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Superestimados


Digão

Existe muita coisa superestimada ultimamente. Aliás, ultimamente não. Creio que sempre houve coisas superestimadas.

Por exemplo, no campo da música brasileira: existe coisa mais superestimada que Raul Seixas? Ele tem uma legião de admiradores e adoradores, mas sua música é ruim, muito ruim, já que drogas e concentração para compor letras não combinam.

Cazuza também foi outro superestimado. Além de ter uma voz horrorosa, tinha língua presa. Ouvi-lo cantar eu tô pedindo, sssssem pai nem mãe, bem na porta da ssssua cazzzzzza dá tristeza. Isso sem dizer que, ao cantar a burguesia fede, ele próprio se acusa, uma vez que seu pai era um alto executivo de uma gravadora. Talvez por isso o contrato saiu rapidinho, não?

Outro superestimado foi Renato Russo. Letras pueris, voz igual à de Jerri Adriani, cantor-galã da Jovem Guarda, atitudes auto-destrutivas, que eram confundidas com meneios de um poeta, uma alma sensível presa em um corpo inconformado...

Em nosso meio, há também vários superestimados. Por exemplo, Philip Yancey é bem superestimado. Tudo bem, Maravilhosa graça é um excelente livro. Mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Alma sobrevivente deveria se chamar Leitor sobrevivente, de tão chato!

Renê Terranova também é extremamente superestimado. Aliás, não só ele, mas também sua profetisa, Valnice Milhomens. Tal como as duas bestas do Apocalipse (AP 13), essa dupla é altamente superestimada, entendida como gente de Deus. Mas é gente fruto de seu próprio ego doente. Patriarca? Putz, conta outra!

Malafaia também se acha, assim como o casal Hernandes. Tal como sanguessugas, eles fizeram da mentira um estilo de vida, e da chantagem espiritual um método de trabalho. A quem eles pensam que enganam com aquele discurso pretensamente espiritual? Bom, a muita gente, quando vemos os haras apostólicos e os aeromalas no ar...

Mas nós também nos superestimamos. Achamos que somos a última bolacha recheada do pacote, a última coca-cola gelada do Saara. Cremos que, por nosso rigor teológico, por nossa ortodoxia calvinista, restauraremos a igreja evangélica brasileira de seu paganismo crônico. É tão duro vermos que tal rigor teológico vira-se contra nós, ao vermos que Deus somente é soberano; sendo assim, Ele não precisa de nossa preciosa colaboração!

É hora de não pensarmos mais a nosso respeito de modo a nos superestimar (Rm 12.3). É hora de entendermos que, se nos achamos tão importantes assim, escondemos nossa insignificância de nós mesmos.


Digão está tentando se ver sem superestima, com a ajuda do Genizah




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