ADULTÉRIO: EVITANDO UMA REAÇÃO QUíMICA




Nélio DaSilva


O adultério tem invadido a nossa sociedade com uma força jamais anteriormente conhecida. O assunto é inevitável. Televisão, cinema e canções tem explorado com maestria as tramas desenvoltas num relacionamento triangular. Há não muito tempo atrás, Calvin Klein lançou a sua famosa fragrância “Eternity” (eternidade), apostando com este nome na duração do seu produto. Atualmente, ele também está vendendo como nunca a sua nova fragrância “Escape” (fuga), insinuando com este nome a fragilidade das relações traduzidas nas famosas escapadas fora do casamento.

Os escândalos de ordem social não são mais apenas prerrogativas de jornais baratos e sensacionalistas. Em anos recentes, até mesmo as publicações denominadas “responsáveis”, tem penetrado nos enlameados escândalos de famílias famosas. A imprensa mundial não vinha dando tréguas aos membros da família imperial inglesa, fazendo com que Charles e Diana, Andrew e Fergie se tornassem foco da atenção mundial. O record de audiência na TV inglesa foi alcançada pela chamada “Confissão de Diana”, quando praticamente a Inglatera parou para ver e ouvir a princesa do coração do povo falar sobre o seu problemático relacionamento com Charles, a presença de Camila, a outra de Charles, e o seu próprio envolvimento sexual com uma outra pessoa.

Pouco tempo depois disso, impossível esquecer, Lady Di faleceu tragicamente em acidente de carro, em Paris, junto a seu mais recente namorado, propiciando audiência ainda maior, não só na TV inglesa, mas na mídia mundial.

Uma recente pesquisa sobre adultério publicada em uma revista americana de psicologia, demonstrou que 92% dos entrevistados acreditavam que a monogamia é algo de “grande importância”. Porém, 45% dessas mesmas pessoas admitiram o seu envolvimento em uma relação ilícita, com a quebra dos seus próprios votos matrimoniais.

Ao escrever esse artigo tenho que lhe confessar um incômodo dentro de mim. Certamente, existem várias razões para isso, e, talvez, uma das mais fortes é o fato de estar com 46 anos de idade e acabar de ler um livro que muito impactou a minha vida. Meia Idade é um livro no qual o autor descreve que existe um tempo em nossas vidas onde necessariamente, o que temos que fazer é refletir sobre a nossa caminhada nessa existência. Temos de examinar por onde vimos andando, onde estamos hoje e para onde estamos indo. Um tempo de avaliação e retomada de direção. A leitura deste livro fez com que reacendesse em mim um desejo mais intenso de terminar bem a minha carreira.

Não faz muito tempo, recebi a noticia de que um pastor amigo, um homem de notáveis talentos, teve subitamente o seu ministério e a sua vida arrasados por um envolvimento em adultério. Seu ministério está literalmente destruído, seu nome enlameado, sua própria saúde abalada e a família em frangalhos. Histórias como essa tem se repetido centenas de vezes dentro da comunidade cristã e, confesso, o meu coração se quebra todas as vezes em que ouço algo assim.

Estou absolutamente convencido de que, se por um lado essas noticias nos apanham de surpresa, por outro, sei que houve todo um processo sendo desenvolvido, possivelmente ao longo de muitos anos. Também estou convencido de que, para cada líder cristão famoso que cai ao longo do caminho sob o escrutínio da mídia, existe uma quantidade enorme de outros totalmente desconhecidos que estão se afastando voluntariamente, ou estão sendo banidos dos ministérios em função da impropriedade na área sexual.

Meus anos de ginásio me ensinaram alguma coisa sobre reação química. Aprendi: quando certas substâncias entram em contato com outras, fatalmente haverá uma reação. Num pequeno laboratório da minha escola em Lins, estado de São Paulo, quase provoquei um acidente de proporção considerável, ao misturar dois ingredientes que não poderiam jamais se tocar. Tenho aprendido desde então, que, de um modo geral, as pessoas não respeitam as leis químicas mais do que eu, nos meus dias como estudante ginasial. Elas misturam voláteis ingredientes sem dar o devido tempo para avaliar as conseqüências. Muitos casais não compreendem que uma reação química pode ocorrer quando um dos cônjuges se relaciona com alguém que não seja o seu próprio. Por favor, não me interprete mal. Não estou me referindo necessariamente a uma atração sexual. Estou me referindo a uma reação de dois corações, uma química que envolve duas almas. É o que chamo de adultério emocional. Uma intimidade com o sexo oposto além da fronteira do casamento. Adultério emocional é uma infidelidade do coração. Quando duas pessoas começam a falar das suas lutas íntimas, das inquietações dos seus corações, suas dúvidas e incertezas, é bem possível que elas estejam compartilhando as suas próprias. Sabemos, Deus estabeleceu que tal relação fosse somente compartilhada dentro do relacionamento conjugal.

