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Papa Francisco #TamôQuaseJuntos




Danilo Fernandes 
 Eu acompanhei com grande interesse as homilias e as entrevistas do papa Francisco. Confesso que carreguei comigo o espírito crítico, protestante, rs. Entretanto, já admito que aprendi sobremaneira e me encantei com muito do que ouvi.

Assim percebi a mensagem do papa:

- A centralidade da cruz. É na cruz de Cristo que o Amor superando todas as coisas se traduz, é na cruz de Cristo que se consuma a obra da salvação para todos os que nas boas-novas creram e é no calvário de Cristo que o homem que sofre encontra a paz e o entendimento.

- A marca principal de todo o cristão se traduz nos frutos do espírito e estes devem estar a serviço do próximo, de tal maneira que não se pode conceber que um cristão encontre tranquilidade diante do sofrimento dos oprimidos – dormir em paz diante da miséria- disse o papa. E, bem assim, a marca da Igreja é o exercício da misericórdia, ainda que o seu papel principal venha a ser a sua missão espiritual, é de se esperar que os salvos estejam a serviço das prioridades de Cristo e das boas obras.

- O apego ao dinheiro é o grande mal deste século e esta sociedade apartada do corpo de Cristo ignora e marginaliza, justamente, aqueles a quem Jesus nos conclamou cuidar, receber em Seu nome: Crianças e velhos. Um cristão que não demonstre amor pelas causas destes, verdadeiramente, não se reconhece em Cristo.

- A igreja deve caminhar na direção do acolhimento dos marginalizados – entre estes os homossexuais, recebendo e pregando a estes as boas-novas, orando para o que o Espirito Santo faça nestes a boa obra.

- O verdadeiro homem de Deus deve evitar a ostentação, o luxo e a pompa. É inconcebível que um pastor, um servo de Jesus, se locuplete no serviço de Deus.

- O papa reafirmou os princípios da justificação pela fé e por graça, expostos na declaração conjunta sobre a justificação da ICAR e da igreja Luterana. Uma grande vala a nos separar, recentemente fechada, foi aplainada.

- O papa reafirma, peremptoriamente, que A ICAR carrega erros graves de tantos séculos e está em plena reforma. O papa declarou, em alto e bom som, em entrevista para o Fantástico: Ecclesia semper reformanda est. Neste ponto, cai da cadeira!

Confesso aos irmãos certa vergonha de nossos líderes mais conhecidos diante da mensagem do papa vis a vis a insignificância, irrelevância e altíssimo interesse financeiro do discurso dos super-pastores. Vergonha e ira.

É evidente que as nossas diferenças teológicas seguem consideráveis e , em alguns pontos, ainda irreconciliáveis. Contudo nunca estivemos tão próximos. De minha parte, sigo protestante, mas revelo, desde já, o desejo da oportunidade de trabalhar junto com nossos irmãos católicos romanos naquilo que nos une, em prol da causa de Cristo.

O papa Francisco é promessa de dias melhores.









 

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