mofo das tradições de homens de seu coração. Um sopro de vida, para um homem novo, capaz de compreender as boas novas que lhe estavam sendo dadas.

E que vento é este que sopra onde quer, e que quando chega à nossa vida, já nos transforma, e que quando o ouvimos espalhando as folhas caídas no solo da nossa existência, revirando os galhos secos de nossas esperanças vazias, retirando as escamas de nossos olhos, lá já estava e logo se foi?

E não sabemos de onde veio e nem para onde vai. Só sabemos que já nascemos de novo, não somos mais a mesma criatura que encontrou esta brisa e, como o vento que sopra as folhas e revolve a terra seca dando sinal de sua presença, também nós, em nova vida, damos sinais de transformação ao mundo.

Sim, não seria este vento Aquele responsável pela nossa consciência de pecador?

Não seria Aquele que impulsiona o nosso arrependimento e nos convence do Evangelho?

Não é este mesmo vento, que sem o qual, não há compreensão teológica, estratégia missionária, cruzada ou procissão de milagres que produza resultado algum, em homem nenhum? 

Não é por este vento que cada evangelista ora?

Não é Aquele, sem o qual não há pregador, por mais brilhante que seja, que possa um coração amolecer? Não é o vento, sem o qual não há obra humana a produzir um único santo? Não é este o vento que transforma corações de pedra em carne?

Que outro vento, se não este, pode insuflar as velas da igreja na direção do Reino? Não é o sopro que faz o campo morto se tornar branco? E depois some na rosa dos ventos e seca o rio que o homem tinha por caudaloso, para ali adiante, dar pesca maravilhosa no córrego mais mirrado, cruzando a vereda mais escondida?

Não foi este o vento que varreu nações e derrubou impérios? Levou ao esquecimento falsos deuses, fez cair principados e potestades?

E convence do que este vento? Não é do Evangelho do Reino que Ele convence? E o Evangelho não é Cristo? Há evangelho sem Cristo? Há salvação sem Cristo? E a boa nova não é Cristo?

Então para onde sopra este vento? Aponta para Cristo!  

O vento sopra, o vento é livre, o vento vai para onde quer, mas o querer é de Cristo!

Pois é para Cristo que apontam todas as coisas. Ele é o autor do vento. Ele é o consumador da nossa Fé.

Se ventar entre os hindus, o vento apontará para Cristo.

Se ventar entre os coreanos, será Cristo o gloriado.

Se ventar entre os muçulmanos, será por Cristo a libertação e para Ele acorrerão os libertos.

Se os budistas sentirem este vento, será pela vontade de Cristo e será Cristo que eles verão.


Sim, meu caro Jung Mo Sung, o vento sopra para onde quer, mas quem governa este vento é Deus, e este vento, como todas as coisas apontam para um só lugar: Jesus Cristo. Este é o vento que aponta para Cruz, nela venceu o nosso Salvador. Ele venceu e Ele vive e por isto posso crer no amanhã.

E, se não bastou:

João 14:6 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.






 




A bíblia do matuto II








Do matuto, Rayan Rodrigues





 




O Quarto




Carlos Moreira

Aquele era o meu mundo... Ali eu existia sendo eu mesmo, sendo um todo, sendo meu. Fechada a porta, luzes se acendiam, cenários se desvelavam, via-me alçado ao imaginário, viajava sem sair do lugar, visitava outros ambientes, outros “planetas”! Mesmo na escuridão da noite, podia enxergar perfeitamente. O rádio tocava canções para embalar meus pensamentos, músicas antigas, daquelas que lhe acalmam, lhe entorpecem. 

Todo mundo precisa de um “quarto”. Um lugar só seu, feito de estrelas e breu, com chaves só pelo lado de dentro, impenetrável, inviolável, onde nada do mundo exterior possa lhe atingir. Chega de tanta realidade! Há de se poder “delirar” um pouco, pois quem suporta viver o concreto o tempo inteiro? Naquele “quarto” eu me despia de tudo o que não era, me vestia de tudo o que gostaria de ser. Ali “...eu era o rei. Era o bedel e era também Juiz. E pela a minha Lei a gente era obrigado a ser feliz”. Chico Buarque.

