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A ONFALOLOGIA SISTEMÁTICA



Por Onfalologia sistemática ("onfalos" gr. umbigo) depreende-se a doutrina do umbigo de adão, que ao lado das doutrinas iluminati, mensagens subliminares, e desvendamento da maçonaria, constitui um dos pilares da fé cristã, sendo sua compreensão item fundamental para a salvação do homem.

O assunto advém do fato de que para que algum indivíduo possa ter umbigo, constitui condição “sine qua non” a preexistência do cordão umbilical, o que pressupõe, por sua vez, a gestação do ser no ventre materno. Portanto, Adão, criado diretamente do pó da terra, deixa os leitores da Bíblia em suspense, pois, afinal de contas, as escrituras não a evidenciam a existência de sua mãe; e caso ele não tivesse umbigo, seria como afirmar que o homem feito diretamente pela mão de Deus foi criado imperfeito.

O controverso estudo Onfalológico iniciou-se com Inútius de Alexandria (120 d.C. – 132 d.C.), enquanto este almoçava ao lado da biblioteca mais famosa da história, ele contemplou uma cabrita dando à luz a um cabritinho que ficou agarrado pelo pescoço em seu cordão umbilical. Inútius, em seu estado contemplativo, indagou pela primeira vez na história, que se Adão, o primeiro homem do mundo, não gerado de mulher, teria tido ou não umbigo. Esta dúvida quase levou o cristão do segundo século ao desvio espiritual, mas depois de muita autopunição, ele conseguiu conciliar a ideia criacionista perfeita com ambas as hipóteses. Assim ele encontrou paz de espírito e morreu aos 12 anos de idade.

Desde então até o dia de hoje muito se tem discutido sobre o tema no seio da igreja. Contudo, assim como o dízimo, a evidência em línguas estranhas, e a cobertura espiritual, a Onfalologia também foi esquecida pelos evangelistas, apóstolos e profetas que escreveram a Bíblia.

Controversius de Milão (650 d.C ou 980 d.C – não há unanimidade sobre seu nascimento), relatou na sua “Histórias Esdrúxulas Olvidadas da Igreja” que a Onfalologia tomou pelo menos 90% do tempo que durou o Concílio de Nicéia, causando tamanha discussão ao ponto de ter gerado motins pela cidade e uma verdadeira carnificina que obrigou a Eusébio e outros cronistas a rasgarem o tema das páginas da história. Os papas proibiram sua simples elucidação sob pena de excomunhão.

Anos à frente, os reformadores retomaram a questão. Das 100 teses que Lutero apregoou na porta da catedral de Wittenberg, 5 delas voaram antes de que a história pudesse relatar. Apenas um bêbado que costumava dormir na porta da igreja usou-as para forrar o chão a fim de aquecer o seu leito. O que ele pode lembrar que estava escrito nas folhas era:

  • 96 – Fora do dízimo não há repreensão ao devorador
  • 97 – Devem ser instituídos nas igrejas os grupos de adoração profética e os grupos de dança profética.
  • 98 – Existe maldição hereditária, inclusive no crente, e que deve ser quebrada mediante correntes de libertação e campanhas de ofertas.
  • 99 - A igreja deverá prosseguir perseguindo as ordens templárias, as quais daqui a cerca de dois ou três séculos adiante virarão a maçonaria (Lutero foi revelado divinamente).
  • 100 - A Igreja deve crer que Adão tinha umbigo, mesmo que não tenha tido mãe.


O grande teólogo Calvino preferiu concordar com Huss, que já havia afirmado que Adão não teria umbigo. O reformador franco-suíço apenas retocou com o fato de que a barriga do primeiro homem ter sido totalmente lisa não o impediria de ser perfeito, mas que Deus havia predeterminado que o umbigo seria padrão apenas a partir daquele que Adão geraria. Quanto a Eva, ninguém jamais se importou em discutir, pois a questão de seu umbigo estava condicionada ao que se decidisse acerca do umbigo de seu marido.

A história também rasgou a onfalologia dos ensinamentos dos maiores pesadores dos últimos tempos, tais como Mor di Soluço, Ed Mac. Sedow e Wal de Meerow. Portanto ninguém se preocupou em dar continuidade à discussão. Então, resta-nos tentar traçar quais seriam os posicionamentos de algumas linhas teológicas acerca da onfalologia. Se alguns dos pensadores do nosso tempo fossem indagados diretamente: “Adão tinha ou não tinha umbigo”, eles responderiam o seguinte:

  • Teólogo reformado num momento de moderação: “Do ponto de vista onfalológico sistemático, é plausível crer nas duas possibilidades; é preferível, contudo, que o crente se adéque a uma igreja de acordo com sua visão.
  • Teólogo reformado num rompante decisório: “Do ponto de vista onfalológico sistemático, não podemos assegurar o sim, nem o não, mas exatamente o oposto”.
  • Teólogo criacionista: “Deus fez uma mulher para gerar Adão, e depois deu sumiço nela”.
  • Teólogo Evolucionista: “Adão teve umbigo, mas foi gerado pela última macaca do jardim”
  • Teólogo Teísta Aberto: “Se Adão teve ou não umbigo, Deus não teve culpa, contudo aprendeu bastante com isso.”
  • Teólogo de televisão: “Se Adão tinha ou não umbigo, não sei, mas ele não era gay. A propósito, estamos lançando a campanha do umbigo de Adão, que serão 7 semanas de intercessão, e que após a oferta mínima de 900 reais, você receberá o cordão da ligação com as janelas do céu.”


Caro leitor, essa pesquisa nos permitiu vir apenas até esse limite. Contudo não faltam onfalólogos por aí que discutam não só este, mas também todos os outros temas e teses supra-listados, e que se incumbam de implantá-los nas igrejas mundo afora.



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