Há algum tempo atrás, um pastor me confessou: - “Já não amo minha esposa, estou apaixonado por uma moça da minha igreja.” Olhei nos olhos daquele companheiro da mesma maneira como tenho olhado detidamente nos olhos de muitos outros com quem tenho conversado abertamente sobre essa matéria. Eu tenho descoberto que, na maioria dos casos, um relacionamento adúltero teve início em um encontro casual dentro da própria igreja. Uma reação química toma lugar. Ele fala da sua frustração em casa, ela compartilha uma reação similar e em pouco tempo as emoções passam a ricochetear com uma rapidez intensa, e corações passam a experimentar uma ligação emocional irresistível.

Via de regra, o adultério não se dá por acaso. Antes, há uma história, norteada por passos claros e definidos. Você pode estar convergindo em direção a um adultério quando os seguintes passos são dados:

* Você tem uma necessidade que o seu cônjuge não está preenchendo. Necessidade de atenção, aprovação ou afeição. Se um desses requisitos não são preenchidos, um dos cônjuges então começa a buscar em alguém, ainda que inconscientemente, a satisfação de uma destas brechas.

* Você começa a se sentir mais confortável em se “abrir” com alguém que não seja o seu cônjuge. As dificuldades do dia são compartilhadas com certo prazer em um almoço, um encontro, uma carona no carro ou através de correspondência, via e-mail, etc.

* Você começa a falar com alguém sobre problemas e frustrações que tem vivido com seu cônjuge.

* Você começa a procurar razões para justificar esta sua relação de proximidade com uma outra pessoa, a fim de se sentir mais confortável com sua consciência. Neste processo de auto justificação, você inclusive busca razões espirituais que justifiquem suas atitudes, tais como: é da vontade de Deus falar honesta e abertamente com uma outra pessoa cristã.

* Você começa a sentir um intenso desejo de estar perto desta pessoa.

* Você esconde do seu cônjuge o relacionamento que está tendo com essa pessoa, ainda que o processo esteja somente em nível de conversa.

Quando você se encontra conectando-se com uma outra pessoa que não seu marido ou esposa, certamente já iniciou-se uma jornada que freqüentemente termina em adultério ou divórcio. A questão porém, é: como você pode se proteger e guardar-se puro num contexto desses?

1 - Tome Precauções

Certo pastor viu-se atraído em seus pensamentos por uma jovem funcionária da sua igreja. Depois de meses de racionalizações, ele finalmente admitiu a si mesmo que estava constantemente buscando razões para se encontrar com aquela pessoa. Ele resolveu assumir a seguinte postura: “Eu só me encontrarei com ela quando for apenas e estritamente necessário, e gastarei apenas um tempo mínimo. Só nos encontraremos no escritório, e tanto quanto possível na companhia de outras pessoas.” Com o passar de alguns meses, seu relacionamento com aquela pessoa voltou ao estado original, um relacionamento saudável, da mesma maneira como para com outras colegas de trabalho.

Algumas precauções dentro deste processo devem ser incluídas, até mesmo posições mais radicais, como por exemplo as de Rick Warren, um dos mais bem sucedidos pastores dos Estados Unidos. Após assistir a tantas quedas morais, Rick se sentou e escreveu os Dez Mandamentos para a sua equipe de trabalho.

1 - Não visitar pessoas do sexo oposto a sós.
2 - Não aconselhar pessoas do sexo oposto a sós no escritório.
3 – Não aconselhar pessoas do sexo oposto mais de uma vez sem a presença do cônjuge.
4 - Não tomar refeições a sós com pessoas do mesmo oposto.
5 - Não beijar pessoas do sexo oposto ou demonstrar atos de afeição que possam ser questionados.
6 - Não discutir detalhes de dificuldades de ordem sexual com pessoas do sexo oposto, quando em aconselhamento.
7- Não discutir detalhes de problemas de ordem sexual do seu casamento com pessoas do sexo oposto.
8 - Muito cuidado ao responder cartões, cartas ou bilhetes a pessoas do sexo oposto.
9 - Faça da sua secretária a sua protetora aliada.
10 - Ore pela integridade moral de outros membros da equipe.

