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Prefeitura paulistana do PT vai construir "museu gay" em um dos imóveis mais caros da cidade


Confira, caro leitor, quais são as prioridades do governo do PT! O local escolhido para abrigar o museu da diversidade sexual é um dos metros quadrados mais caros do país e um cartão-postal da cidade. O casarão, herança da tradição empreendedora que ergueu São Paulo será arrematado ao custo de milhões de dólares para abrigar um museu celebrando a  … vadiagem. É isto, mesmo?

Perguntamos: Como pode uma cidade com enormes deficiências em áreas como a saúde, segurança, educação priorizar um investimento destes? Este é o destino adequado para os nossos impostos? 

Conclamo os cidadãos de bem da cidade de São Paulo a mobilizar os seus vereadores a fim de que mais esta arbitrariedade do PT seja barrada.

A matéria é do G1

Museu da Diversidade Sexual terá biblioteca, auditório e área de lazer

Além do casarão da Paulista, museu terá anexo de 2 mil metros quadrados.
Diretor pretende trazer da França esculturas de Rodin na inauguração.


Instalado atualmente em uma sala de 110 metros quadrados, dentro da estação do Metrô República, o Museu da Diversidade Sexual ganhará novas instalações e será transferido para o Palacete Franco de Mello, um casarão tombado na Avenida Paulista.

O imóvel passará oficialmente à posse da Secretaria da Cultura após a finalização dos procedimentos legais, já que o imóvel é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e está sendo negociado pelo governo do estado diretamente com os proprietários. Apesar de a Justiça não ter tomado uma decisão, a previsão da Secretaria da Cultura é que as obras comecem no próximo ano.

Localizado no número 1.919 da Avenida Paulista, a nova sede contará com os 600 metros quadrados do casarão, além de um anexo de 2 mil metros quadrados de área construída em um prédio de até cinco andares. 

(Foto: Daniela Pereira do
Nascimento/VC no G1 )

“O processo está correndo. A gente abriu um edital porque o imóvel é tombado pra quem quiser participar do concurso de um projeto arquitetônico de restauro e um anexo de 2 mil metros quadrados”, disse Franco Reinaudo, diretor do museu.

Também está previsto no anexo a construção de uma biblioteca, um auditório com 200 lugares e área de lazer que inclui um café, restaurante e loja de souvenires. “A ideia é transformar esse espaço em um espaço de convivência. Por estar na Paulista e por ser um local emblemático, a gente quer que todo mundo esteja lá”, falou o diretor sobre suas expectativas. “A gente quer fazer várias atividades, como cinema ao ar livre no verão.”

O Museu da Diversidade foi inaugurado em 2012 em São Paulo. Além do Brasil, só existe outros dois semelhantes no mundo, um em Berlim, na Alemanha, e outro em São Francisco, nos Estados Unidos.

Cerca de 4% dos visitantes que visitam o museu atualmente são estrangeiros e a expectativa é que o local atraia um número maior de visitantes, já que ganhará mais visibilidade na Paulista. “O museu vai criar uma marca bacana de aceitação”, espera o diretor.


Projeto

A entrada principal do museu deve ser pelo antigo casarão para ressaltar a importância histórica do local. “Ali vamos contar a história do imóvel, do casarão, da Paulista, até chegar na história da Avenida sendo usada como palco de movimentos sociais, como a Diretas Já até a Parada do Orgulho”, disse Franco.

Diretor do Museu da Diversidade Sexual Franco Reinaudo (Foto: Tatiana Santiago/G1)
Diretor do Museu da Diversidade Sexual Franco
Reinaudo (Foto: Tatiana Santiago/G1)
O objetivo do museu é que a história seja contada através de uma linha do tempo de uma forma interativa com o fio condutor focado no estado de São Paulo. “Ali [no casarão] a gente começa a falar dessa questão da diversidade sexual, da comunidade LGBT, contando a história dessa comunidade, dessas pessoas, da influência dessa comunidade na cultura, cinema, designer e moda”, afirmou o diretor.
Além da história da comunidade LGBT, o casarão irá abrigar duas exposições de longa duração. Já o anexo terá um espaço expositivo maior destinado às exposições temporárias.

O museu também terá um auditório, uma biblioteca com espaço de consulta, área de exposição, além de área de reposição e restauração de acervo. “Queremos preservar acervo de personagens importantes ligados à comunidade LGBT, como o artista plástico Darcy Penteado [pioneiro do movimento]”. Outro ícone da comunidade gay, Claudia Wonder, deve ter seus objetos pessoais expostos.

Para abrir as portas do museu em grande estilo, Franco espera trazer a exposição do Auguste Rodin, famoso escultor francês, sobre a visão do corpo feminino de um homem e de um gay, para a inauguração, ainda sem data definida. “Tem uma conversa com embaixador da França, um link estabelecido”, adiantou ao G1.

Caso a primeira opção não dê certo, ele pretende fazer uma intervenção com algum artista gay estrangeiro como Elton John, por exemplo. “A gente faria uma intervenção contando a história de vida dessa pessoa”, disse ele. Nomes de personalidades LGBT brasileiras também estão cotados como dos cantores Cássia Eller, Cazuza ou Renato Russo.
Concurso

A Secretaria da Cultura do estado de São Paulo lançou um concurso para escolher o projeto de restauro do Casarão Franco de Mello, futura sede do Museu da Diversidade Sexual, na Avenida Paulista. O contemplado receberá um prêmio no valor de R$ 1,1 milhão.
O edital foi publicado do Diário Oficial e o prazo para receber os projetos vai até o dia 20 de outubro. “Eles serão analisados por uma comissão do próprio Condephaat”, órgão pode aprovar do jeito que está ou sugerir algumas adequações.

Palacete

Construído em 1905, o Palacete Franco de Mello tem 600 metros de área construída.

Tombado pelo Condephaat em 1992, o edifício é, junto com a Casa das Rosas, um dos últimos casarões da primeira fase de ocupação da Avenida Paulista, no final do século 19.

O imóvel possui um pavimento e um porão alto. Ele é composta por uma entrada, uma sala de visita reservada, uma sala de visita para a família, uma sala de jantar grande, uma sala para almoço pequena, 3 quartos e dois banheiros , o que para a época era inovador, pois, não era comum ter banheiro privativo. A torre da casa servia na época como um mirante que concedia aos moradores a vista do Vale do Anhangabaú.

Em 1910, o casarão que tinha estilo suíço foi reformado e ampliado conforme projeto estudado em Paris pelo casal proprietário do imóvel, Joaquim Franco de Mello e Lavínia Dauntre Salles de Mello, passando para o estilo francês urbano. Após o alargamento da avenida Paulista foram supridos 10 metros da frente da casa. Com isso, perdeu-se o jardim , o prolongamento da escada e um portão.


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