Ressurreição: verdade ou mentira?



Tendo em vista a aproximação do domingo de Páscoa percebi que valeria a pena escrever algo que envolvesse o tema da ressurreição de Cristo, sendo este um pilar fundamental da cristandade. 

No dia 18 de Maio de 2004 foram convidados para um debate no “The John Ankerberg Show”, nos Estados Unidos, no qual John Ankerberg foi o moderador. Os convidados para o debate forram dois respeitados filósofos, um ateu e outro teísta. O filósofo ateu foi o renomado Dr. Antony Flew, da distinta Universiry of Reading na Inglaterra, e o filósofo teísta foi também renomado professor e filósofo cristão, Dr. Gary Habermas, da igualmente distinta Liberty University in Lynchburg, na Virgínia.

O que tornou este debate especial foi o currículo destes dois filósofos. Dr. Flew escreveu e publicou um número considerável de livros, jornais e artigos famosos nas áreas da teologia filosófica e em especial um importantíssimo artigo usado por muitos filósofos ateus sob o título “Milagres”, publicado na “The Encyclopedia of Philosophy”, bem como seu livro “New Essays in Philosophical Theology and the Ressurection Debate”. Nestes textos Dr. Flew alega que os milagres não são historicamente comprováveis, por isto devem ser desacreditados, o que inclui a ressurreição de Jesus.

O Dr. Habermas também também escreveu um considerável número de livros, em especial sobre a ressurreição. Um deles sob o título “The Historical Jesus: Ancient Evidence for the Life of Christ”, no qual foi documentado 129 fatos históricos concernente a vida, pessoa, ensino, morte e ressurreição de Jesus. O Dr. Habermas é a maior autoridade acadêmica sobre a ressurreição de Jesus em nossos dias, e possivelmente ninguém tenha estudado e coletado evidências sobre a ressurreição de Jesus o tanto quanto ele, nos últimos dois mil anos.

Com base nestas informações, é possível compreender o peso deste debate e toda a argumentação, teses e antítese que envolveram este momento histórico. Este debate foi gravado reproduzido na integra no livro “Resurrected? An Atheist and Theist Dialogue”.

Nos próximos dias aproximadamente 2.185.060.000 cristãos celebrarão a ressurreição de Jesus Cristo, enquanto quase 5.000.000.000 rejeitam fortemente esta possibilidade, como os ateus e muçulmanos e os demais não fazem qualquer esforço para crer em tal coisa e um grande número destes nem sequer sabem que Jesus nasceu, quanto mais se ele morreu.
A ressurreição de Jesus é um dos pilares inegociáveis cristianismo, negá-lo e por em causa todas as demais doutrinas cristãs, pois sem a ressurreição de Jesus nada no Cristianismo se sustenta ou tem algum valor real, visto que se Jesus estivesse ainda morto, suas palavras perderiam sua autoridade, seus milagres questionados, sua divindade improvável, e a esperança da eternidade seria uma utopia, para além de sermos completamente cegos por insistir em adorar, orar e se relacionar com um Deus morto.

Ryrie afirma que "O Evangelho é a boa nova sobre a morte e ressurreição de Cristo.”[1]

Portanto, sem a ressurreição de Jesus teríamos “meio” evangelho para salvar o mundo “todo”. É imprescindível que os cristãos sejam convictos e seguros de que a ressurreição de Jesus é um ato consumado e inquestionável, embora o mundo questione.

No entanto seria a nossa fé cega o suficiente para aceitar o contrário daquilo que nós acreditamos? Será que nossa fé é uma fé sem sentido lógico e incompatível com as realidades históricas e científicas? Será que fomos todos tomados pelo mesmo absurdo que tomou os cristãos do primeiro século? Será possível que Jesus não tenha ressuscitado coisa alguma e tudo não passa de uma bonita lenda? São perguntas que merecem nossa atenção.

Segundo o filósofo e escritor Jack Kent, em seu livro “The Psychological Origins of the Ressurrection Myth”, há duas razões pelas quais seria possível explicar a experiência dos primeiros cristãos com respeito a ressurreição de Jesus. Em primeiro lugar seria uma “alucinação coletiva originada pela dor” - ou seja as mais de 500 testemunhas oculares que testemunharam do aparecimento de Jesus após sua ressurreição, foram todas tomadas por uma síndrome de alucinação, muitas em grandes grupos, num espaço de quarenta dias.

