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Aparelhamento da mídia


QUE DIREITO TEM?


Profissionais de mídia (imprensa escrita - televisiva - virtual e radiofônica, publicitários, teledramaturgia, cinema, indústria fonográfica e etc) a aparelharem tais espaços para emitirem suas opiniões sem conceder aos que pensam diferente, semelhante oportunidade?

Não seria isso muito desigual?

Liberdade de Expressão é um direito constitucional de TODOS os brasileiros e NÃO APENAS PARA OS DONOS DOS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO E SEUS FUNCIONÁRIOS.

Um cidadão que não atue na mídia, emite sua opinião e sua voz é ouvida apenas por aqueles que estão em seu circulo mais íntimo. Mas, um profissional de mídia emite sua opinião e o alcance é imenso. E isso nada tem relação com competência para comunicar, mas tão somente com a oportunidade.

Quando um autor de novela, por exemplo, escreve uma cena retratando os cristãos como homofóbicos e esta é exibida em milhões de lares, o mesmo está se valendo da oportunidade (desigual) concedida por sua profissão para emitir sua opinião pessoal. Ou seja, está "aparelhando" (usando) o veículo.

Em tal caso, os que pensam diferente não deveriam ter oportunidade igual para expressar sua opinião? Do contrário, o que fica é o monopólio da opinião de um único grupo ou de uma única pessoa.

Veja que não questiono a opinião do autor (é direito dele ter tal opinião acerca dos cristãos), mas sim a não contrapartida. Ou seja, a impossibilidade dos citados na trama (os cristãos) de apresentarem, em espaço e oportunidade semelhante, outra perspectiva acerca do tema, permitindo assim que o público construa suas próprias ideias.

Quem disse que a Liberdade de Expressão é um monopólio de quem trabalha na mídia (jornalistas, apresentadores, autores, atores, roteiristas, cineastas, diretores, locutores, colunistas e etc)?

Neste ponto preciso reconhecer que a internet e as redes sociais, por mais mal usadas que, às vezes, sejam, representam a mais democrática e popular forma de expressão do pensamento contraditório.

Sem as redes sociais qualquer profissional de mídia poderia fazer qualquer afirmação e dizer que a Opinião Pública está com ele. E não haveria meios de contradizê-lo. Mas, ao contrário, com o advento das redes sociais, nenhum profissional mais ousa dizer como a sociedade pensa. Não tem como mais fazer uma afirmação, de acordo com as suas conveniências, pressupostos e preferências, pois, em toda a tentativa, há a reação dos contrários.
Foi em tal oceano que o autor Gilberto Braga naufragou. Ao colocar duas atrizes consagradas em uma desnecessária cena homoafetiva, achando que a opinião pública já estava anestesiada e dominada, as reações foram imensas e barulhentas. Deram mais repercussões do que os próprios capítulos do folhetim. Um dos maiores fracassos de audiência da história da emissora.

Uma concessão pública precisa responder à Opinião Pública. E não tentar dominá-la, impondo uma opinião, chamando a todos os que pensam diferente dos predicados menos dignos.

O DIREITO À MANIFESTAÇÃO DO PENSAMENTO É DE TODOS!



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