Mas eu cresci, mudei de lugar, mudei de “quarto”... O novo não era do mesmo jeito, tinha mais glamour, mas nele o “show” não acontecia à noite, as cortinas não se abriam, os palhaços não apareciam, a vida era rotina e solidão. Eu tinha saudades do “velho amigo”, daquele pedacinho de mundo que eu havia criado, tecido de pétalas, coberto de sons, de cores, fantasias, onde sempre havia festas, risos, era um mundo dentro do meu mundo, um refúgio, um lugar onde me sentia protegido.

O tempo se passou... Os sonhos se esfarelaram pelo chão da vida. As estrelas despencaram do firmamento, o sol se pôs, tudo ficou denso, escuro, cheio de silêncios, de poeira levada pelo vento.  A realidade veio me brindar com sua dose de fatalismos, com seus desgastes próprios, trouxe consigo as dores de existir, de crescer, de ter de enxergar e não mais ver, de ter de ter e não bastar apenas ser. E eu pensava comigo: “eu queria tanto estar no escuro do meu quarto a meia-noite, a meia luz, pensando, daria tudo por meu mundo e nada mais”. Guilherme Arantes.

Aí eu fiz o que já devia ter feito há muito tempo! Voltei para dentro do “quarto”! Sim, descobri que esse “lugar” não precisa ser real, pode ser imaginário, acessível pelos "conduítes" da alma, disponível a qualquer hora. Nele é possível afrouxar os nós da gravata, não atender ao celular, nem ter de ler e-mails ou olhar extratos bancários. São breves momentos que duram uma eternidade, pois ali você é só seu e de mais ninguém.

Bem afirmou Henry Miller, ainda que pareça idiotice: “manter a mente vazia é uma proeza... Estar silencioso o dia inteiro, não ver nenhum jornal, não ouvir rádio, não escutar tagarelices, estar perfeita e completamente ocioso... Os jornais engendram mentiras, ódio, ganância, inveja, desconfiança, medo, maldade. Nós não precisamos da verdade como ela nos é servida nos jornais diários. Precisamos de paz, solidão e ociosidade”.

Jesus era um homem de oração, de reclusão. Tinha necessidade do isolamento, da introspecção, da busca do intangível, do imaterial, de alimentar sua alma de verdades e não apenas de coisas. Ele também tinha um “quarto” desses... Estava em todo lugar e em lugar nenhum. Às vezes era o jardim, em outras as montanhas. De certa feita, fez dele a beira mar e, num outro momento, uma estalagem qualquer, no meio do nada, acolhido pelo frio, embalado pelo cansaço, debaixo do céu estrelado, deitado sobre o chão. Ali sentia os aromas do deserto, sabia que mesmo sem ter onde reclinar a cabeça, possuía um “quarto” somente seu...

Recentemente, visitei aquele "cantinho" da infância. Depois de 27 anos voltei ao apartamento onde meus pais moraram por quase duas décadas. Nele estava residindo um casal de velhinhos. Muito simpáticos, me convidaram a entrar. Mostraram-me a casa reformada, as mudanças realizadas. Tudo ficou muito bonito.

Mas houve um momento em que eu cheguei ao quarto que havia sido meu. O coração acelerou, os olhos encheram-se de lágrimas, uma nostalgia irresistível tomou conta de minha mente pragmática, não dada a muitas emoções. “Eu dormia aqui”, disse. O casal me deixou só por alguns instantes, tempo suficiente para ver toda minha vida diante dos meus olhos.

No canto do quarto, sentado na cama, estava eu mesmo, com uns 11 anos de idade. Eu olhei para mim e me perguntei: “como você está?”. Com voz embargada, o outro eu de mim mesmo respondeu: “eu tô bem, eu vou indo...”. O “garoto” insistiu: “você está mais velho, há marcas no seu rosto, e outras na sua alma. As de fora não importam tanto, as de dentro, todavia, talvez nem mesmo o tempo possa apagá-las.”. “Tenho de ir”, disse. “Vá com calma, ele falou. Vá mais leve, mais livre, vá com Deus!”.