Estas posições certamente podem nos levar a suspeitar de toda e qualquer relação com o sexo oposto, o que nos criaria perspectivas doentias. Um simples beijo no rosto, ou qualquer ato de afeição, não pode estar envolta o tempo todo dentro de precauções. O excesso de precaução pode nos levar a desenvolver uma mente maldosa, que vê o pecado a que buscamos evitar nos gestos mais simples. Em que pese tudo isso, essas precauções devem nos chamar a atenção para cuidarmos melhor desta área de nossa vida.

Dietrich Bonhoeffer, em seu livro, “Tentações” declara: Quando a cobiça assume o controle, Deus se torna irreal para nós. Bonhoeffer está absolutamente correto. Quando cobiça e paixão sexual ilícitas passam a nos consumir, ao mesmo tempo, Deus passa a ser uma presença opaca, distante e irreal. Surgem as racionalizações, nos tornamos insensíveis a uma tragédia que pode estar prestes a tomar lugar.

Estou convencido de que o primeiro passo a ser tomado, com o objetivo de derrotar a tentação sexual, é simplesmente fugir dela. Creio que exatamente isso que Paulo estava comunicando a Timóteo quando lhe disse imperativamente: “Foge das paixões da mocidade” (II Timóteo 2:22) A mesma recomendação foi dada à igreja em Corinto: “Fugi da impureza!” Em outras palavras: não se coloque numa posição na qual tenha de testar sua própria resistência. Excelentes ilustrações destes momentos de tentação seriam:

Capítulo I
“Andei por uma rua. Havia um buraco profundo na calçada. Caí dentro do buraco. Estou perdido. Não tenho nenhuma ajuda. Porém, a culpa não é minha. Vai levar muito tempo para eu sair daqui.”

Capítulo II
“Andei pela mesma rua. Havia um buraco profundo na calçada. Fingi que não vi. Caí novamente. Não posso crer que estou no mesmo lugar, mas a culpa não é minha. Vai levar muito tempo para eu sair daqui.”

Capítulo III
“Andei pela mesma rua. Havia um buraco profundo na calçada. Vejo que o buraco está ali. E, ainda assim eu caio dentro dele. Isso se tornou um hábito. Meus olhos estão abertos. Sei onde estou. A culpa é minha. Vou sair daqui imediatamente.”

Capítulo IV
Andei pela mesma rua. Havia um buraco profundo na calçada. Eu passei de lado.”

Capítulo V
“Fui por uma outra rua.”

Tenho conversado com alguns líderes que caíram em adultério, e eles, de um modo geral, tem expressado uma certa surpresa em relação a como tudo aconteceu. Falam como se tivessem sido levados por uma irresistível força da natureza.

Porém, é bom lembrar, ninguém cai em um precipício se mantiver uma distância segura. Mas, ao invés disso, eles se chegam cada vez mais ao abismo, até o momento onde o perigo acaba se tornando uma ameaça mortal.

2 - Preste Contas da Sua Vida a Alguém.

Talvez esta seja a área que mais se fala e menos se pratíca. No meu contato com líderes cristãos, tenho chegado a uma conclusão: quanto mais proeminentes se tornam, mais necessidade tem de se prestar contas da sua vida. Porém, infelizmente, é o inverso que ocorre. À medida que a igreja cresce, ou o ministério se expande, freqüentemente o líder passa a conhecer as pessoas num nível ainda mais superficial, com os que estão ao seu redor assumindo o seguinte raciocínio: “Quem sou eu para questionar se a decisão que ele está tomando é a melhor ou não?” O fato é que muitos pastores, em igrejas pequenas, também se sentem isolados e solitários no que se refere à tentação na área sexual.

Já faz alguns anos que estabeleci um sistema de prestação de contas da minha vida a um grupo de reduzido de companheiros. Eles são meus amigos e estamos comprometidos uns com os outros nos “regozijos e sofrimentos”, (I Cor.12:26). Nos abrimos, falando sobre o estado espiritual de nossas vidas. Compartilhamos alegrias, lutas e tentações. Confesso que nem sempre é agradável receber o telefonema de um deles, questionando uma determinada área de minha vida pessoal. Mas é compromisso com Deus e com eles ser aberto, vulnerável e transparente. Afinal, estes indivíduos, dentro do Corpo de Cristo, são instrumentos de cura para a minha própria vida.

