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Líder da Hillsong dá declarações dúbias sobre casamento gay e chama a atenção para o lobby gay na imprensa

Brian Houston é pastor sênior da  Hillsong, que tem igrejas em uma dúzia de grandes cidades, incluindo Nova York

Começando com a matéria polêmica publicada pelo NYT - a seguir- vamos construir o nosso argumento acerca do enfrentamento que certos setores da sociedade fazem às doutrinas da Igreja que lhes desagradam e como a imprensa é usada fortemente neste embate minando o corpo de dentro para fora.


por Michael Paulson em 17/10/2014
Em New York Times 
Tradução Dionei

O pastor de uma das mega igrejas mais influentes no mundo declarou que sua igreja está com “uma conversa em andamento” sobre o casamento de mesmo sexo – dizendo que é adequado considerar as palavras da Bíblia junto com a mudança da cultura e da experiência das pessoas nos bancos.

Os comentários de Brian Houston, pastor sênior da Hillsong, imediatamente atraíram uma preocupação dos conservadores e aplausos da esquerda, com tantas denominações e congregações cristãs que estão fazendo um grande esforço em buscar uma forma de como responder à rápida expansão dos direitos dos homossexuais e da legalização do casamento homossexual.

A igreja de Houston, que está sediada na Austrália, é conhecida em grande parte como uma potência musical por causa da popularidade de suas gravações de músicas contemporâneas de adoração cristã, mas a sua congregação de jovens é grande – cerca de 100 mil adoradores semanais vão às igrejas em uma dezena de grandes cidades, incluindo Nova York e Los Angeles – e seu alcance cultural é amplo.

Os líderes da Hillsong tem evitado a condenação da homossexualidade, por algum tempo, e o pastor da igreja da Hillsong em Nova York, Carl Lentz, recusou-se a tomar uma posição pública sobre o casamento homossexual. Mas os comentários do Sr. Houston, feitos em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira em Nova York, foram marcantes pela sua afirmação de que as igrejas cristãs têm causado sofrimento em alguns cristãos gays e pela sua sugestão de que a questão do casamento homossexual não está resolvida.

“O mundo em que vivemos, quer gostemos ou não, está mudando ao redor e sobre nós”, disse ele. “O mundo está mudando, e queremos permanecer relevantes como igreja, então isso é uma coisa incômoda”.

O Sr. Houston, como tem feito nos sermões, observou com tristeza a experiência de filhos homossexuais que crescem em igrejas cristãs, dizendo que alguns se sentem rejeitados por seus pastores de jovens ou até mesmo pelos seus pais e que, como resultado, alguns jovens “estão literalmente deprimidos, talvez até queiram se suicidar e, infelizmente, muitas vezes crescem para odiar a igreja, porque eles sentem que a igreja os rejeitou”.

Ele disse que viveu “pelo que a Bíblia diz”, e seu porta-voz disse nesta sexta-feira que o pastor pessoalmente concordou com o ensino tradicional cristão sobre a sexualidade. Mas o Sr. Houston disse que não acha que seria construtivo delinear uma posição pública sobre o casamento homossexual.

“É muito fácil reduzir o que você pensa sobre a homossexualidade em apenas uma declaração pública, destas feitas para agradar muita gente”, disse ele, “mas nós sentimos neste momento, que há uma conversa em andamento, e que os problemas reais das pessoas são importantes para nós, não sendo o caso de reduzi-los a uma resposta simplória qualquer, tipo "sim ou não" em um canal de mídia. Por isso, nós estamos construindo um entendimento da questão”.

Algumas das igrejas da Hillsong parecem estar abertas a gays e lésbicas. Josh Canfield e Reed Kelly, um casal gay que são destaque na atual temporada de “Survivor”; cultuam e cantam no coro da Hillsong de Nova York; o Sr. Canfield é um diretor do coro voluntário na igreja.

Os comentários do Sr. Houston foram bem recebidos por Matthew Vines, um jovem evangélico gay que está tentando convencer o mundo evangélico de que a fé na Bíblia não está em desacordo com a abertura a gays e lésbicas.

“Mas a Hillsong é influente, em termos de doutrina e a teologia, no meio evangélico? Não, não é, mas a sua música tem grande penetração entre os evangélicos, em termos de alcance e impacto, e isso é muito significativo “, disse Vines.

Andrew Walker, o diretor de estudos e políticas para a Ética e da Comissão de Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, expressou preocupação acerca das  declarações do Sr. Houston, ele escreveu no blog da revista “First Things”, “vamos deixar claro que esta não é a via da fidelidade (à Palavra n.e.)”, e chamou a Hillsong de “uma igreja que está trocando a compaixão por covardia perante o concílio da cultura” (n.e.: a Hillsong está trocando a misericórdia pelo mundanismo.)

As declarações do Sr. Houston sobre o casamento homossexual foi apenas um dos episódios  recentes em que ele e sua igreja se diferenciaram de outros segmentos do mundo evangélico.

