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Somos Iguais a Eles?

Assistimos a sociedade ocidental ver alguns de seus valores fundamentais serem confrontados pelo extremismo Islâmico. Infelizmente além de assistir as imagens da tragédia pela TV, no telefone, no outdoor da rua, além de sentir a dor dos franceses, dos cartunistas e jornalistas que agora temem por sua vida, ainda temos que ouvir asneiras sem fim ditas por cristãos, pastores e teólogos cult.

Uma das bobagens que mais me irrita é quando comparam o Deus do Velho Testamento a Alá, e dizem que por que cremos nele somos tão radicais, ruins, fundamentalistas quanto os muçulmanos. Dizem que o Deus de Israel era racista e preconceituoso e que se cremos nele somos nazistas. Ouvi um pastor dizer que algumas partes das escrituras sagradas não são inspiradas porque descrevem atos de violência. Ou o que o Deus que mandava o povo de Israel exterminar outros povos não é o Deus do Novo Testamento. Ataques assim vindo de ateus ignorantes como Dawkins são compreensíveis. O trabalho deles é distorcer verdades. Mas quando escuto crentes que deveriam entender a Bíblia repetir os mesmos ataques aí vejo que estamos com sérios problemas na igreja hoje.

Vou responder a algumas destas críticas usando trechos de meu livro “Tem Alguém Aí Em Cima?”, livro de apologética para adolescentes que a Editora Ultimato publicou no ano passado.

Jeová não é racista nem exclusivista

Quando Jeová começa a se revelar ao povo de Israel uma das primeiras surpresas que eles têm é que Ele não é um Deus exclusivo. Sua primeira mensagem a Abrão já revela o caráter de sua parceria. Te escolho para abençoar outros, todas as famílias da terra. Uai sô!! Que exclusividade esquisita é esta?

Jeová vai além e se comunica diretamente com os reis dos povos adversários, até protegendo-os da morte, como fez com o faraó do Egito quando Abrãao mentiu para ele. Ele inspirava seus profetas em longas profecias acerca de todos os países do mundo conhecido da época, e fez com que cada um de seus líderes estadistas a começar de Abrãao morasse um tempo fora de sua nação ou da terra prometida.

Jeová era um Deus globalizado. Isto era estranho para os Israelitas. A idéia de um Deus universal que se revelasse a todos os povos era tão absurda e fora do esperado que eles lutaram contra ela durante toda a sua história. Por que o meu Deus particular, que deveria ser só meu, também pode ser apropriado por outros povos? E porquê Ele como minha divindade tribal privada tem que se preocupar com outros povos a não ser para destruí-los?

Você não encontra na Bíblia nenhum mandamento para matar ou ferir os infiéis. Faça uma busca da palavra “estrangeiro” no Velho Testamento. Você vai ver que a maioria dos versículos ensina o povo a tratar os estrangeiros de maneira decente, generosa, como se fosse alguém da mesma família.

“Não maltratem, nem persigam um estrangeiro que estiver morando na terra de vocês. Lembrem que vocês foram estrangeiros no Egito.” Ex 22:21

Com a vinda de Cristo, o messias supostamente judeu, o quadro comum a todas as religiões dos povos até aquele momento da história iria mudar de vez. Apesar de ser culturalmente judeu, construiu o seu maior palco nas partes da Galiléia mais cosmopolitas. Usou não judeus como exemplo de fé, elogiando-os na frente dos patrícios mais xenófobos, se comportou de maneira iconoclasta em relação aos costumes judeus mais tradicionais. Cristo propositadamente praticava curas nos sábados, saía de seu caminho para ensinar no dia em que deveria se calar. Ele mostrou a todos os religiosos de sua época que não servia à religião judaica mas que se servia dela.

Mais tarde o apóstolo Paulo se encarregou de transportar as verdades reveladas no evangelho e as que eram antes restritas à cultura judaica, para o universo humano como um todo. Quando o apóstolo viu nascer as primeiras igrejas gregas, sua reação imediata foi se certificar de que não lhes seria imposto nenhum costume judaico. Nenhuma particularidade judaica seria sobreposta a revelação supra-cultural do Deus que nos ama e se tornou história por nós. Eles seriam livres para serem totalmente gregos e ainda assim podiam ser totalmente cristãos.

Veja, é muito simples. Prejudique nosso livro de amor e paz, que te arrancamos a língua, furamos seu olho, cortamos sua cabeça e defecamos na sua garganta. - Sério... é só senso comum.
Veja, é muito simples. Prejudique nosso livro de amor e paz, que te arrancamos a língua, furamos seu olho, cortamos sua cabeça e defecamos na sua garganta.
- Sério… é só senso comum.

A verdade do Cristo da Bíblia é universal porque é simples. Diz respeito a amar a Deus ao próximo e a si mesmo, e isto pode ser feito em qualquer cultura.


Braulia Ribeiro colabora com o Genizah e mantem blog na Ultimato.

Teologia 7173387095359853222

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