Estou absolutamente convencido de que a arma mais eficiente que o inimigo tem em suas mãos é a de manter os cristãos distantes uns dos outros. Quando não prestamos contas da nossa vida a alguém, quando não mais falamos sobre as questões que realmente afligem a nossa alma, passamos a viver a síndrome de ilha, e fatalmente nos tornamos vulneráveis a uma série de mazelas. Tiago estava absolutamente correto quando afirmou: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.” (Tiago 5:16).

Aprendi há muito tempo atrás, que, para ser vitorioso na vida cristã, não apenas preciso da ação do Espírito Santo, mas também da ajuda dos meus amigos. Preciso, indispensavelmente, do poder do Espírito Santo, mas também da confiança e do amor de alguns irmãos que possam me fazer perguntas difíceis como: - “Nélio, você está investindo tempo em Deus? Como vai a sua vida mental (pureza)?; Tem abusado do seu poder como líder?; Tem andado em obediência a Deus; Tem mentido prá mim, em algumas das perguntas anteriores que lhe fiz?”

Howard Hendricks, há alguns anos atrás, afirmou que, segundo sua observação ao estudar um grande número de líderes que fracassaram moralmente, existem três denominadores comuns, e pelo menos um deles está presente em cada caso estudado:

1) Esses indivíduos não gastavam tempo com Deus
2) Não prestavam contas da sua vida
3) Eles nunca imaginaram que isso poderia acontecer com eles.

Quando me deparei com essa afirmação, confesso, me apavorei. Inicialmente, meu raciocínio foi:


- “Ei! Tenho uma esposa maravilhosa, tenho um bom casamento, amo a Deus, isso nunca poderá acontecer comigo.” Porém, me dei conta de que existem muitos companheiros que amam tanto a Deus como eu, estão servindo a Deus de uma maneira muito mais eficiente do que eu e, ainda assim, em algum tempo, em algum lugar, eles caíram. Ao pensar nisso, acabei me transformando num covarde. Tenho um temor tremendo de uma queda moral e não me envergonho de admitir. E, como fruto desta reflexão, quero lhe dar o terceiro passo prático de como evitar uma química errada.

3 - Considere o exorbitante preço da queda.

Todas as vezes em que me sinto particularmente vulnerável a uma tentação de ordem sexual, começo a “ensaiar” na minha mente quais seriam as conseqüências desta queda. Tenho pensado em algumas delas:

• Ferir o Senhor, que me redimiu, e trazer o Seu nome à lama.
• Ter que um dia olhar na face do Senhor Jesus, o Justo Juiz, e responder pelas minhas ações.
• Seguir os passos daqueles que caíram e tiveram os seus ministérios destruídos.
• Causar uma dor incalculável à Tereza, minha grande amiga e leal companheira.
• Ferir os meus amados filhos Léo, Marcus e Michael.
• Arrasar a minha imagem e credibilidade diante dos meus filhos e anular totalmente meus esforços de ensiná-los a obedecer a Deus (Por que obedecer um homem que nos traiu e à nossa mãe?). Certamente, assim raciocinariam.
• Se a minha cegueira persistir ou minha esposa for incapaz de me perdoar, talvez venha perder minha esposa e filhos para sempre.
• Perder o respeito próprio.
• Adquirir um tipo de culpa terrivelmente difícil de ser anulada (Ainda que Deus me perdoe, eu me perdoaria?).
• Memórias que para sempre permeariam minha mente e que seriam uma constante ameaça na intimidade com minha esposa.
• Perda de anos de investimento em treinamentos e experiências adquiridas ao longo do tempo. Talvez permanentemente.
• Prejudicar consideravelmente o trabalho de outros fiéis homens de Deus na minha cidade.
• Trazer um grande prazer e satisfação a Satanás, o grande inimigo de Deus e de tudo que é bom e puro.
• Dificuldades para sempre com a pessoa que cometi adultério.
• Possíveis conseqüências físicas de doenças venéreas ou mesmo a AIDS. No caso de AIDS, a possibilidade de infectar a minha esposa e ser o causador da sua morte.
• Possibilidade de uma gravidez que resultaria para todo o sempre numa lembrança do meu pecado.

