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Jesus vacilou. Ao invés de morrer na Cruz, bastava gravar um DVD gospel e a parada está resolvida.





Jesus foi vacilão

Bastava um DVD bem produzido e um show gospel arretado para a humanidade se render aos seus pés. Aliança? Que mané aliança! Um contrato com a Sony Gospel já resolvia! Não precisava de milagre trabalhoso e nem se indispor com os vendilhões do templo! Ao contrário, bastava recrutá-los para para cambistas de ingressos e rachar a renda! 

Pra começar, chegava no jovem rico, liberava a salvação do rapaz e descolava uma oferta polpuda para a start-up. Montava uma equipe de gente boa, fazia o projeto, produzia as canções (que, como até o Thalles Roberto sabe, não precisa nem ser acima da média) . Daí, era apresentar o projeto ao Sumo Sacerdote e descolar uma franquia religiosa aprovada na Lei de Incentivos Fiscais de Israel. Pronto. Caminho aberto para captar uma   polpuda verba com Herodes. Na falta de uma casa de show bacana, tipo o Coliseu, o negócio era molhar a mão de Pilatos para liberar um terreno bacana para a "Cidade do Rock Gospel" de Israel. E de Jerusalém para o mundo em turnê gospel pelo império!

Esqueça este vacilo de multiplicar pães e peixes que este porra não rende nada. Vamos fechar uns contratos com os fornecedores locais para barracas de kibe, esfiha, falafel e etc. Faltou espírito empreendedor ao Mestre... Imagina uma cerveja Jesus, um guaraná Jesus... Ia bombar! Quantas almas poderiam ser compradas só com a renda dos produtos licenciados!

Jesus, claro, iria precisar de um marketeiro, um personal designer e outros profissionais. Paulo dava um bom marketeiro. Maria Madalena cuidava do estilo do mestre. Tudo fácil de arrumar. Botávamos o Tomé de empresário para negociar os contratos, que o camarada era preto no branco. Judas na bilheteria nem pensar! O homem para o trabalho era Mateus que tinha experiência de coletor. Felipe, com seus pulos no tempo e no espaço daria um excelente promotor. Ia à frente preparando a turnê mundial. Pedro, como sempre, seguia na direção de produção.

Mas não, Jesus, botou tudo a perder e morreu na Cruz sem glamour...


[E chega de ironia, pois já me expulsam da minha comunidade.]


No vídeo a seguir, Felipe Valadão tenta explicar o pixuleco que recebeu da prefeitura de um município pobre de Pernambuco para gravar um DVD.

Pra esta turma que acha que Evangelho é para se cantar, não para se viver e que entretenimento gospel salva alguém, os absurdos se repetem e, lamentavelmente, as palmas também.

Não é a primeira vez que os Valadão apresentam esta esparrela. Em 2011, Ana Paula Valadão conseguiu com a prefeita de Natal, D. Micarla, aquela acusada de prevaricação, 250 mil para o mesmo propósito. O ministério publico abriu processo, mas como deu em pizza gospel, o irmão resolveu dar uma bocada também. A chiadeira foi grande na internet e Valadão se justificou no vídeo a seguir:



Minha resposta sobre o apoio da prefeitura de Cabo de Sto. Agostinho,PE para o dvd Crer Para Ver. Video este...


200 mil para gravar um DVD gospel vindo de um município pobre, num momento de crise nacional. Alguns dirão que muitas vidas serão salvas e se fosse verba para carnaval ninguém reclamava. Eu quero saber desde quando Jesus precisou de música melosa e show para salvar almas?  Não precisava da Cruz. Bastava entrar na parada de sucessos de Israel, Roma e Grécia e a coisa toda estava resolvida.

Evangélico (a maioria vá, não vamos generalizar!) são um bando de analfabetos funcionais hipócritas.

PS: Alguns irão dizer que artistas seculares fazem isto também. Verdade. Fazem isto e muita porcaria mais. Contudo, até onde sei, se a nossa justiça não exceder em muito a justiça dos fariseus, estamos todos ferrados. Nosso modelo é Cristo.


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