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Heiderich nega acusações de Bianca. Mais um capítulo da novela de Barbie e Ken Gospel




Quem vê o homem errando e diz "O Evangelho está sendo envergonhado" ou não conhece a natureza do homem, ou não conhece o Evangelho. Danilo Fernandes

Em vídeo divulgado ontem,  Felipe Heiderich oferece a sua versão dos fatos e nega acusações de sua esposa, Bianca Toledo.

O depoimento é forte. Heiderich afirma que o único laudo oficial nega a possibilidade de abuso sexual da criança. 

Heiderich cumpriu prisão preventiva mediante denuncia de pedofilia envolvendo o seu enteado de 5 anos. Sua esposa divulgou vídeo onde relatou que o marido tentou o suicídio após confessar a própria homossexualidade. Segundo Bianca Toledo, o marido foi internado em clinica psiquiátrica e, durante este curso, a mesma descobriu que seu filho poderia ter sofrido abusos de natureza sexual por parte do seu padrasto (AQUI).  

Genizah recentemente publicou um artigo de Daniela Marques (AQUI) que traduz a nossa opinião sobre o caso, ou melhor, a nossa convicção sobre o agir verdadeiramente cristão em um casos como estes.

Para além das implicações da espirituais e da prática cristã, acrescento que, do ponto de vista moral e da justiça é importante não apenas ouvirmos os dois lados da questão, mas, também, esperar o desfecho das investigações.

A comunidade evangélica está em debito imenso em relação a este caso. Débito para com Deus, antes, não exatamente para  com os envolvidos. E não somente em relação ao pré julgamento dado a um e a outro neste momento trágico, a toda a fofoca, a toda maldade dita, diante dos últimos escândalos, mas em relação a todo o processo, desde o seu início, quando (e como) o "testemunho"de Bianca Toledo e a sua recuperação  "milagrosa" foram recebidos e promovidos na comunidade evangélica, sem o mínimo temeridade, discernimento e serenidade espiritual.

O fato de Bianca Toledo ter recebido da parte de Deus um livramento em sua saúde, o que a fez superar imensa fragilidade, quase morte, a alçou, em um lampejo (com muito artificialismo e marketing), a uma posição de ídolo gospel com pedigree de milagre e "revelamento", o que, na minha opinião, sempre beirou o messianismo, da parte dela, e uma acintosa idolatria por parte de certo perfil de crente. 

A partir dai, a leitura atenta do discurso de Bianca Toledo revela uma teologia rasteira, de livro de colorir e uma personalidade um tanto delirante. Uma combinação de pop pastora com tia profeta penteca.

Em seus testemunhos de teologia tipo comercial de margarina, há no seu falar, no olhar, no discurso do corpo, todas evidencias de uma personalidade bipolar. É só olhar com atenção.





Calvino disse que o coração humano é uma fábrica de ídolos. Nestes nossos dias, da igreja do marketing, fabricamos ídolos de veneração e carreira completa. Deixamos de viver o Evangelho e mirar a Cristo Jesus para nos transformarmos  em expectadores fascinados por vidas perfeitas, com famílias perfeitas, revelações especiais, CDs abençoados, roupas ungidas e templos vistosos.

No caso de Bianca Toledo, a comunidade evangélica decidiu transformar uma bonequinha loura, evidentemente politraumatizada espiritual, mental e fisicamente em uma espécie de Barbie gospel. Vimos  Barbie encontrar o seu Ken Gospel em um romance "Eu escolhi esperar", nos emocionamos com o seu casamento de princesa. Compramos os seus CDs, livros e santinhos. Projetamos em suas vidas "ungidas" a perfeição gospel que gostaríamos para as nossas próprias vidas.... 

E, pela misericórdia de Deus, quebramos a cara. Mais uma vez. 

No meio do povo de Deus há uma multidão de cegos espirituais, de analfabetos bíblicos, os quais, de tão carnais, só enxergam bezerros de ouro e os seus milagres e maravilhas de Pícaro. 

Tanto joio, tanto... Tanto; Que abafa o trigo.


A "indústria dos testemunhos" têm provocado escândalos e decepções na Igreja desde o início. O Senhor destrói um bezerro de ouro por dia.





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