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Um crente sem gravata


Will

Algumas coisas na vida demoram, mas acontecem. Demoram porque esperamos um “tempo certo” para promovê-las ou porque não dependem da gente e, portanto, devem ser espontâneas...mas acabam acontecendo.

Ano passado (05/09/2009), me desliguei de uma igreja evangélica. Foi minha primeira comunidade, onde aprendi muito do reino de Deus. Depois de aproximadamente oito anos – ou seja, o lugar onde nasci na fé –, cansei de ser conivente (nunca fui, mas estando me sentia) ao modus operandi de grande parte do movimento evangélico brasileiro – e porque não mundial.

Aqueles que têm experiências semelhantes, isto é, que já passaram por, pelo menos, uma instituição religiosa, sabem que não tomamos decisões assim – haja vista a proporção -, de uma hora para outra. Não, definitivamente não foi num piscar de olhos que tomei a decisão e efetivei minha saída de tal parcela do cristianismo mundial. Digo isso, porque para muitos que lá (na instituição) ficaram estou apenas mudando de igreja, sendo que meu processo de mudança é muito mais abrangente: estou deixando definitivamente o que chamo de sistema evangélico abrasileirado – dá para perceber que não há apenas questões de cunho tupiniquins, mas como natural em tudo nessa nação, existem nuances múltiplas e miscigenadas... gospelmania.

Faço o mesmo que alguns mentores, como: Ricardo Gondim, Caio Fábio, Ariovaldo Ramos e Ed René Kivitz, e declaro que não sou mais evangélico (nos moldes do movimento evangélico abrasileirado). Não estou, com isso, dizendo que não creio mais no evangelho ou que deixei a confissão de fé evangélica. Não, de jeito nenhum. Digo apenas que rompi com esse sistema predominante nas igrejas pentecostais, que já corrói as estruturas das igrejas de linha tradicional (pasmem, já vi batistas e metodistas fazendo campanha de libertação). Quanto às igrejas neopentecostais, não as considero como evangélicas, mas, como diria Dom Robson Cavalcanti: pseudo-pentecostais, isto é, acham que são quem não são.

Talvez não esteja sendo muito claro, mas tudo bem, não pretendo ser muito objetivo nesse post; faço desse texto, linhas iniciais de uma série onde explicarei – nada de muito novo – quais os motivos de minha saída do sistema.

O título do post é proposital, tendo em vista que a gravata, que já fora um símbolo gay – nada demais por ter sido -, era endeusada em minha antiga instituição – terno e gravata eram as "vestes sacerdotais". Algo totalmente natural, afinal tratava-se de uma comunidade pentecostal com um "sonho (reprimido) americano" de se tornar uma Assembleia de Deus... acho que não preciso dizer mais nada. E agora, graças a Deus, “desligado”, não preciso me sentir mais um dependente de um pedaço de pano para exercer o ministério que Jesus me confiou.

Quero tranquilizar aqueles que se preocupam comigo: não me arrependo de romper com o sistema! Acredito ter sido num momento ideal. Embora não tenha me instalado definitivamente numa igreja, continuo minhas visitas aleatórias à Ibab e à Betesda, comunidades que amo de coração e que, mesmo com problemas naturais de toda instituição, continuam se esforçando para ser um sinal real do reino de Deus na terra, não se rendendo as falácias evangélicas-pós-modernas.

Em Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador, a quem não abandono nunca,

Will



Fonte: Celebraii





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