Já faz meses que vivi esta experiência imaginária, ficcional... Ela me ajudou a entender algumas coisas; outras eu ainda estou discernindo, aos poucos, lentamente. Não consegui escrever sobre este fato antes, talvez por medo de me expor, talvez por medo do leitor, talvez por medo de mim mesmo... É que eu sei que “minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia”. Nietzsche.

Agora, com todo respeito, peço-lhe licença: vou para o meu “quarto”. Não, não é o quarto do meu apartamento, é o “quarto” que abriga a minha alma e o meu coração. Você não tem um desses? Bem, sugiro que adquira um o mais breve possível. Mas não procure nos classificados, nem se preocupe com dinheiro, este “quarto” está dentro de você, e só você pode encontrá-lo, entrar nele, e usufruir o que de melhor ele possa lhe proporcionar. 


Carlos Moreira é coeditor do Genizah



 




O meu racionalismo



Gordon Clark

Eu não objeto à palavra racionalismo, embora talvez o termo racionalidadepoderia causar menos mau-entendidos. Descartes, Espinosa, e Leibniz produziram uma teoria epistemológica que poderia muito bem ser chamada Racionalismo do século XVII. Para todos eles o conhecimento deve ser baseado na lógica somente. Num sentido Hegel é similar. Para esses homens, como para Platão, a mente humana é essencialmente onisciente, e nem a experiência sensorial, muito menos a revelação sobrenatural podem adicionar informação aos equipamentos da sabedoria inata. Se alguém me acusar de ser um Racionalista neste sentido do século XVII, creio que ele não precisa de nenhuma resposta complementar nessa conjuntura.
Na teologia de séculos mais recentes, o termo racionalismo tomou um significado diferente. Sem qualquer ligação epistemológica, o termo tem sido aplicado àqueles que rejeitam a revelação. Por exemplo, os deístas, que eram empiristas, tinham uma religião supostamente desenvolvida a partir de um estudo da natureza física e humana. A informação verbalmente revelada por Deus era desnecessária e impossível. Como alguns dos meus antigos oponentes podem tentar me associar com essa linha de pensamento é inexplicável, e novamente não é necessário nenhuma resposta complementar nesta altura do campeonato.
Ainda assim, “absolutizando a lei da contradição”, “fazendo a mera razão humana autônoma” e até mesmo que igualo a mente de Deus à minha própria mente são acusações que têm sido feitas. Talvez as Palestras de Wheaton* são uma réplica suficiente a essas acusações. E eu sorrio diante das objeções mais recentes, pois minha mente meramente humana está tão longe de ser autônoma que eu não a concedo nenhuma capacidade inerente, seja qual for.
Contudo, um cristão deve se comprometer ao racionalismo ou racionalidade sob a pena de ser irracional, e ele deve ser lógico, sob a pena de ser ilógico, e também sob a pena de negar que Deus é sabedoria e verdade, e sob a pena de afirmar que Deus é o autor de paradoxo e confusão.
[...]
Que eu sou um “evangélico racionalista e calvinista”, eu não nego. Mas à luz do uso contemporâneo do termo evangélico, utilizado por aqueles que não têm nenhum direito histórico a ele, seria melhor tornar evangélico um adjetivo e deixar o calvinista como substantivo.


* Se Deus quiser, as Palestras de Wheaton serão publicadas no primeiro semestre de 2012 pela Editora Monergismo, com o título “Introdução à Filosofia Cristã”.
** O texto original, que compreende as páginas 367 a 373 do livro editado por Ronald Nash, possui o título “Resposta a Roger Nicole”. Este livro é um Festschrift em honra ao Dr. Gordon H. Clark, no qual Clark interage com os seus críticos.


