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Baby do Brasil e o seu apostolado novo baiano. A presepada de sempre.




A cantora e apóstola Baby do Brasil concedeu uma entrevista ao programa De Frente com Gabi, ao lado de seu filho, o guitarrista Pedro Baby e, para variar, abriu o kinder ovo da heresia em rede nacional.

A apresentadora Marília Gabriela que está se especializando em entrevistar a fauna gospel segue construindo para o seu público de milhões uma imagem nada coerente do que vem a ser um evangélico.

Não se esperava grande coisa desta entrevista. Baby é surtada, assim como sua filha mais velha, Sarah Sheeva, contudo, a coisa foi tão absurda que, desconfia-se, a vovó voltou a fumar maconha em papel de bíblia, como fez, por anos, no seu tempo de Novos Baianos – segundo informações seu de seus ex-companheiros de comunidade hippie, os músicos Tom Zé e Morais Moreira, em entrevista recente ao Jô Soares.

Eu estou convencido que o povo evangélico é fascinado por personalidades esquizofrênicas. Penso mesmo que a fim de fazer sucesso por estas bandas o candidato(a) só precisa conseguir um programa na TV que lhe garanta a “famosidade” que tanto inebria os crentes e interromper a medicação tarja preta de sorte a deixar a unção poderosa correr solta! Claro, estou exagerando e generalizando um pouquinho, tem muita gente séria na música gospel , mas é por ai.

A volta de Baby do Brasil ao universo da música pop não seria motivo de interesse da mídia evangélica, não fosse por este conceito arcaico do que venha a ser mundanismo e secularismo, segundo a visão de boa parte dos evangélicos, em especial os da raiz pentecostal, ainda soterrados no entulho dos usos e costumes. Reformados não padecem deste mal. Reformados enxergam a graça comum e não traçam o "equador religioso" no mundo das artes. Contudo, para muitos, as vendetas da religiosidade provocam enormes confusões no entendimento de cultura e da arte e levam a este sectarismo artístico-cultural que não se entende, tão pouco encontra respaldo bíblico, sendo o próprio apóstolo Paulo o grande exemplo de visão amplificada para a cultura de seu tempo, disposto experimentar e a reter o que for bom e livre dos estigmas culturais e religiosos, bem ao espírito do sonho de Pedro (ATOS 10)

Mas, deixemos seguir o enterro de quem acha que morrer para o mundo é deixar de ouvir Rock ou Bossa Nova. Há muitos outros artigos neste site sobre este tema tão polémico. Por ora, o foco é dirigido para esta espiritualização das carreiras musicais.


Levitas

Todos os dias nos deparamos com a triste realidade da maioria (não todos!) dos aspirantes a artista gospel. Gente talentosa (ou não) propondo uma espiritualidade inexistente a fim de dar respaldo a sua carreira de musical no segmento. Desde a promoção de um chamado especial de levita até as demonstrações vazias de fé e poder espiritual na forma de unções especiais, mantras evangelicais e atos proféticos – sem contar os discursos vazios e as orações recheadas de teatralização e bordões religiosos entre cada música entoada (novamente, sem generalizações, há muita gente séria, cheia de temor, autêntica).

Se o normal é espiritualizar o início da carreira gospel, o ineditismo do movimento de Baby Consuelo é que ela é a primeira a oferecer uma explicação espiritual para deixar o chamado de “levita” e voltar ao mercado secular. Travestida de apóstola com chamado profético, Baby Brasil justifica para a sua comunidade religiosa a sua volta à única carreira de sucesso que, de fato, ela conheceu. A única carreira para qual possui talento genuíno e é capaz de lhe dar o retorno financeiro e o prestígio que, até o momento, apenas a sua filha mais velha conseguiu conquistar neste mercado chamado de gospel, ainda que às custas de um tipo de seita que mistura fábulas de princesa da Disney, Genézio e namoro sem beijo... Um "evangelho" de conversão meramente ginecológica,  tipo 50 tons de bíblia....

Para retornar ao sucesso sem maiores escândalos, Baby vende ao seu povo a ideia de que é como Daniel que foi a Babilônia (em crentês pentecostal aplicado ao caso presente, à carreira artística secular). Ela volta aos palcos onde seus fãs a idolatram e seus antigos colegas a recebem de braços abertos, mas com um propósito espiritual. Ela foi “para o mundo”, mas como enviada, não desviada. Apóstola com unção de Daniel para conquistar os infiéis... Ah, tá!

 Baby e família sempre na onda do misticismo

 Baby é assim. O misticismo sempre fala mais alto. É uma devota de gurus. É sacerdotisa mística   de um "Jesus" que um dia sucedeu a Norton.

Basta enumerar os maiores exemplos de misticismo, os mais fortes ventos de doutrina assolando a igreja, lá estarão Baby e suas filhas: MIR 12, cultos antropocêntricos, carnaval gospel, cirurgias espirituais, movimento apostólico, moveres e unções estranhos. A família está no centro de tudo, tanto que muitos acusam a família não tão somente de aproveitadores, mas de agente infiltrados a serviço do que há de pior.