Sua esposa, Bobbie Houston, que também é pastora sênior da Hillsong, respondendo a uma pergunta sobre o papel das mulheres nas igrejas evangélicas, disse: “Realmente, a igreja precisa sair da infância e se tornar adulta”. A Hillsong permite que as mulheres preguem e ensinem; muitas igrejas evangélicas não.

E numa época em que muitos líderes religiosos estão na defensiva sobre a questão do abuso sexual do clero, o Sr. Houston ofereceu várias descrições dolorosas, às vezes auto-críticas, de como ele lidou com a descoberta há 15 anos, de que o seu próprio pai, que também é um pastor pentecostal, era um pedófilo. O episódio voltou aos olhos do público, porque na semana passada o Sr. Houston testemunhou sobre ele perante uma comissão real de investigação institucional em resposta ao abuso sexual de crianças na Austrália; em Nova York, ele falou com a imprensa sobre o assunto na quinta-feira e, em seguida, com 5.500 pessoas que estão participando de uma conferência da Hillsong na sexta-feira no Madison Square Garden.

Ele disse que acreditava que tinha feito a coisa certa, removendo o pai do ministério assim que tomou conhecimento de uma alegação de abuso. No entanto, disse ele, em retrospectiva, que ele deveria ter informado a polícia no momento em que soube do primeiro caso, apesar de a vítima ter lhe pedido para que não o fizesse.

“Há uma diferença entre ser cheio de piedade e ser transparente”, disse ele na sexta-feira, explicando porque escolheu falar sobre o assunto. “A verdade sempre funciona, em qualquer situação”.


O lobby do mal

Nota do Genizah

Depois da repercussão negativa da matéria do NYT, Houston explicou as suas declarações e desfez mal-entendidos


Em consequência da enorme repercussão das declarações de Houston ao NYT, o mais influente jornal no planeta, o pastor achou por bem comentar na mídia cristã as suas declarações e desfazer mal-entendidos de interpretação do repórter que levaram aos leitores da matéria a conclusões equivocadas sobre as suas posições sobre a homossexualidade. 

O pastor Houston afirmou que existe uma enorme diferença entre considerar uma questão, dialogar e buscar um entendimento diante dos problemas que afligem tantas pessoas que buscam a Deus e relativizar as Escrituras Sagradas: "Existe uma diferença grande entre a Igreja buscar manter a relevância diante de questões do mundo contemporâneo e alterar a sua Mensagem." 

Para o The Christian Post, o pastor declarou: "Eu encorajo as pessoas a não assumirem que uma manchete da mídia representa, com precisão, o que eu disse em uma recente conferência de imprensa“. E completou: “Em nenhum lugar na minha resposta eu diminui a verdade bíblica ou sugeri que eu ou a igreja Hillsong apoiasse o casamento gay“O pastor Houston desafiou as pessoas a encontrarem em declarações suas, a despeito do que o repórter tenha entendido ou comentado, qualquer assertiva concordante com a aceitação bíblica do comportamento homossexual, e completou:  "Minha opinião pessoal sobre o tema está alinhada com as visões cristãs mais tradicionais e, não tenho dúvida que os escritos de Paulo são claros bem claros sobre o assunto”.


Enfrentando o lobby do mal

A lição deste episódio é no sentido da busca de uma atenção redobrada por parte dos líderes influentes, especialmente neste momento em que a imprensa secular busca, alinhada com a agenda de setores "progressistas" da sociedade, minar a influência da igreja, entendida como reacionária, sobre o comportamento da sociedade. 

É preciso pesar cada palavra dita e evitar as polêmicas. Os interesses em jogo  não envolvem apenas a busca por direitos civis de certos grupos mas e, principalmente, os interesses comerciais poderosos de toda uma indústria criada em torno de hábitos, comportamentos e atitudes deletérias e degradantes em nossa sociedade, ávida por ampliar o seu mercado consumidor, absorvendo os santos da Igreja. Declarações dúbias são munição preciosa nesta guerra cultural. 

Recentemente, o próprio papa Francisco teve declarações suas isoladas e manifestações de piedade cristã transformadas em apoio à causa gay. Longe se ser verdade, o enfrentamento da questão dentro do próprio Vaticano é evidência disto. Contudo, existe uma enorme diferença entre ceiar com prostitutas e gays aidéticos, como o papa fará estes dias, e aprovar o pecado.

É preciso ter cuidado com os líderes inescrupulosos, que motivados por interesses de mercado e já tendo transformado as suas comunidades em negócio, estão dispostos a impulsionar o mundanismo dentro de suas igrejas, criando ali uma indústria de entretenimento sintonizada com as tendências de mercado e, lamentavelmente, chegando a se entregar ao mais deslavado relativismo. Estes lobos têm alterando a mensagem a fim de atrair mais prosélitos. Este é o caminho da apostasia. 

Quanto ao pastor Houston, este deixou de mencionar é que os escritos de Paulo também são taxativos sobre o pastorado feminino. De fato, ainda mais taxativos. Resta saber se ele vai seguir coerente e fazer a sua esposa se retratar sobre este assunto ou se, estando esta trave já tão bem absorvida por boa parte da igreja, seguir com o mundanismo.





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