FonteClark and His Critics, p. 367-368, 373.
Tradução: Felipe Sabino – 08/11/2011











 




O telemarketing do arcanjo e a Igreja Templária

Publicado originalmente em
Carta Capital

por Willian Vieira


Walter Sandro Pereira da Silva recorda o dia em que o Arcanjo Miguel veio em seu auxílio pela primeira vez. Ele tinha 2 anos e meio e procurava desesperado a chupeta perdida. “Foi quando apareceu este ser dizendo que ela estava debaixo da cama e que eu devia procurar o Salmo 91.” Quando os pais encontraram o pequeno, ele tinha a chupeta na boca e a Bíblia na mão: milagre. “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”, dizia o premonitório texto bíblico. Hoje, sentado à cabeceira da mesa da sala de reuniões de sua Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo, a cargo de um crescente séquito de 10 mil “templários”, ele agradece a providência angelical, enquanto explica, entre ligações recebidas pelo smartphone, sua missão divina na Terra. 

Por que abrir uma nova igreja, quando tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”) que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do brasileiro.

Mais velho de três filhos de um mestre de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos, entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar. Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros, descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais: deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida. Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da comprava o livro, o CD e o DVD.

Por dez anos viveu assim. Mas faltava algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”, como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em 11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.



A hierarquia nasceu naturalmente. Há um apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e 560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e seguira o desenho sugerido pelo arcanjo

Além do prédio no número 643 da Rua Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta para arrecadar dinheiro.

Outros tempos. Hoje a igreja é mantida pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser, todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.

A casa do tesouro tem crescido. Um tour revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês. Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”

Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF (que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”



Pra tudo há solução...
Malafaia, Macedo, Hernandes, Valdemiro... Presídio;
Terra Nova e o arcanjo ai... Hospício;
Fernanda Brum... terapia, seminário e Socila (não funcionando, um tacho de óleo e uma barraca de pastel na feira, risos); e, por fim, 


a Carol Celico, ganha uma bolsa nova e um novo cachorrinho... Se não resolver, tranca-se na torre do Castelo de Caras. LOL







 




Ídolo impresso na Sociedade Biblica Brasileira


Vocês se lembram da 'briba" apóstolica do Estevam Hernandes? Aquela da visão que falvava à Igreja? A do GPS apostólico? 

A tal prefaciada por Renê Terra Nova, contendo 666 ministrações de OFERTA e impressa pela Sociedade Bíblica Brasileira, antes ilibada e honrada? 


Se não lembra, leia AQUI.


Pois olha ela ai em uma bela demostração de IDOLATRIA em uma da lojas Renascer!


Entendeu por não deu para resistir à tentação? Tremendo sucesso editorial!
Aguardemos o Juízo.


80% dos evangélicos não tem MORAL alguma para criticar católicos, budistas, hinduístas, ou quem quer que seja por conta de idolatria. 

Não ajoelham diante de estátuas, mas beijam pés de apóstolos, idolatram quinquilharias de Israel, fabricam toda a sorte de porcariada ungida e se babam como vacas por seus ídolos VIVOS. 


Hoje, evangélicos movimentam mais fabricando e vendendo toda a sorte de bugiganga gospel do que todas as medalhas e santinhos dos católicos.


Mesmo mortos e incapazes de interceder por nós, pobres lascados, ao menos os católicos podem reconhecer na maioria de seus santinhos, estátuas e medalhas pessoas cuja as virtudes são dignas de serem seguidas e admiradas - grandes mestres, mártires, servos fiéis dedicados ao serviço do Reino. 


E os nossos idolatras, pelo que trocam a grandeza de Deus quando compram as pulseiras, as rosas, as meias, as arcas, as bíblias da prosperidade  e as cuecas sujas destes falsos profetas? Coam café ungido nas últimas a fim de aguardar sentados e acordados o juízo de Deus? Pois virá! Virá com certeza!


Hernandes e Terra Nova são dois megalomaníacos querendo galgar títulos e honrarias sem fim até se comparar a Deus! Deixam claro que não querem servir. Exigem para si honras e mais honras, seguidas provas de fidelidade -raspem a cabeça, vão a Israel, vão a Porto Seguro, vão a pu...nta Arenas; Comprem a minha pulseira, a minha bíblia, o meu broche e o meu anel. Não apascentam, vampirizam suas ovelhas - gente néscia, gente  gananciosa, gente louca:  Conhecem a VERDADE e preferem viver no monturo. 

Chafurdam na iniquidade.   #PRONTO FALEI