Eu espero que a crua e franqueza demonstrada neste artigo tenha sido de algum benefício a você. Não me foi fácil articular esta matéria e fazer frente a este tópico. Porém, meu compromisso pessoal é o de ser honestos e íntegro na análise de meus erros e acertos.

Estou também perfeitamente consciente de que muitos, lendo este artigo, são imaculadamente inculpáveis na área de fidelidade conjugal. Porém, para aqueles que estão em luta nessa área, deixe-me compartilhar essa analogia: imagine uma pessoa que esteja lutando contra o vicio do jogo. Ela já prometeu a Deus que não irá mais a um Cassino, situado em Campinas, por exemplo. Está dirigindo o seu carro vindo do Rio de Janeiro para São Paulo. Chega a um ponto da estrada que ela vê a indicação de saída para a estrada que a conduzirá a Campinas. Imediata e espontaneamente, ela toma a saída que dá acesso à cidade e passa a circular em frente aos cassinos. Essa pessoa ainda não cometeu o pecado, mas o coração de Deus já está sofrendo com aquela atitude.

Se você está próximo demais de alguém de quem não deveria estar, e sabe que sua resistência está nas últimas, mas, ainda assim, tenta se convencer de que tem o controle da situação, então, por favor, ouça: humilhe-se diante de Deus, ajoelhe-se, fale com o Senhor, confesse o que realmente está se passando com o seu coração.

Deus está pronto para restaurá-lo e, sabemos, é o Senhor que nos convida ao caminho da restauração. Todos nós estamos em meio a uma batalha. Deus está lhe convidando a uma vida bem sucedida. Uma vida bem sucedida não consiste necessariamente em ser pastor de uma grande igreja, escrever livros e ser mencionado na galeria dos famosos líderes da atualidade. A minha definição de vida bem sucedida é a seguinte: Ser bem sucedido é gozar do amor e do respeito daqueles que estão mais próximos de mim.

Todos nós vivemos, quase todo tempo, sob o risco de fazer o que fiz no laboratório do meu ginásio. Vivemos com a constante possibilidade de criarmos uma reação química capaz de explodir nosso casamento, nossa família e nosso ministério. De fato, estamos diante de uma grande batalha. Uma batalha impiedosa e estratégica, que nem mesmo Alexandre ou Napoleão jamais enfrentaram. Temos que, de uma vez por todas, compreender que ninguém pode se preparar para uma batalha que não é conhecida, e muito menos sairmos vitoriosos de uma batalha para a qual jamais nos preparamos.



Nélio DaSilva
Coordenador Nacional - Homens de Valor
Mocidade Para Cristo - Brasil


23 Comentários

Gláucia Carneiro disse...

Sempre admirei os crentes por terem casamentos duradouros, no meu entender todo casamento deve ser eterno, penso assim desde sempre.

Mesmo depois que o Senhor JESUS me encontrou, ainda vejo os casamentos dos crentes mais duradouros, do que o dos não crentes.

Quando falo de casamentos estou me referindo aos casamentos registrados em cartórios e/ou igrejas, não falo de "amancebamentos", que na minha cabeça nunca foi casamento.

Vejo a preocupação em se manter a união estável, porque é bíblico, é nobre e assim deve ser. Vejo isso mais nas pessoas tementes a DEUS.

Eu nunca fui casada, nem vivi com ninguém, porque sempre apoiei somente o casamento legal, dentro da lei, no cartório e/ou na igreja.

Concordo com o autor do texto em todos os seus posicionamentos, sempre evitei o contato com homens casados, até mesmo com os maridos de minhas melhores amigas.

Não existe amizade entre homens casados e mulheres solteiras, aliás o universo das pessoas casadas é completamente diferente do universo das pessoas solteiras.

Quando minhas amigas se casam, ou meus amigos, eu me afasto. Graças a DEUS, nunca fui uma ameaça a ninguém.

Hoje em dia até as pessoas mais velhas são consideradas uma ameaça, até mesmo entre os solteiros, sendo difícil existir amizade até entre pessoas solteiras com bons olhos.

Kessia disse...

texto excelente.
vou repassar!

abs

Caminho,Verdade e Vida disse...

Passando para retribuir sua visita, e gostei muito do blog, já sou seguidor...

André Luiz disse...

