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A CONVERGÊNCIA PERFEITA DE TODAS AS COISAS


Por   Antônio Carlos Costa

O Deus cristão é apresentado nas Escrituras Sagradas como um ser que quer ser glorificado pelas suas criaturas racionais e que fez todas as coisas para a glória do seu nome. Como pode o que é considerado pecado para um homem não ser pecado para Deus? Fazer as coisas visando à nossa promoção pessoal é execrável: primeiro, porque não somos seres em condição de pedir das pessoas que elas se concentrem em nós porque elas têm coisa mais bela e santa no universo para ocupar suas mentes e corações. Segundo, porque não há amor no gesto que visa tão-somente ao bem de quem o faz e não ao benefício de quem foi o seu objeto. Porém, aí está a pista para entendermos o porquê de Deus querer ser glorificado pelo homem.

Deus não carece de glória. Ele é perfeito em todos os seus atributos. Felicidade santa e eterna em si mesmo. Ele faz tudo que quer fazer e é tudo o que gostaria de ser. Na contemplação mútua entre as pessoas da Trindade está sua alegria. Para Deus, ser glorificado não significa, portanto, crescer em glória, receber atribuição de alguma coisa nova ou crescer no conceito que tem de si mesmo. Para Deus, ser glorificado significa ver sua glória ser reconhecida por suas criaturas. Vê-las saber que Ele é a referência maior e absoluta de tudo que é santo e belo. Único objeto digno da contemplação eterna do espírito humano. Creio que é oportuno incluir no corpo dessa mensagem o glorioso parágrafo I do capítulo II da Confissão de Westminster:

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões, é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para sua própria glória e segundo conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrível em seu juízos, pois odeia todo pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

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Antônio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra, Presidente do Rio de Paz e há dez anos apresenta o programa de televisão Palavra Plena
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