A segunda razão é um pouco mais complexa, pois envolve uma testemunha ocular do Cristo ressurreto mas que não era cristã, no caso Saulo. Neste caso, a explicação de Jack Kent é que Saulo sofria de uma ou duas desordens psíquicas, uma seria “desordem da conversão” - isto quer dizer que Saulo foi contagiado de alguma forma pelas muitas conversões que aconteciam naqueles dias, e a outra ou ainda, Saulo sofria do Complexo do Messias - isto quer dizer que Saulo tinha tantas expectativas quanto a chegada do Messias, que foi contagiado por este complexo ao ter que lidar com cristãos tão convictos de que Jesus era de fato o Cristo.

Uma outra possibilidade, é a que aparece nas Escrituras, que é a possibilidade do corpo ter sido roubado do túmulo, pelos próprios discípulos alucinados. No entanto, as autoridades judaicas com medo desta hipótese solicitaram que alguns guardas vigiassem o túmulo, no entanto, os mesmos guardas foram testemunhas da ressurreição de Jesus, mas foram subornados pelos judeus para não falarem sobre o assunto (Mt 27:62-68; 28:1-15).

O evangelista Mateus narrou o episódio da ressurreição de Jesus da seguinte forma: “No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos.” (28:1-4). E ainda: “E, indo elas, eis que alguns da guarda foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que sucedera.” (28:11).

Quem mente no texto não são os discípulos, mas as autoridades judaicas. Os discípulos tinham uma série de obstáculos para vencerem a fim de que esta hipótese pudesse ser verdadeira, o que seria impossível. Como por exemplo enfrentarem uma guarda romana, romper o selo do túmulo, carregar e esconder o corpo, etc. Resta portanto aqui a versão lógica do testemunho dos guardas, das mulheres e do túmulo vazio.

Uma outra hipótese seria a de que Jesus teria desmaiado na cruz, e depois de alguns dias tivesse recobrado o juízo e saído do túmulo por si mesmo, e então se apresentado aos discípulos numa falsa ressurreição. O problema aqui é grave para a ciência provar a possibilidade de um possível desmaio que tenha durado quase três dias, e como este corpo terrivelmente debilitado foi capaz de romper os selos e rolar a pedra que fechava o túmulo e perambular por aquela região num espaço de quarenta dias no estado crítico no qual foi removido da cruz.

Então nossas mais significantes antíteses são alucinação coletiva originada pela dor, desordem da conversão, complexo do Messias, roubo do corpo e a não morte e continua aparência de um corpo no estado deplorável no qual se encontrava o corpo de Jesus, e tudo isto sem UMA ÚNICA evidência.

A realidade é que temos evidências suficientes para além dos evangelhos para acreditarmos na ressurreição de Jesus. Segundo Habermas [2] para se chegar a estas evidências podemos percorrer os seguintes caminhos: i) Utilizar somente os recursos que comprovam os fatos - estes recursos são: Públio Cornélio Tácito que mencionou em seus escritos a execução de Jesus durante o reinado Tibério Cláudio Nero César, no período em que Pôncio Pilatos foi prefeito da província romana da Judeia; O satirista grego do segundo século chamado Luciano, que mencionou em seus escritos a crucificação de Jesus; Mara Bar-Serapion que foi um escritor sírio, considerado, por alguns, como aquele que forneceu uma das primeiras referências não judaica e não cristã sobre Jesus, isto numa carta to primeiro século onde ele recomenda a seu filho para imitar a Jesus; Os escritos de Flávio Josefo e dos escritores Gaio Suetônio Tranquilo, Talo, Plínio o Jovem, Justino Mártir, Tertuliano e o Sanedrim judeu. E poderíamos recorrer ainda ao Alcorão, mas a maioria dos filósofos não aceitam o Alcorão como uma narrativa histórica fiável. ii) Habermas diz que estes mesmos fatos fornecem um conteúdo seguro para evidenciar a ressurreição de Jesus. iii) Habermas reclama o direito de ser ouvido, visto até que não fez uso sequer dos evangelhos para provar sua tese. 

E para concluir, Habermas [3] apresenta quatro fatos, selecionados entre doze fatos inquestionáveis, que evidenciam a ressurreição de Jesus.

