681818171876702
Loading...

Se tenho um trono no meu coração, quem está nele?


Luciano Bruno

Isaias 6:1 

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de Suas vestes enchiam o templo.”

Um dos grandes problemas que o modelo evangélico enfrenta nos tempos atuais é a questão da idolatria. Se por um lado, repudiamos os cristãos católicos por acenderem velas e ajoelharem diante de imagens de barro, por outro lado, nos esquecemos que o conceito bíblico de idolatria é muito mais amplo. Idolatria pode ser simplesmente traduzida como adorar a criação ao invés do criador. Em um mundo regido por um sistema demoníaco capitalista isso é muito comum, uma vez que os indivíduos cada vez mais buscam em pessoas de fama e aparente sucesso um norte para suas vidas, uma inspiração, ou até mesmo a razão de sua existência.

No fantástico episódio narrado por Isaias no capítulo 6 de seu livro, temos o exemplo de alguém que de fato viu ao Senhor. No entanto, fica evidente que o profeta só teve essa visão porque deu o trono a quem realmente merecia. Podemos inferir que até esse episódio, o profeta, provavelmente tinha no trono do seu coração outra pessoa, objeto, ou qualquer outra coisa que não era o Senhor.

O versículo diz "no ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor". O rei Uzias, foi o décimo rei de Judá, onde reinou por 52 anos. Nos primeiros anos, Uzias foi um rei bem-sucedido, competente administrador, guerreiro, habilidoso, e ótimo delegador de tarefas. Como todo bom governante, ganhou a simpatia das pessoas. Sendo assim, é muito provável que tenha ganhado também a admiração de Isaias. No entanto, depois da morte de Zacarias, Uzias deixou o pecado do orgulho dominar seu coração, e tentou acumular a função de rei e sacerdote, o que era proibido aos hebreus, segundo a lei deixada por Moisés. Obviamente, não foi bem sucedido, pois a benção do Senhor já não estava sobre ele. Anos mais tarde, Uzias morreria com uma forte doença na pele e totalmente isolado.

O ministério de Isaias só teve início com a experiência narrada no capítulo 6, a partir do momento em que ele retirou do trono do seu coração o rei Uzias, e colocou Deus nesse merecido lugar. O mesmo acontece nos nossos dias. Muitas vezes estamos dentro das igrejas, atuando em ministérios, cantando, pregando, no entanto com a triste realidade de nunca ter visto ao Senhor. Isso acontece pelo fato de trazermos para o nosso coração ídolos que não são de barro, mas sim, muitas vezes de carne e osso. Ídolos esses, que se intitulam apóstolos, profetas, conferencistas, e muitas outras "denominações", e são seguidos e idolatrados por milhares de pessoas. Organizam shows, passeatas, marchas, grandes cruzadas, que são abarrotadas por pessoas, que querem ver os ídolos de seu coração, sem ter a consciência que o grande merecedor desse trono está bem perto esperando que mortifiquem esses idolos imerecedores.

Quanto a mim, prefiro a fé genuína dos velhos anciãos ao duvidoso entusiasmo "freak" de nossos jovens, prefiro o evangelho legítimo proclamado por anônimos pregadores às "coceiras" nos ouvidos de algum super-star gospel, enfim, prefiro o trono do meu coração a quem verdadeiramente o merece, a saber, Deus, Senhor dos Exércitos!


"Uma masmorra com Cristo é um trono, e um trono sem Cristo é um inferno". Martinho Lutero










Artigos 1802800064963660790

Postar um comentário

Página inicial item

Siga por e-mail