  
Triste isto. Triste mesmo, antes de ser, obviamente, manipulador. De um lado há os vocacionados, a quem reconhecemos pelos frutos evidentes presentes em sua vida, não somente nos Cds e, de outro lado, esta força da ignorância que obriga gente talentosa (ou não) que escolhe a temática cristã na música como expressão principal a emular uma falsa espiritualidade, ou mesmo adquirir um título de pastor, a fim de sobreviver no "meio gospel".

Sendo a reciproca igualmente verdadeira, não faltam exemplos de cristãos que, sendo artistas, se obrigam a criar uma história igualmente fantasiosa a fim de viver a sua vocação nos palcos da vida sem ser chamado de desviado.


 
No ultimo carnaval Baby, depois de anos tentando vender, sem sucesso,  a ideia de um carnaval gospel, decide voltar aos trios normais ou seculares, como queiram e muda de estratégia: " O carnaval é coisa de Deus", afirmou à imprensa. Agora ela quer justificar seu comportamento e promover o mundanismo na igreja.
Entre uma multidão de arquitetos e engenheiros que não se obrigam a só construir igrejas e capelas; os milhares de webdesigners evangélicos que estão autorizados a fazer sites outros, que não os de igreja; os tantos médicos crentes que podem trabalhar em hospitais católicos ou israelitas; os cozinheiros que podem fazer outras comidas que não sejam manjares e bolos cevados ao Altíssimo, sem deixar de sair do G12;  e muitos milhões de cristãos que não precisaram abandonar as suas profissões após se tornarem evangélicos; seguem escravizados os agraciados dos dons musicais que, desde a sua conversão, parecem estar proibidos de cantar  a mulher, o amor e a flôr para quem queira ouvi-los em casas de shows, restaurantes, boates. Crente só canta em igreja.

Melhor estaríamos se Baby pudesse nos brindar com sua bela musicalidade cantando a proclamação da mensagem que salva, sem ter de se travestir de guru gospel e, também, como cristã, dando o bom testemunho, cantar os sucessos que a consagraram a todo público, sem levar consigo uma fábula religiosa, mas apresentando, em sua vida de serva, o amor de Cristo a todos com quem cruzar na “Babilônia”. Sem unções especiais ou demonstrações de “pudê“, mas proclamando Cristo em cada coisa que fizer.

Confira abaixo a íntegra da entrevista de Baby do Brasil e Pedro Baby no programa De Frente com Gabi:




Sobre a entrevista


A entrevista, devidamente editada da bobajada mística seria ótima. A história da Baby Brasil é superinteressante, seu talento musical é inegável.  Ela participou de um dos momentos mais importantes da música brasileira: A fusão dos ritmos brasileiros com o Rock. Baby foi Madona antes de Madona e já era muito mais criativa-louca-genial-visionária décadas antes de Lady Gaga nascer

Lamentável, como sempre, foram os momentos em que ela fala de religião. Ai o ouvido doeu! Foi triste assistir ao evidente constrangimento geral provocado pelo seu gaguejar e sua  expressão de mentirosa quando foi confrontada pelas fábulas que contou no passado acerca dos seus passeios de disco voador e as suas novas explicações "evangélicas" para seus contatos imediatos do terceiro grau.  Quem viveu estes anos da década de 80 vai lembrar dos relatos fantásticos cheios de detalhes e juras de verdade com que Baby descreveu suas interações com E.Ts e os "milagres"de Thomaz Green Norton. Relatos tão místicos e fantásticos como os que ela e sua filha Sarah Sheeva costumam contar por ai, só que, agora, acerca de Cristo e dos "pudêres"dos super-crentes.

Alíais, a teologia do espaço sideral da família é muito interessante. Conheci em detalhes durante um jantar com a sua criadora, a Sarah Sheeva. Entre garfadas de queijo de cabra e salada, Sheeva me contou que "tudo o que você vê ai no firmamento não é para nosso bico. A Terra é como um aquário e nós somos os peixinhos de Deus. Há uma redoma, um campo de força em torno da Terra e nada passa dalí. Nosso mundo é só este. O resto é o reino de Deus." ."Mas, Sarah", perguntei. "e os satélites de comunicação, as imagens do telescópio Hubble?" "O campo fica depois, o telescópio mostra a pintura de Deus e... Tem um segredo: na Lua ninguém foi. Tudo conversa dos Ianques. Eles sabem do campo de força, mas se revelarem a coisa, o mundo ia pirar... Sabe a Apolo 13, aquela do filme? Ali eles tentaram romper a barreira e... Deu no que deu...". "Ah, tá!"- Assenti e pedi uma bebida pois, a seco, não tinha mais diálogo possível.









 

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