1. Jesus morreu de forma terrível na cruz do calvário, algo que nenhum historiador respeitável nega devido ao volume de evidências externas, isto é extra-bíblicas, que comprovam este fato histórico.
2. Os discípulos tiveram algumas experiências lúcidas nas quais eles acreditavam terem visto o Cristo ressuscitado. Isto envolve um numero muito grande de testemunhas e um espaço de tempo considerável entre uma aparição e outra.
3. A vida daqueles que viram o Jesus ressuscitado foi completamente transformada e passaram a estar dispostos a morrerem por esta verdade.
4. Paulo, um crítico e assassino de cristãos, pessoas as quais arrastou para prisões, se converteu ao evangelho através de uma experiência que ele acreditou ser uma visão do Cristo ressurreto.

Estas evidências devem servir para fortalecer a nossa fé, e não para que tenhamos recursos o suficiente para provar para o ímpio a nossa tese. Na verdade nenhuma diferença faz se um ímpio acredita na ressurreição de Jesus ou na existência das girafas, se ele não estiver disposto a ser transformado pelo Cristo que venceu a morte. No entanto, para nós cristãos, conhecer tais detalhes certamente nos enriquece a fé, a paixão e convicção de que estamos no caminho certo.




Bibliografia:

[1]Willard, Dallas. A Conspiração Divina. Editora Mundo Cristão, 2001.
[2]Gary R. Habermas and Antony Flew, Resurrected? An Atheist and Theist Dialogue (Lanham, Md.: Rowman & Littlefield Publishers, 2005).
[3]Idem, 12.


Luis A R Branco é colaborador do Genizah



 




Mentiras, ameaças e muita podridão. Renascer mostra (mais uma vez) a sua verdadeira face


O descaso e desrespeito da Renascer com as pessoas que investiram as suas vidas em um ministério e, agora, descobrem que estavam envolvidos em uma empreitada criminal familiar não tem limites.

A Renascer Nordeste está desmoronando e a direção da organização, ao invés de ouvir as pessoas, compreender as suas aflições e tentar restaurar as coisas em verdade, acusa de traidores, bandidos, piratas os que não mais suportando a pressão deixam a comunidade. Bispos e pastores são acusados de delinquentes e ladrões. Outros são feridos com ofensas raciais.

Entenda o caso:





Genizah recebeu farto material sobre o caso e irá publicar as notícias do desdobramento da crise, a medida que as informações forem checadas. Esta pode ser a derrocada final de uma das maiores organizações neopentecostais brasileiras.

A seguir, o desabafo – sem edição- da pastora Angélica. Em e-mail enviado ao Genizah, a pastora nos autoriza a sua publicação. Angélica nos informou que nos últimos tempos reunia a sua congregação da Renascer em um hotel, visto que o imóvel da igreja foi retomado por falta de pagamento e de quatro anos de IPTU. 

A pastora Angélica enfrentou um câncer durante sua estada na Renascer. Sua cura foi alardeada como um milagre de Estevam Hernandes, contudo, além de tentar se apossar da obra de Deus, o apóstolo multiplicou por 100X a ajuda que de fato prestou na área médica durante a doença de sua colaboradora, mais um testemunho de manipulação de informações:

E quero dizer q não estou te escrevendo por vingança ou ódio mas cansei de ver gente saindo machucados, defraudados e ficaram calados por medo ou por ameaças mesmo, eu não tenho nada a perder, e só gostaria que eles parassem de culpar as pessoas e defrauda-las. Se quiser te envio o audio por whatsapp .... danilo só quero q eles entendam que não são meus donos ... sou livre ...não devo nada a eles. Me perdoe pelo longo desabafo...” (sic)

MEU DESABAFO: Até o presente momento não havia me pronunciado sobre a minha saída do ministério Renascer em Cristo, mas devido a exposição em rede via satélite de pronunciamento do líder da igreja falando que ele foi o responsável pela cura do câncer que tive. Venho aqui dizer que quem me curou foi Deus, a igreja me dispôs de um convênio nesse momento unicamente por causa dessa enfermidade, sendo que bispos e pastores sempre tiveram convênio e eu nunca tive. Em reunião em igreja local aqui na date de ontem disseram que gastavam de convenio médico comigo mais de 3 mil reais e que durante o meu tratamento me mantiveram salário, eu recebia 250,00 ... 300,00 vizinhos de minha irmã que me deram remédio, e hoje alegam que me tiraram da miséria....nunca estive na igreja por causa de dinheiro ou de salários, e quem me conhece pessoalmente sabe muito bem disso, fiz por amor, fiz na minha sinceridade e amo a Deus.

