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Apóstolo Estevam Hernandes ordena: É para me chamar de PAI sim!



Genizah recebeu e-mails, telefonemas e até uma gravação de som feita a partir de um telefone celular dando conta dos fatos tratados abaixo acerca das repercussões da saída do Bispo Zé Bruno das organizações Renascer e outras questões que andam causando discussões e divisões entre os membros da igreja do casal Hernandes. Há muito “disse-me-disse” sobre o assunto nas hostes “apostólicas renacentistas” desde a saída mal explicada do Bispo (leia em OGalileo) mais popular da agremiação religiosa.


Em reunião na tarde desta terça-feira (2 de março) na unidade da Renascer do bairro de Santana, São Paulo - Capital, o apóstolo Estevam Hernandes reuniu seus bispos e pastores para apresentar a postura oficial (e definitiva) da Renascer sobre a questão.

Em um discurso muito acalorado, Estevam falou sobre o inicio da igreja, a fidelidade do bispo Geraldo Tenuta e a aliança espiritual com “deus”, mas subiu ainda mais o tom quando o assunto foi o tema “Pai Espiritual”. Estevam expressou seu enorme descontentamento com as discussões internas diante da adoção / orientação acerca desta nova forma dos membros se dirigirem a sua ilustre pessoa. Disse repudiar que tais discussões fiquem sendo alvo de debates entre líderes e membros e afirmou que as justificativas dadas por algumas vozes dissonantes, contrárias a pratica – a maioria destas baseadas nas cartas Paulinas – não merecem crédito e encerrou a questão: “… eu tenho direito, em vocês, para ser chamado de pai, pois a Palavra foi ministrada a vocês por mim, o apóstolo…”.

A questão da adoção do titulo de “pai espiritual” surgiu no debate desta reunião, em função de uma “ministração” dada pelo bispo Ze Bruno no tradicional acampamento de carnaval da Renascer, no mês passado. Após este encontro os debates em torno do novo título de “pai” que já não encontrava muita simpatia entre a “velha guarda esclarecida da Renascer” ganhou proporções de quase cisma. Em função disto, o entendimento geral é de que os dois fatos estão relacionados, apesar das veementes declarações do apóstolo Estevam e do aparente clima de harmonia envolvendo a saída do bispo Zé Bruno da Renascer.

O movimento apostólico que levou a adoção desta doutrina de “pai espiritual” é parte de um processo de personificação da liderança e construção de um novo conceito de apostolado, com larga permissividade de formulação doutrinária – do tipo “atado na terra e atado no Céu” que ganhou corpo e irreversível direção durante a “grande perseguição” que levou o casal apostólico à prisão. A volta do casal ao país ficou marcada pela exaltação dos títulos de pai e mãe, entoados como mantra por uma massa de jovens, já na chegada ao Brasil e com clímax nas primeiras “marchas para Jesus”. Um claro esforço para reverter a imagem abalada pela sucessão de escândalos que começaram com a capa das grandes revistas nacionais, indiciamentos, prisão nos Estados Unidos e o desabamento do teto da sede da organização.


O apóstolo Estevam encerrou a reunião com três recomendações: (1) A posição dele é clara em relação à saída do bispo Zé: “Ele foi com minha benção de envio”; (2) Proíbo bispos, pastores e oficiais de enviarem, a mim ou a outros, e-mails, links de sites, fax, etc. com pretensas refutações apologéticas contra a adição do título “pai”: “Isto é ordenamento apostólico. Não quero mais receber telefonemas, mensagens ou discutir este assunto. Vamos poupar minha atenção para questões mais importantes”; (3) Que os líderes, ao invés de virem a mim com este assunto ou realizarem ministrações explicativas, busquem cuidar pessoalmente dos que estão fracos ou em dúvidas sobre o ocorrido.

Em tom emocionado o apostolo citou que o verdadeiro amor e aliança não está tatuado no braço ou em palavras e declarações de amor, mas em atitudes de fidelidade e honestidade.




Danilo Fernandes, Reportagem Genizah ©






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