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Ano novo, disposição nova!

Rubinho Pirola


Todo dia devia ser como a passagem de ano.

Tudo é o mesmo - a vida, a duração das horas, as circunstâncias todas... o que é novo, para além da sensação (e desejo) de encontramos diante de nós uma folha em branco à espera de um novo script?

Vamos para as celebrações com aquela alegria, a de comemos com os amigos, de desejamos a todos a nossa melhor expectativa e desejos, mas a rigor, logo todos nos damos conta que a coisa afinal, não era lá essa coisa. O que houve, foi só a empolgação de recomeçarmos!

Ainda me lembro dos meus inícios de ano na escola - cadernos novos, livros novos, uniforme novo, canetas, lápis... que contavam sempre com a minha determinação de ser-lhes mais atencioso e cuidar para que não se acabassem em rasgos, sujeiras... Mas com o passar dos dias, esse coração disposto e animado ia dando lugar à monótona experiência do caminhar sem atenção, empurrado pelas circunstâncias e o velho ia-se fazendo presente mais e mais, até a próxima "viragem de folhinha dos calendários".

Hoje me apercebo que o que era novo mesmo, era só a minha disposição de, em alguma maneira, ser um melhor mordomo do tempo, numa visão mais ampla do que simplesmente olhar e cuidar das coisas concretas, tangíveis, como os lápis e cadernos.

Tudo o que desejei nessa virada de ano, é olhar mais atentamente para as coisas pequenas, pros detalhes e cuidar para viver com intensidade o dia que vou passar, não importa se ele estará no início, no meio ou no fim do calendário da minha mesa.

Cuidar para amar mais intensamente, abraçar mais fortemente, guardar as amizades, expandir zeloso a minha afetividade, curtir mais cuidadoso o que me virá às mãos...

Hoje tenho a ideia que a eternidade, do que tanto nos fala as Escrituras, é muito mais que apenas um número incontável de dias, intermináveis, mas tem a ver com um único dia intenso, vivo e que nunca se acaba.

Como pode bem ser a nossa disposição. E essa, todos os dias! Aquela de não sermos movidos pelo "empurrar-com-a-barriga", o cumprir a tabela, o fazer só o mínimo, só o básico, olhar só para a superfície, para a casca e não para os interiores, pra moldura e não para o quadro. Olhar pro alto, ainda que obrigado, pelas demandas da vida pratica a olhar sempre pro chão.

E curtir a presença do Deus presente, que vive dentro e não fora de cada um de nós e que nos livrou do medo e do que é pequeno e do que nos limitava a visão.

É o que desejo aos amigos e irmãos. A você que sempre está próximo, mesmo que longe.

Feliz dia novo. Sempre!


"Mas agora temos sido libertados da lei, das regras e imposições, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra." Rm 7:6


Rubinho colabora com a zona no Gernizah




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