681818171876702
Loading...

Thalles Roberto vai deixar o gospel e cair no mundo.





Tirante a incrível exibição de vaidade, beirando o delírio, e esta paçoca azeda do “Deus falou comigo”, que realmente dá no saco.... 

Contrariando a opinião da maioria, acredito que Thalles Roberto apresentou alguns pontos válidos e interessantes.

1) De fato, o meio musical gospel é majoritariamente anódino. O sectarismo cultural dos evangélicos cria uma audiência cativa que promove a mediocridade cultural. Há gente talentosa capaz, se assim desejassem, de superar os limites do arraial evangélico, mas são exceções. O canto congregacional é parte importante da nossa liturgia e, na minha modesta opinião, com Vencedores – e todos os talentos individuais surgidos dali- e mais outros gigantes como Adhemar de Campos, Stenio, João Alexandre, Gladir, Jorge Camargo, Resgate, Oficina, já estaríamos muito bem servidos. E, como cantar louvando a Deus é “coisa nossa” , entende-se a expansão da musica cristã para além do seu momento próprio e natural. Contudo, a partir do fenômeno da mercantilização, o gênero é como qualquer outro, sertanejo, samba, rock e, cá pra nós, a turma do gospel é mesmo mais fraquinha. Temos talentos, claro, mas a indulgencia religiosa “cria” um público cativo que come buchada ungida por caviar.

2) Thalles Roberto evidenciou na sua fala uma certa canseira com críticas que recebe. Ele tem lá a sua razão. Crente é chato e crítica à beça e, Thalles, não cansa de dar motivo para levar esculacho. Se ele cantasse mais e falasse menos, se sairia melhor. O problema é que todo cantor gospel acha que é pregador, teólogo, autoridade eclesiástica. Vai dai, que ninguém escapa daquele momento “reme-reme” de pregação de auto-ajuda, entre suspiros trinados e choro comovido. E tome heresia e absurdo nestas “pregações” de macacos que insistem em ficar no galho alheio. Isto sem falar nas letras absurdas das próprias músicas e os episódios tragicômicos envolvendo cair de quatro, puxar os cabelos, receber pomba-gira gospel e que tais!

3) Se Deus telefonou para o Thalles para lhe dar a dica de correr para o mundo e vencer por lá, eu não sei... Mas acho uma boa. Primeiro, nos livramos das imbecilidades como “Bíblia do Thalles”, Thallecos e principalmente do “pregador” Thalles. Depois, se Thalles fizer sucesso entre o público geral, com boa música, que ele tem talento de sobra para fazer, isto é fato, o negão tem swing, talvez ele possa ser usado para levar Esperança num meio hoje inalcançável e absolutamente refratário ao Evangelho e, inclui-se ai, a tal  classe artística. Dai, quem sabe, “no sapatinho” sem inventar muito, semeie ele uma palavra, uma canção exaltando o Amor.... E Thalles pode ser veículo de benção na vida de alguém. E que seja, preferencialmente, mais do que com palavras, mas testemunho. Seria bom ver Thalles dando um testemunho diferente no "mundão".







PS: Não há dúvida que as palavras de Thalles Roberto devem ter magoado muita gente, em especial os que o idolatraram e o colocaram no lugar mais alto. Contudo, penso que os corações que ele magou mereciam mesmo ser feridos e será para o bem. Melhor se decepcionar agora, cair em si e olhar para a Cruz do que ficar cheirando o rabo de artista gospel daqui pro inferno.

Notícias 7858192580725341434

Postar um comentário

Página inicial item

Siga por e-mail