Nunca ele me levou em nenhum hospital ou foi me buscar em aeroporto, se hoje pelo simples fato do meu desligamento da igreja eles querem expor a minha vida e cobrar gratidão, porque numa ceia de oficiais eu dei o meu testemunho e o chamei de pai, eu quero dizer que esses anos eu nunca contabilizei o que trabalhei na igreja, e não digo como sacerdote, digo administrativamente, na Igreja da Vila Galvão em Guarulhos, na igreja da freguesia do Ó, Salvador e Recife. E tenho muitas testemunhas sobre isso.

Na Bahia os amigos em comum brincavam que na minha casa não tinha nada, mas como comprar móveis, ter uma vida no mínimo decente se fui ensinada que eu podia ter o nome sujo e a igreja não, e que sacerdote não tinha direito a ter herança na terra. Como comprar móveis se nunca recebia ajuda de custo em dia? Passei necessidade como ele mesmo falou na Ceia de Oficiais, porque fui ensinada com 18 anos quando cheguei na igreja que eu tinha que abrir mão de tudo pra servir a Deus, e nisso abri mão de família, de emprego com carteira assinada, e muitas vezes quando tentavam me alertar eu defendia a instituição achando que o fato de me alimentarem na palavra de Deus, devia gratidão a eles.

Em Fortaleza cortaram minha ajuda de custo que era o mínimo que podiam me dar, já que fui enviada, morei na casa de membros da igreja porque não tinha pra onde ir, dormi em rede e em colchão na casa de uma amiga pastora, se não fossem meus pais biológicos eu ficaria na rua. Meus pais deixaram de vender ap lá pra esperar que eu arrumasse emprego e não deixar a obra lá desamparada. E todos os que são de fortaleza da igreja sabem disso.

E lá fui coagida a fazer empréstimos pra alugar prédio pra igreja e incentivar pessoas a vender carro pra pagar fiança de prédio, ameaçada pra levantar resultados financeiros, e eu me recusava, fui tratada como lixo por um dito “bispo” que alias foi o que me alertou sobre tudo isso, me disse que na Renascer importante não é altar, é resultado. E eu na minha ingenuidade, gratidão agora questionada, me calei. 

Esses anos defendi esses líderes e amei, achando que sofriam por perseguição da Rede Globo, lamentavelmente demorou pra enxergar, foram 22 anos servindo a uma instituição que não paga ninguém em dia, hoje usa atos proféticos como desculpas pra tirar dinheiro das pessoas. 

E eu não compactuo com nada disso, sou livre em Jesus Cristo, lamento ter que falar isso em público, mas ao contrario deles eu não tenho mídia, nem rede de televisão, nem um microfone na mão pra falar pra milhares de fiel, andei minha toda em retidão dentro do ministério, nunca feri o corpo de Cristo, sempre pastorei com amor e temor de Deus. E alias se alguém saiu da igreja nunca foi por mim. Eu não me envergonho do evangelho de Cristo, mas me envergonho de gente que usa a bíblia, o titulo eclesiástico pra denegrir e enganar.






 




O NOÉ DA BÍBLIA


Manoel dC


Recebi a seguinte mensagem do meu amigo de café, Victor:

- Victor Maciel: — Bom dia, Pastor Manoel Do Carmo Filho, tive a oportunidade de ler seus comentários sobre este filme, e agora li também este que compartilho com vc. Gostaria de ouvir suas considerações sobre este ponto de vista. Um forte abraço!

- Minha resposta: — Li o comentário do Lamartine Possela. Concordo com ele em muitos aspectos e se quisesse defender o ponto de vista da Bíblia, talvez escrevesse algo parecido como o que ele escreveu. Na verdade, o que quis colocar anteriormente, foi a possibilidade de sermos livres para ver o filme como filme, como arte, como livre narrativa, e não algo que pudesse ser destrinchado teologicamente, e que que fosse combustível para zelos exacerbados de cristãos zelotes e radicais.

Sendo assim, aqui descrevo minhas impressões e admiração por uma dos homens mais fascinantes, segundo as Escrituras Sagradas.

