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Deus “operou” ?



Rubinho Pirola


“…e não guardaram os seus estatutos, antes se deixaram enganar por suas próprias mentiras” (Amós 2:4).



- Houve arrepios?

- Tremeu o chão?

- Houve choro?

- Não?

- Então Deus não “operou”.



O louvor é fraco, o pregador, sem unção, a igreja, fria,… o culto não foi bom.

Será? Quais os “sinais” pelos quais a igreja espera dos céus para crer?

Já não basta a fé, crermos mesmo no que Deus fala e falou, no que nos trouxe pela Palavra. Temos de ter “testificação”, documentada em três vias assinadas e com selo governamental das nossas emoções (e o da congregação) para crermos.

Ando meditando sobre a alma, sobre o poder dessa carne, de querer reger não só a minha própria vida, como a vida dos crentes e dos serviços religiosos em toda a parte.

E a coisa não é simples de ser vista e, nisso, todos estão incluídos: pentecostais, carismáticos ou "históricos".

Pois há a tendência dos crentes - muitos até “tradicionais”, reformados e outros de herança mais, digamos, “comportada e comedida” nos atos litúrgicos e religiosos. Ninguém, a rigor está a salvo. Pois imagina-se que, no silêncio de algumas salas de cultos – é mais fácil escondermo-nos e os nossos pensamentos e corações distantes de Deus e frios da sua presença, na quietude e reverência desses cultos.

A linha que separa alma, emoções, pensamentos e a nossa cultura arraigada tecida longe de Deus, do espírito, do nosso homem novo criado em Deus é muito ténue e só pode ser divisada pela Palavra e ação do Espírito Santo.

Tem horas que penso que o extraordinário (e não o sobrenatural!) pelo qual a igreja procura tem mais a ver com a nossa falta de fé e desejo de convertemo-nos a nós mesmos pelo que se vê, toca e sente, do que propriamente para revelar ao mundo a presença de Deus. Pede-se por curas, milagres e, desconfio que já nem é tanto por amor e misericórdia pelo enfermo, como para provar para si mesmo – o crente – que Deus existe, age e, o que é pior, pode ser comandado por nós, a criatura. Afinal, não é para isso que servem a maioria dos cultos televisivos e da mídia em geral?

São mezinhas, técnicas, truques e “simpatias teológicas” para fazer Deus fazer o que e na hora, o que desejamos?...

A alma quer ditar e até dominar a nossa vida de comunhão com Deus, os nossos devocionais, desde sempre. E tomar a primazia de Deus em nós mesmos. Lá no profundo.

Se não há “tema musical”, uma música de fundo… então não há “presença de Deus”, ou o “sentirmos Deus”. Não há a presença de Deus porque… não “pintou o clima”.

Queremos viver a vida cristã com a alma no comando, não fazendo com que ela acompanhe ou reverbere o “mover” de Deus, mas indo à frente, achando que ela pode fazer mover Deus. Se sinto, se tremo, se arrepio, então Deus está presente.

E por ai, julgamos os cultos, as pregações, os “louvores” - pela quantidade de gente que chorou, pelo número dos que “caíram”… pelas emoções que provocou.

Culto bom, já não são os emocionantes, com louvor a usar letras inspiradas e bíblicas, pregações com exegese rigorosa e bíblica; mas os emocionais, os que são acompanhados pelos “choros de berçário”, onde todos choram porque um chorou antes. Onde fala-se mais do homem, do que é terreno, do que aquilo que é divino.

Deus tocou-me, não porque sinto, mas porque creio pela Palavra, que diz que Ele fê-lo. Porque afinal, vou até Deus com inteira certeza de fé, e não pela instabilidade das minhas emoções. Vou até Ele pelo vivo e novo caminho, isto é, pelo sangue de Jesus, que não vejo, não toco, mas creio que foi derramado por mim. Vou até Ele por fé, pelo firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem e não pelo que sinto, vejo, toco ou experimento na carne.

Estando a pensar nisso tudo, lembrei-me do sábio conselho de Gamaliel, em Atos 5:38, que sugeriu certa vez: “… deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, ela, por si só se desfará”. Assim, se houve algo no meio de nós, na minha vida, seja qual foi a experiência, no nosso culto, ou nos nossos atos solenes ou mais intimistas… esperemos pela Segunda feira.

Se foi de Deus, vai provocar mudanças, vai trazer frutos.

Se foi de Deus, foi sobrenatural – como o é, algum “vida torta” como eu, manifestar (contrariamente o que seria natural supor, ou naturalmente capaz de acontecer), o carácter de Cristo visto em mim, se não foi, terá sido apenas algo estraordinário, “show evangélico” ou apenas, “coreografia religiosa", dessas para fariseu ver. E "crer".





Rubinho Pirola é reu confesso em Genizah




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