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Pão, vinho e relacionamentos

Rubinho Pirola

                                      Acordei hoje pensando na dificuldade que temos nas nossas relações.

Como se já não fosse fácil administrarmos a nós mesmos, as nossas ligações com essa alma indomesticável, difícil de controlar ou gerir, ainda temos os desafios com os outros (e esses, consigo mesmos).

Hoje me lembrei também e sequencialmente da mesa da ceia, da comunhão, da eucaristia, ou seja lá que nome demos ao que Cristo nos ensinou a fazer, anunciando a Sua morte até que Ele venha novamente - o partir do pão e o beber o vinho.

Ali há muito que se diga. Uma das mais misteriosas ordens que Ele nos deixou, fica mais clara, quando logo no início da instrução do como Paulo orienta-nos a fazer, vemos que isso está relacionado ao comer coletivo, fazendo da mesa não uma fonte de satisfação, de prazer particulares ou pessoais, mas de modo plural, com outros, com os meus iguais.

Pensando hoje no pão, me lembrei que ele é o símbolo do serviço por excelência, muito mais quando referido ao corpo de Cristo - o seu serviço às minhas necessidades e carência, ao fato dele ter sido moído para resolver o meu problema...

Lembrei-me também do vinho, símbolo da justiça de Deus que agradou em, ao "moer" Jesus (usando o termo bíblico) fez cair sobre a terra, a vida que foi oferecida por paga à ira do Divino contra toda a perversidade de nós homens que trocamos a verdade pela injustiça.

Assim, hoje cedo, meditei no quão mais fácil fica deixar de lado as ofensas, ou tudo aquilo que julgo não terem feito por mim, por todo o serviço que julguei merecer dos outros, dos atos, dos benefícios que não me dirigiram, ao me lembrar que Cristo cumpriu-os todos, oferecendo-se qual pão, de trigo moído, sovado, representativamente naquela cruz maldita. A surra que mereciam, isso levou Cristo em seu lugar.

E como também me ajuda a perdoar às injustiças cometidas contra mim, e não só, ao me lembrar do sangue, aquele do inocente, do "Cordeiro de Deus", feito castigo por mim - e no que toca às minhas relações - pelos outros todos (que particularmente julgo merecerem punição!).

Quando sair daqui para o meu dia, vou com a alma mais leve e mais animada a continuar a andar, com o suave gosto do perdão oferecido (sem até que mo tenham pedido!).

Quando me lembro que tudo o que me deviam, foi pago naquela mesa em que Cristo foi o ofertante e o prato principal, me lembro também que posso perdoar. Assim, justamente, como fui igualmente perdoado.

Um bom dia. E perdoem-me pela ausência. As lutas dos meus dias - nos últimos meses - me tem afastado de muita coisa de que gosto. Inclusive vocês.

"...Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. " 1 Co 11:24


Rubinho é sócio-atleta do Genizah



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