— O Noé da Bíblia era um homem justo que andava com Deus e CONHECIA A DEUS PROFUNDAMENTE. Talvez tivesse diante de si o exemplo de Enoque, seu bisavô que andava com Deus, e como consequência, Deus o tomara para si. Essa nota biográfica revela claramente que salvação tem a ver com relacionamento, e não com religiosidade. Hoje, se vê milhares de templos, milhões de cristãos nominais, mas pouco conhecimento de fato e experimentalmente.

— O Noé da Bíblia era diferente dos demais. O único seguidor fiel de Deus em sua geração, que era marcada pela presença da maldade, de gigantes anômalos sanguinários, e de toda sorte de depravação humana. Por isso, a graça e o favor de Deus o acharam (não o contrário, como se Noé fosse merecedor, conquistando a graça de Deus e Deus achando graça nele, senão, não seria graça, mas puro desempenho humano).

— O Noé da Bíblia obedeceu obstinadamente a Deus construindo um arca contra as circunstâncias, contra a oposição dos homens maus, contra a natureza, quando não havia antes a “experiência” de chover sobra a superfície da terra. — Pedro o intitula o Noé da Bíblia de “pregador da justiça”. Não se sabe se ele avisou verbalmente seus contemporâneos, ou se sua vida silente através de atos de justiça foi uma pregação prática, mesmo sem abrir a boca.

— A história do Noé da Bíblia revela também que Deus inclui a família no seu plano de salvação. Esse é um fio doutrinário que percorre toda a extensão da história da redenção no Antigo e Novo Testamento. A aliança que Deus faz com alguém, inclui sua família, inclusive nos dias atuais.

— Mas o Noé da Bíblia não era nenhum super-homem da espiritualidade. Revelou intemperança e descontrole quando abusou do vinho. E isso é o que é empolgante na Bíblia. Os heróis da fé, os patriarcas e apóstolos revelam fraquezas humanas, creio que exatamente para não se criar expectativas e suposta adoração a esses homens e aos que se intitulam hoje santos, pastores e missionários.

O único HOMEM infalível, que viveu sem pecado sobre a terra, foi Jesus, nosso Sumo Sacerdote que é capaz de se condoer de nossas fraquezas, porque foi tentado em todas as coisas, mas sem cometer pecado. Hoje em dia, infelizmente prolifera uma verdadeira adoração a homens falhos, gananciosos e abusadores da fé dos simples.

— Por fim, a história do Noé da Bíblia evoca um eloquente apelo ecológico quando Deus quer preservar os animais na arca. Essa mensagem é pertinente pelo fato de desperdiçarmos e depredarmos a natureza inconsequentemente, como cidadãos e como igreja, aquilo que Deus pôs em nossas mãos para cuidar e administrar. Nessa matéria temos “levado bomba”.

É bom pensar seriamente se já não estamos vivenciando em nossos dias, uma situação semelhante aos dias de Noé, como mesmo alertou Jesus, a respeito do fim dos tempos.

Se assim se sucede, então devemos correr para a Arca, que tem uma única porta de entrada, a qual tipifica o Senhor Jesus Cristo, que disse: Eu Sou a Porta, e assim, nos refugiar Nele, mesmo em meio a uma geração corrompida, secularizada, humanista, hedonista, e outros “istas” dos tempos conturbados de hoje.


Manoel colabora com o Genizah






O que é Páscoa?


Páscoa é um evento religioso judaico/cristão, normalmente considerado pelas igrejas cristãs como a maior e a mais importante celebração. Na Páscoa os cristãos relembram e anunciam a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido durante a celebração da Páscoa dos judeus, em Jerusalém, entre o ano 30 e 33 da Era Comum.


Pablo Massolar


Origem do nome

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido primeiramente durante o Pessach (Passagem em Hebraico), data em que os judeus comemoram o êxodo, libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito, liderados por Moisés, para a Terra Prometida.
A palavra Páscoa advém exatamente do termo Pessach, em hebraico, da festa judaica. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques. O sentido de “passagem” vem do julgamento de Deus sobre Faraó e os egípcios, que oprimiam e escravizavam o povo judeu, até que Deus anuncia a Moisés que libertará o seu povo da escravidão.
Segundo a Bíblia (Livro do Êxodo), Deus mandou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo capítulo 12), disse o Senhor a Moisés que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os primogênitos de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria sacrificar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e o anjo passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor e tristeza entre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica e cristã institui a celebração do Pessach em Êxodo 12.14: "Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra ao Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua".


