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A GLÓRIA DE SERVIR A CRISTO

- SERMÃO SOBRE A PARÁBOLA DOS TALENTOS -




Rev. Antônio Carlos Costa

"Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco".

De uma certa forma a vida cristã está condensada neste versículo. Ele é um dos versículos que melhor tratam da base motivacional do cristianismo. Se você compreender este versículo, compreenderá porque o comportamento cristão é espontâneo e inevitável. Entenderá a razão pela qual aquilo que é um fardo para o não cristão, o cristão faz com alegria na alma. Por que? Porque o cristão é alguém que foi atingido por este amor. O cristão é alguém que se vê eleito, objeto de um amor antigo, que foi salvo no tempo e no espaço por um Ser de benevolência infinita. O cristão então é alguém que vive com a obsessão de naquele dia chegar de mãos cheias e dizer: 'toma aquilo que eu fiz do teu amor por mim'. É o que a parábola diz. Chegar de mãos cheias e não de mãos vazias, dizendo: 'eu conheci a história do teu amor por mim e pela tua igreja e não pude ficar parado, Senhor – toma de volta, não para que eu receba uma salvação mediante pagamento, mas como expressão do imenso amor que tenho por ti'.

Ele prossegue dizendo: 'Senhor, concedeste-me cinco talentos' - aqui está a vida cristã inteira neste versículo. O que é a vida cristã? É a compreensão de que Ele me confiou algumas coisas. Meu Deus, estou vivo! Não apenas isso, mas Ele faz com que uma certa quantia de dinheiro chegue às mãos, permite que eu possa adquirir certo conhecimento e desenvolver certas aptidões. Ele me concede, por um ato de pura graça, certos privilégios que correspondem às oportunidades de servi-lo no tempo e no espaço nesta vida. Nunca mais viveremos num mundo como este. Esta é a única oportunidade que temos em vida de sermos fiéis no inferno a fim de depois sermos eternamente fiéis num jardim. Aqui é onde o amor é mais severamente provado, onde podemos manifestar aquela fidelidade que haverá de nos acompanhar durante toda a vida. 'Confiaste-me cinco talentos, confiaste-me'.

Meus irmãos, me perdoem por lhes dizer: eu sou pastor desta igreja porque Deus me confiou o ministério através de vocês que me elegeram e que anuíram portanto ao meu desejo de continuar servindo a esta igreja como ministro. Esse rebanho me foi confiado, não para eu pedir dinheiro de vocês, nem para apresentar minhas dividas para vocês administrarem a minha irresponsabilidade financeira, ou para eu usar as irmãs da igreja – esta é uma obra de confiança, é um privilégio que Deus me concede e presta sentido à minha existência.

Sei que há aplicações desta natureza que podem ser feitas na sua vida – na profissão que você exerce. Até no tipo de casa que você tem. Tudo lhe foi confiado para que você administre como um mordomo leal. O texto continua dizendo.... eis aqui outros cinco talentos que ganhei. 'Eis aqui o que me deste graça para realizar durante o curto tempo de vida que me concedeste'. E agora o verso 21. O que falar sobre este verso?

Disse-lhe o Senhor: 'muito bem servo bom e fiel!' Você imagina um ser humano ouvir isto da boca de um Ser eterno, perfeito em todos os seus atributos, Criador de todo o universo. O padrão absoluto do que é belo, santo, sábio e justo. Este Ser eterno e perfeito de cujo poder depende toda a criação – imagine Ele virar-se para um mortal e dizer: 'servo bom, eu me vejo em ti, tu tens o meu DNA eu me comprazo com a tua vida. Deste uma finalidade santa para a tua existência, foste fiel a mim'.

Gente, isso é uma coisa que vem e fica. Como ficou o Barack Obama a dizer: 'O Lula é o cara! Estará marcado na biografia do Lula, grande elogio! (risos) Agora vocês imaginem este Ser perfeito chegar para um ser humano na presença da assembléia angelical de anjos, arcanjos, querubins, todos os cristãos que já existiram durante toda a História da humanidade, dizendo: 'servo bom e fiel'. Durante toda a eternidade você carregará este elogio. Este é o peso de glória! O Pai o chamou de servo bom e fiel, isto é o céu.

Como a noite em que o Reverendo Antônio Elias fez um comentário sobre o meu sermão, eu voltei para casa repetindo: 'o reverendo Antônio Elias gostou do meu sermão'. Imagine o servo bom e fiel no minuto seguinte a este comentário. Ele precisa ser segurado. Tem gente que ganha o Oscar e treme, não consegue falar coisa com coisa porque recebeu uma estatueta.

Este homem recebeu ouviu o elogio de Deus: 'servo bom e fiel, foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei'. Que passagem gloriosa! Este pouco pode envolver o martírio, conforme o que aconteceu com os cristãos do primeiro século, que foram parar nas arenas romanas, mas é pouco quando comparado com a glória do porvir. Sobre o muito te colocarei! Isto envolve certas tarefas que Deus nos pede para cumprir neste mundo, mas acima de tudo envolve uma glória que mal conhecemos e sobre a qual devemos guardar no coração um certo agnosticismo – não por duvidarmos da sua realidade, mas por duvidarmos da nossa capacidade de ter uma idéia de quão excelente é essa glória. 'Foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei' – e agora a declaração final:

'Entra no gozo do teu Senhor', 'entra na alegria, no prazer de teu Senhor'. Porque o céu é uma vida de eterno jubilo, é alegria transbordante e cheia de gloria, completamente adaptada à nossa humanidade e psique, e, sem medo de nos ser roubada.

'Entra no gozo do teu Senhor' – quer dizer – entra no gozo, carregando este elogio, esta marca, este nome e vá administrar o que é teu. O importante é que nós guardemos estas verdades, pois não sabemos o que nos aguarda e pode ser que tenhamos que enfrentar um inimigo chamado morte durante alguns meses. O reverendo Antônio Elias levou cinco meses e dez dias duelando no vale da sombra da morte. Eu vi. Estive no CTI ao seu lado. Quanta luta. Estas promessas são o que nos consolam. Morrer em Cristo representa entrar na alegria do reino celestial. É as portas se abrirem de par em par para que você por meio delas entre com este elogio, com este peso de glória de uma vida produtiva.

E, haverá trabalho na eternidade. Sobre a natureza deste trabalho, podemos apenas conjecturar. O texto fala sobre um governo que será exercido pelos servos de Deus fiéis.

***

Antônio Carlos Costa é pastor da Igreja Presbiteriana da Barra.




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