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O cristão e o mito da caverna de Platão






O mito da caverna de Platão é um assunto muito difundido nas aulas de filosofia. O filósofo, nessa metáfora, mostra a situação da maioria das pessoas que vivem acorrentadas pelo pescoço e braços, enclausuradas numa caverna, sem condições de olhar para trás e para os lados. São pessoas que só olham para frente, para a saída, para a subida ascendente, onde a luz da grande fogueira reflete, na parede da caverna, sombras de homens transportando estatuetas de animais, sem poder ver as próprias estatuetas, nem os homens. Como nunca viam outras coisas, tinham as sombras como originais.

Platão pergunta: o que aconteceria se fosse libertado algum dos prisioneiros e se dirigisse à saída da caverna? Em primeiro lugar, ele teria que adaptar os seus olhos à luz. Acostumado à claridade, perceberia que a grande fogueira é, na verdade, o sol. Veria os homens transportando as estatuetas. Prosseguindo, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, em toda vida, o que ele percebia de dentro da caverna era só a sombra das imagens das estatuetas.

Conhecedor da realidade, volta à escuridão da caverna para anunciar a grande descoberta aos demais em que estão em prisão, o que tornaria um motivo de grande chacota. Se ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Platão tinha a maioria da humanidade como ignorante, que vivia na infeliz condição da ilusão projetada a poucos metros de seus narizes.

Talvez, dizer que, no mundo de hoje, a maioria vive de ilusão terá a mesma repercussão que houve quando os presos ouviram que lá em cima a realidade era outra. Não irão acreditar porque estão dentro da escura caverna do pecado. São mentes embotadas que percebem somente uma pálida sombra das coisas. O deus deste século enrijece os corações e cega o entendimento das pessoas para não acreditarem no mensageiro, que viu, verificou e atestou a realidade das coisas. Vivem presos nas escuridões e, enclausurados como estão, só acreditam nas sombras (Jo 12.40).

Os confinados nas cavernas escuras da vida estão cegos de olhos e entendimentos. A única luz em que acreditam é a de uma grande fogueira. Dificilmente acreditarão na realidade da luz do evangelho de Cristo, que é a luz verdadeira, o Sol da Justiça, a verdadeira imagem de Deus (2 Co 4.4).

Preferem o caos espiritual dentro de cavernas a escalar a íngreme escada da realidade espiritual, contemplada por aqueles que tiveram as suas vistas acostumadas à luz e agora podem contemplar nitidamente a realidade do Sol da justiça (Ml 4.2). Jesus Cristo é a Luz que penetra as cavernas e abismos para resgatar o mais vil pecador (Lc 2.32).

Não existem cavernas e prisões escuras que possam subjugar os seguidores de Jesus Cristo (Jo 8.12). A Bíblia rebate o cristianismo eremítico porque caverna não é lugar para quem serve a Deus (1 Rs 19.9,11).

Quando a pessoa tem um encontro com Cristo, descobre que sua vida passada foi um longo tempo perdido, isto é, passou a vida acreditando em sombras, enquanto a realidade estava a poucos metros acima.

Quem tem Jesus não vive preso e enganado por mitos de fogueira, sombras e superstições porque já contemplou a realidade. Ninguém deixa o original pelo fictício.

“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Co 5.17)

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Fonte: A-BD


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