Páscoa Cristã

A Páscoa cristã celebra a morte sacrificial e a ressurreição de Jesus Cristo. Nos Evangelhos, Jesus é anunciado como o "cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo", deste modo, toda a simbologia da Páscoa judaica aponta para Jesus que, através de sua morte e seu sangue, liberta o homem do poder da morte e do pecado.
A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder do pessach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica – se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia mais acurada, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe (do grego antigo ἑκατόμβη, composto de ἑκατόν "cem" e βοῦς "boi" - sacrifício coletivo de muitas vítimas) dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
Depois de morrer na cruz, o corpo de Jesus foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante para os cristãos.


Páscoa é pagã?

Não! E também, atualmente, sim! Muitos costumes modernos ligados ao período pascal originaram-se, de fato, dos festivais pagãos da primavera. Hoje existe um sincretismo entre a Páscoa judaico-cristã e rituais de passagem pagãos, mas nem sempre foi assim.
A festa moderna utiliza a imagem do coelho e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. Os antigos povos pagãos europeus da Idade Média, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na mitologia romana, é Ceres. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica.
Na primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre poderia ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações atuais.
As hipóteses mais aceitas relacionam a época do ano com Estremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o "Venerável Beda", historiador inglês do século VII. Porém, é importante mencionar que Ishtar é cognata de Inanna e Astarte (Mitologia Suméria e Mitologia Fenícia), ambas ligadas à fertilidade, das quais provavelmente o mito de "Ostern", e consequentemente a Páscoa moderna (direta e indiretamente), tiveram notórias influências.
Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da primavera, da ressurreição e do renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.


Conclusão

É comum, hoje, a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia, nem na Páscoa judaica, nem na Páscoa cristã. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos.
A Páscoa, em suas raízes mais antigas, é uma festa genuinamente bíblica, que aponta figuradamente para o sacrifício de Jesus por toda a humanidade. Esta é a oportunidade que, como cristãos, discípulos de Jesus, temos de anunciar não somente o sentido cultural da festa mas, principalmente, que ela tem a ver com o amor de Deus por toda humanidade. Isto inclui todos nós. Deus entregou seu único filho, como sacrifício pelos nossos pecados e Nele, somente Nele, temos Vida Eterna, ou seja, "passamos" da morte para a vida. O evangelho de João, no capítulo 3, resume esta mensagem da seguinte forma: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que entregou (à morte) o seu único Filho para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a Vida Eterna."


Veja o que o "Coelhinho da Páscoa" tem a dizer sobre a Páscoa








Do mano Pablo Massolar

O cartoon é do Rubinho.







Bom, tem o ornitorrinco que é mamífero e bota ovo, mas aquilo não conta, bicho esquisito aquele, risos. 







A verdadeira História da Páscoa... Contada por Crianças!










 



Jesus celebrou a Páscoa em uma quarta-feira?








por Johnny T. Bernardo





Para satisfação dos sabatistas, mas sem qualquer respaldo bíblico, o professor Colin Humphreys anunciou à Reuters (18) que a última ceia se deu em uma quarta-feira. Professor da Universidade de Cambridge, Humphreys se dedica ao estudo da “última semana” desde 1983 e teve apoio de um astronauta para reconstruir o calendário pré-exílico que, segundo eles, os levou ao dia 10 de abril do ano 33 d.C. Nessa data - que o pesquisador chama de “um dia perdido” (referindo - se a quarta - feira) - Jesus celebrou a última ceia e em seguida foi conduzido ao julgamento.

“Eu estava intrigado com as histórias bíblicas sobre a última semana de Jesus, nas quais ninguém consegue encontrar nenhuma menção de quarta-feira. É chamado de um dia perdido".

A credibilidade de Humphreys é posta a prova diante do fato de que o relato que temos nos evangelhos é inversamente outro. A cronologia oferecida por Marcos não nos deixa em dúvida.

“E, no primeiro dia dos pães ázimos, quando sacrificavam a páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a páscoa?” (Mc. 14. 12)

“E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciões, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos”. (Mc 15.1)

“E, chegada à tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado” (Mc. 15. 42)

“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulso sete demônios” (Mc. 15.9).

