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Pais, filhos e o nosso Pai


Fabrício Cunha


Cheguei tarde em casa. Thiago estava comigo. Dormiu no carro. Subi com ele no colo e o coloquei para dormir em sua cama, depois de dar o beijo de boa noite.

Acordei pela madrugada com um barulhinho no banheiro do corredor. Levantei. Era o Thiago, meu filho de 08 anos, que foi ao banheiro porque estava com dor de cabeça.
Perguntei, "por que não me chamou, meu filho?!"

Ele respondeu: "pai, acho que é por causa do calor. Eu estava molhando minha cabeça um pouco e acho que vai resolver. Se não resolvesse, eu te chamaria."

Ele se vira sozinho. Meus três são meio assim. Só chamam os pais se não conseguirem resolver as coisas.

Fui para o quarto pensando no quão infantis são muitas pessoas que conheço, especialmente no seu relacionamento com Deus. Parece bonito e "politicamente / espiritualmente correto" dizer que se depende de Deus para TUDO, mas isso se chama infantilidade espiritual, que é uma projeção de nossa infantilidade existencial.

Eu, como pai, crio meus filhos para o mundo, para serem adultos emancipados e independentes de mim, que conheçam o seu papel de ser gente nessa sociedade e que vivam em função de coisas maiores do que eles mesmos.

Talvez seja isso que o Pai espere de nós também. Talvez seja em função disso que ele, como Pai, trabalhe. Para que nós sejamos gente adulta, consciente de nossos deveres e responsabilidades, reconhecedores das grandezas da vida e maduros em nossas relações.

Hoje e sempre continuarei a ser pai do Thiago. Sempre que ele precisar o carregarei no colo. Ontem, hoje e sempre. Mas confesso que sou um pai feliz vendo meus filhos se tornarem gente madura e responsável a cada dia.

Sei que conto com o colo do Seu Ditinho até hoje.

E sei que também conto com o colo do Pai sempre que precisar, sempre que minhas pernas não derem conta.





@fabricio_cunha










 

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