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O Evangelho Talibã (Parte 1 – A vingança)



Se você também está cansado de ouvir falar em tomates e Marco Feliciano, é porque provavelmente está cercado de vegetarianos ou de pessoas que não dão a mínima para o fato de João Paulo Cunha, José Genuíno e Paulo Maluf serem integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara), considerada a mais importante comissão da Casa. Os dois primeiros foram condenados pelo STF no julgamento do mensalão. Já o terceiro, é acusado de ter enviado ilegalmente para contas nos States recursos que teriam sido desviados de obras públicas no Brasil, além de ser procurado pela Interpol.

Bem, dos tomates eu vou te poupar, mas do Feliciano... impossível. E digo o porquê. A quantidade de crentes que tem se levantado em prol do deputado pastor é assustadora. Gente que definitivamente abraçou a ideia do “vamos mostrar pra eles com quem estão mexendo. Não importa o que ele disse, ele é pastor e temos que ficar do lado dele.”

Há cerca de 4 anos, ao me posicionar contra as canções vingativas, como “Sabor de Mel”, que escancaradamente alimentavam o ódio e a revanche entre os cristãos, choveram e-mails e posts me chamando de herege, dizendo que eu devia tomar cuidado em tocar na ungida de Jeová, e que Deus pesaria sua mão sobre mim – o que me deu convicção ainda maior de tudo aquilo que a música representava.

Acontece que esse evangelho talibã é justamente a tônica de uma das últimas polêmicas envolvendo Feliciano. O deputado, em uma de suas pregações, afirma categoricamente que Deus assassinou John Lennon e Os Mamonas Assassinas. Em sua teologia “infeliciana”, Marco atesta que o beatle teria causado a ira do Eterno por se considerar mais famoso que Jesus. Já os Mamonas foram vítimas de um tal anjo que virou o manche pro outro lado.

O mais irritante no vídeo da pregação, além daquela musiquinha chata de fundo, é ver os crentes indo ao delírio com essas afirmações de uma teologia tosca, em que “exegese” é apenas o nome do filho mais velho de um pai criativo.

Baseado nessa teologia, me pergunto: por que um Deus assim, que vinga seus inimigos ou todos aqueles que se lhe opõem, simplesmente não desceu da cruz e fulminou todos aqueles hereges? Por que um Deus assim, viria na pessoa de Seu filho Jesus inventar essa tal história de dar a outra face? Por que um Deus assim, tão preocupado com que a declaração de um mortal lhe tirasse a fama, perdoaria todos aqueles que lhe confessassem como único e suficiente salvador?

Tão inquietante quanto esses questionamentos é a dúvida sobre até quando os crentes deixarão de ter um senso crítico, e continuarão sendo levados por ventos de doutrinas. Ventos esses que, além de espalhar tudo aquilo que a fé cristã construiu com tanto zelo e amor, levam para longe todos aqueles que necessitam de uma palavra de perdão e amor. Lembre-se, o ímpio pode não ter o Espírito Santo, mas ainda assim pode ser coerente e sensato (coisa que muitas vezes nos falta).

Enfim, eu imploro aos meus amigos não crentes que costumam ler meus textos: não acreditem, nem mesmo percam seu tempo ouvindo esse outro evangelho. Ele não é o Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo. O evangelho genuíno diz que Deus é tão amoroso e perdoador que “amou o mundo de tal forma que ofereceu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” - João 3.16


No amor de Cristo,


Roger Da Escola de Adoração









 
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