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Confissões de um Pastor: Vocação

Vocação

A minha vocação veio a ser descoberta com a idade, ainda adolescente já tinha a consciência de que Deus tinha algum plano na minha vida. Quando concluí meus estudos tive que optar entre o seminário e a universidade.

A paixão cristã falou mais alto e segui para um seminário no interno no interior do Brasil onde dei início a minha formação. O seminário era muito rígido, rapazes para um lado e moças para o outro, nossos quartos eram compartilhados entre quatro pessoas e a porta deveria ser mantida sempre aberta durante o dia e destrancada durante a noite, quando um monitor passeava pelos corredores para certificar-se que tudo estava sob controle.

O tempo era dividido à moda beneditina, ora et labora (trabalho e oração), durante a tarde todos os alunos participavam da manutenção do seminário, desde ajudar no escritório à ajudar com o cuidados das cabras, ovelhas e galinhas que o seminário mantinha para sua manutenção. Os horários eram seguidos a risca, em especial à noite, quando todos precisávamos estar na cama na hora precisa, quando as luzes eram desligadas. E assim seguiam-se os dias durante os quatro anos de formação teológica.

Depois deste tempo, retornávamos para as nossa igrejas e ficávamos a espera de que nossos pastores e igrejas reconhecessem nossos chamados e então desse início ao processo de ordenação ao ministério. Uma espera que levaria dois, três ou até quatro anos. Como poderia simplesmente nada acontecer e o tempo no seminário ter servido apenas para formação pessoal e então deveríamos nos envolver com a vida comum se seguir em frente. Eu esperei quatro anos até que a ordenação finalmente pudesse acontecer, sendo dois deles como candidato ao ministério.

Neste tempo de espera e preparação a maioria de nós não tínhamos a mínima do que viria acontecer com nossas vidas. Entrar num seminário era literalmente dar um salto no escuro de um futuro incerto. A menos que, obviamente, fossemos filhos de pastores, em especial do pastor titular de uma igreja, ai sim, a ordenação estava garantida e em tempo recorde. Infelizmente muitas igrejas tornaram-se património familiar, sai o pai e entra o filho, a filha o genro e assim por diante, uma espécie de dinastia eclesial, onde aqueles sem ligações familiares ou alguma ligação fortemente afetiva têm pouca chance ou um caminho mais longo e árduo.

No meu caso experimentei dos dois lados, da burocracia e longa espera, bem como com a boa vontade do pastor e da igreja.

Um Pastor





Confissões de um Pastor é um blog coletivo contando experiências peculiares da vida pastoral. A opção dos autores pelo anonimato visa preservar as almas envolvidas. Importam os casos que podem ajudar outros pastores a encontrar encorajamento e as ovelhas a compreenderem melhor as alegrias e os percalços rotineiros da caminhada pastoral. Genizah está publicando alguns textos. Outros podem ser vistos no original AQUI. 


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