Muito bom o texto.
Um texto a ser compartilhado com os irmãos.
A propósito, já repassei.

sandra Freitas disse...

Devo confessar: Não sabia que existia infidelidade emocional.Descobri que preciso de ajuda. Obrigada pela luz.

Maria B. disse...

Eu poderia resumir seu texto em uma única frase:"não crie possibilidades".Esta frase me foi dita por um namorado,logo no começo do namoro.Não entendi direito , até o dia que fui a um barzinho com amigas solteiras.Elas estavam livres para o namoro, eu, não.Havia a natural troca de olhares entre minhas amigas e os rapazes que estavam espalhados pelas mesinhas do bar.Naquele momento eu compreendi o significado da expressão" criar possibilidade".Não era o meu lugar,a minha hora, era a delas.Permanecer ali era criar a possibilidade de vir a conhecer outras pessoas,que estavam dispostas a namorar.Fui embora e decidimos, a partir de então, que, qdo saíssemos juntas, seria uma reunião de amigas,e não de possibilidades.E assim, fomos felizes.Cada um no seu quadrado.Parabéns pelo texto.

Alessandro Cristian disse...

Texto maravilhoso...
Muito obrigado por compartilhar conosco.
Deus abençoe sua vida.
Alessandro Cristian
www.alessandrocristian.blogspot.com

Anônimo disse...

Nossa!
Isso é um post ou uma tese? Vou POSTergar a leitura.

Mirna

porele disse...

Excelente texto! Um verdadeiro tratado! Eu não postegaria a leitura... Tem que ser lido com urgência por muitos irmãos!!

fiquem com Ele

Pr. Ed disse...

Dr. Ed Rugles Barbosa (Manaus-AM)
Li atentamente o referido estudo. É disso que precisamos para fortalecer homens e mulheres casados.
Mostrar a realidade, moral, emocional, intelectual, espiritual, do envolvimento com relacão tão maléfica para aqueles que se unem como casal.
O presente texto serve tanto para aqueles que têm uma vida baseada no ensino da Sã Escritura, quanto para aqueles que mesmo não sendo cristãos necessitam de um GRANDE ALERTA para tamanha atitude contra o seu parceiro, companheiro e/ou cônjuge.

Andre Ricardo disse...

Gostaria de parabenizar o autor deste texto!

Excelente!

Também não acho que devamos nos aproximar de pessoas do sexo oposto sem ter ao menos outra pessoa por perto e de preferência, se formos casados (ou se a outra pessoa for casada) estar junto com nossa esposa (ou no caso da outra, o marido).

Acho que isto é realmente nos resguardar de qualquer possibilidade de erro, mesmo em pensamento.

Parabéns!

Anônimo disse...

Quem são vocês!? Senhores do próprio pensamento?!
Até aqui aguentei, mas isso já é demais!
Tantas palavras só para dizer quão é grande o medo dentro de voces?!

Se me permitem vou colabrar nas 10 leis de precauçoes:

11. Não andem em calçadas cujas bancas de jornais exibam revistas com fotos preocupantes.
12. Não olhe nos olhos de ninguém.
13. Converse com as pessoas orando.
14. Não diga a giria: "na boa", isso pode ter complicações.
15. Ande sempre com uma foto de sua mulher/marido estampado na camiseta. Se estiver de terno ou vestido, no crachá da empresa.

beijos a t... quer dizer, um abraço a todos.

Mirna

Pr Israel, um congregacional disse...

ótimo texto! Infelizmente sempre haverá quem tente contradizer, como faz essa tal Mirna que postou como anônima. No fundo, no fundo, ela sabe que tudo aí é sério e profundamente impactante. É como uma luz na escuridão. Você é livre para escolher um ou outro mas não faça de sua escolha prejuízo a alguém. Deus trará todas as coisas a juízo. Parabéns ao autor!

Aline Gusmão disse...

Excelente texto! Temos sim que fugir das tentações e não "criar possibilidades" como disse a Maria B. É claro que devemos manter relacionamentos de amizade e conhecer pessoas novas com o objetivo maior de pregar o evangelho, mas com todos os cuidados destacados no texto! Acreditar que somos super-heróis autossuficientes é um erro! Uma vez ouvi a pregação de um pastor que disse ter toda a sua vida aberta a esposa, inclusive senhas de emails. Não vejo isso como sinal de medo, ciúmes, nem desconfiança por parte de ambos, mas sim uma demonstração de zelo e de humildade em reconhecer que podem ser tentados. Antes de qualquer "cuidado", porém, devemos buscar fortalecer nosso relacionamento com Deus e permanecer firmes guiados pelo Espírito Santo que habita em nós! Acredito que as pessoas que caem em adultério, já há algum tempo deixaram (talvez sem perceber) de vigiar e orar.

"Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne." Gl 5.13

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca." Mt 26.41

Parabéns pelo blog! Sempre leio.. vou tentar comentar mais vezes!

Abraços a todos!

Fabrício de Oliveira Alves disse...

Deus já alertava o seu povo, através do profeta Oséias, no capítulo 4, versículo 6: "O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento". Textos, como este, nos aproximam do conhecimento de Deus e de Sua vontade revelada através de Sua palavra. Dessa forma, conhecendo a verdade, a cada dia, seremos libertos do engano que o mundo apregoa. Precisamos investir no conhecimento de Deus, e resgatar o plano original de Deus para o casamento. Se vocês querem conhecer esse plano, aqui vai uma oportunidade: façam o curso "CASADOS para SEMPRE" e alistem-se nesse exército de casais que, como eu, engrossam as fileiras na luta pelas famílias da terra. Parabéns pelo texto irmão, e que Deus continue sustentando seu ministério de uma-só-carne.

Walter Junior disse...

Pastor que benção este texto, que o Senhor Jesus continue usando a sua vida para á vida conjugal. Que DEUS Abençoe!

Karla disse...

Karla - RJ
Muito bom o texto. Parabéns pela coragem e franqueza de falar de algo tão pouco discutido e tão visto no meio cristão.

Clodoveu disse...

Ótimo texto com sábias palavras, muito obrigado por compartilhar, isso pode ajudar muito a não cairmos. Como já dizia o pastor Alberto (Moçambicano)da minha igreja: - "Se vc não quer cair no buraco, não passe perto do buraco!!!" Abraço e fique com Deus!

Anônimo disse...

otimo texto irmão,quem dera eu tivesse lido antes, sabe eu tive um caso com um homem casado e ele é lider na igreja e eu tbm faço parte de ministerios, pela misericordia de Deus a igreja nao ficou sabendo,so Deus!! e me arrependi verdadeiramente ,como me arrependo, por isso sei q tudo q vc escreveu é verdade, o meu pecado trouxe consequencias ruins!! ore sempre para q Deus me cure ,pois ainda estamos na msm igreja e preciso vigiar bastante! orem por mim!! so de pensar q qse destrui uma familia...eh mto triste!
fiquem na paz

Arleilson Albino disse...

Muito bom o texto, parabéns.
Que Deus continue o abençoando.
Pr. Arleilson

ANDRÉ LUIZ MIDON DOS SANTOS -ADVOGADO disse...

DEUS USA AQUEM O DESEJA SER USADO..... OPTO PELA VERDADE E É DESEJOSO QUE A PALVRA SEJA DITA. AGRADEÇO A DEUS-ESPÍRITO SANTO POR COLOCAR HOMENS SEGUNDO O SEU CORAÇÃO.

Anônimo disse...

Excelente artigo! Nunca vi um cristão falar de uma forma tão inteligente,tão sábia e tão amorosa sobre esse assunto. O que sempre dizem é "os adúlteros não entrarão no reino dos céus!". Não tenha dúvida de que você foi um instrumento de Deus aqui e muitas pessoas não tiveram suas vidas e famílias destruídas porque refletiram sobre essa palavra.Que Deus o abençoe ricamente pela sua disposição, coragem e liberalidade em servir!.

Anônimo disse...

Pastor, queria parabeniza-lo pela franqueza e objetividade com que trata sobre o tema, serviu-me de alerta e reflexão, que Deus possa continuar inspirandu-o a continuar escrevendo e saiba Deus colocou esse artigo para minha leitura e não foi por acaso. Louvo a Ele por isso, é sinal do amor Dele por mim.

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http://www.genizahvirtual.com/2010/07/criticos-quantas-almas-voces-ja.html

Querendo aprender sobre o direito de julgar, leia este artigo:

http://www.genizahvirtual.com/2009/07/devemos-julgar.html

De resto, faça como os irmãos de Beréia e vá ver se o que lhe foi dito está na Palavra Deus!