Na descrição de Marcos temos uma cronologia precisa, que começa com a celebração da Páscoa (em uma noite de quinta-feira), o julgamento ao amanhecer (veja que a virada da quinta para a sexta-feira é explicita em 15.1), a crucificação a véspera do sábado e a ressurreição no primeiro dia da semana (domingo). Somente a menção ao primeiro dia da semana serve como prova cabal de que a ressurreição de Jesus se deu no domingo, e não no sábado como afirmam os adventistas.

O argumento sabatista - de que Jesus ressuscitou em um sábado - se baseia em Mateus 12.40. Na passagem, Jesus associa sua morte e ressurreição aos três dias e três noites em que Jonas esteve no ventre da baleia. Acreditando serem três dias literais (que totalizariam 72 horas corridas) os adventistas chegaram à conclusão de que a quarta-feira seria a data - início das 72 horas mencionadas por Jesus. Logo, segundo eles creem, Jesus somente poderia ter ressuscitado no sábado. Tal interpretação não resiste à exegese bíblica.

Não é possível dizer, por exemplo, que Jonas permaneceu exatas 72 horas no ventre da baleia. Do mesmo modo, não podemos interpretar Marcos 8.31 como sendo 72 horas corridas. De acordo com a Mishnah Judaica, uma parte do dia é a totalidade dele. Josh McDowell acrescenta:

“Mesmo hoje, muitas vezes usamos o mesmo princípio com referência ao tempo. Por exemplo, muitos casais esperam que seus filhos nasçam antes da meia – noite de 31 de dezembro. Se nascida às 23h59, a criança será tratada, para efeito de imposto de renda, como tendo nascida há 365 dias e 365 noites daquela data. E isto é verdade, mesmo que 99,9% do ano já se tenha passado” (As Evidências da Ressurreição de Cristo)”.

Assim, de acordo com a lei judaica e com base em textos de autores renomados da atualidade, compreendemos o significado de Mateus 12.40. Mesmo que tomássemos os três e três noites de Mateus 12.40 como sendo 72 horas exatas, como poderíamos conciliar com o fato de que Jesus ressuscitou na manhã do primeiro dia (sendo ainda escuro, acrescenta João)? Ademais, temos como apoio a evidência de que o Judaísmo considera como primeiro dia da semana o domingo, e não a segunda, como no calendário solar (romano).

Portanto, seria forçar por – de – mais o texto de João – que afirma que Jesus celebrou a páscoa (Jo. 13.1) – como tendo ocorrido no dia 10 de abril, em uma quarta – feira. Primeiro, porque não há consenso entre os especialistas quanto à data correta da páscoa mencionada nos evangelhos. Segundo, porque não há um dia especifico da semana para celebração da Páscoa; o que há é uma referência ao dia 14 de Nisã. A cada ano, a Páscoa é celebrada em um dia diferente, como vemos na retrospectiva abaixo.

Ano 5762 (2001-2002) - Quinta-feira, 28 mar: Pessach
Ano 5763 (2002-2003) - Terça-feira 6 abril: Pessach
Ano 5765 (2004-2005) - Domingo, 24 de abril: Pessach
Ano 5766 (2005-2006) - Quinta - feira, 13 de abril: Pessach
Ano 5767 (2006-2007) - Terça - feira, 3 de abril: Pessach
Ano 5768 (2007-2008) - Domingo, 20 de abril: Pessach
Ano 5769 (2008-2009) - Quinta - feira, 9 de abril: Pessach
Ano 5770 (2009-2010) - Terça-feira, 30 de março: Pessach
Ano 5771 (2010-2011) - Terça-feira, 19 abril: Pessach

Com base na retrospectiva acima – e há projeções para além de 2050 – a possibilidade da Páscoa (do hebraico “Pessach”) descrita nos evangelhos ter acontecido em uma quarta-feira é mínima e, concordemos, difícil de estabelecer. Acrescenta-se ainda o fato de que nem mesmo há uniformidade de mês, podendo variar de março a abril – dependendo, obviamente, das fases lunares. O mais provável é que a páscoa teria começado em uma quinta – feira, porque então não faria sentido Marcos (e também João) mencionar o primeiro dia da semana como sendo a data em que Jesus teria ressuscitado – sabendo, como já provamos, que os judeus consideram como primeiro dia da semana o domingo.



Johnny T. Bernardo é apologista e colabora com o Genizah