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Deus, trade mark



Rubinho Pirola


"Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto:
que o poder pertence a Deus."
Sl 62:11


Para mim, nada há mais presunçoso que alguém crer que tem a marca registrada de Deus, com um copyright acoplado ao Seu nome.

Na Igreja de Roma, na católica evangélica (reformada, pentecostal, neo-pentecostal...), ou até entre os não cristãos, vê-se isso.

Fora dai, Ele não fala. É um deus reduzido à boca da criatura, do barro, na linguagem figurada de Jeremias.

Se essa boca humana não falar, Ele não fala. Se, na sua conveniência, a boca quiser falar, então Ele diz algo (até besteiras, muitas vezes). Mas, sem ela, Deus está limitado, calado, mudo.

Gosto e refletir na experiência de Pedro, na casa de Cornélio (até antes de chegar a ela), em Atos 10, em como o apóstolo, assustou-se por descobrir algo que nós, na nossa arrogância temos dificuldade em perceber: Deus fala e age com quem e onde bem entender. E não fica vermelho se na nossa petulância, achamos que Ele não devia fazê-lo.

Um sujeito (ou sujeitinho, segundo a visão preconceituosa do judeuzão cristianizado), um cara que estava "do outro lado", um ímpio, um idólatra, que não podia ter conhecido Deus e a revelação (que chegou a Pedro pelos céus, como afirmou Jesus), nem as suas orações ouvidas por Deus, ou um estilo de vida que agradava os céus e mais: nem a visita de um anjo, como recebera (coisa que muito cristão pagaria todos os dízimos, ofertas e obrigações todas para ver um, com penas e tudo)!

Talvez por isso, nós tenhamos essa vaidade toda em tentar destruir toda a revelação que as pessoas nos dizem ter de Deus para, só depois, apresentá-las o "meu Deus", "o único e verdadeiro Deus".
Queremos destruir primeiro tudo, para só então - se o infeliz concordar (nessa altura, não há ponte de comunicação que resista!) - apresentar-lhe "o nosso Deus" com marca registrada e declaração de posse em nosso nome.

Como afirmou certa vez o meu amigo Caio, mais ou menos assim: "Se quisermos aprisionar o Espírito de Deus, Ele agirá. Na ilegalidade, mas vai agir", é impossível impedirmos Deus de agir e mover-se na vida de quem quer que seja.

Afinal das contas, Deus não é evangélico. Nem católico-romano. Ele é Quem é. O grande Eu sou. E age. E fala. Até através de mulas. Ou de nós!



Rubinho é co-resposável por esta subversão de Genizah.


 
Apologética 913163036767733837

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