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Há mais esperança no meu pessimismo do que no seu triunfalismo



Ontem à tardinha me reuni com alguns empresários para conversar sobre fé. Fazemos isto uma vez por mês. Há gente de todo jeito de ser evangélico entre nós. Hoje falei eu. Desenhei um quadro, atendendo a um pedido antigo, propondo entender a direção que tomava a nossa igreja diante dos desafios que enfrentava. Foquei na liquidez doutrinária, o futuro das denominações, e, claro, no relativismo e no evangelho utilitarista.

Enquanto discorria acerca dos perigos da teologia da prosperidade e do liberalismo, alguém me interrompeu questionando severamente o meu pessimismo. Afinal, segundo ele, o rumo das coisas, a cada dia pior, seria o limiar da volta triunfal de Cristo, motivo, portanto, motivo de esperança e alegria.

Ao que eu respondi:

Mais do que esperança, vivo a certeza da volta de Cristo, esteja eu ainda habitando nesta terra, ou não. Só não vejo neste caminhar terrível de hoje o triunfo do mal, ainda que seja para o “inicio das dores” anunciando a volta de Cristo. Creia, meu caro, há mais esperança no meu pessimismo do que na sua “realidade”.

Para muito além das nossas diferentes visões escatológicas, eu vejo com muita esperança este movimento todo por que passa a nossa Igreja, solapada por tantos modismos e heresias. Não há duvida que todo este “esquema” está entrando em colapso, o esvaziamento da religião cristã institucionalizada é evidente e, se boa parte se afasta de tudo, inclusive da fé em Cristo e outra parte exerce a sua fé sem qualquer vinculo institucional, há também o remanescente e, embora você só consiga ver o lado escuro de todas estas coisas, eu nutro grandes esperanças. Vejo adiante um momento de renascimento e, aqui vai uma afirmação um tanto esdruxula: O renascimento que se seguirá à morte causada pelo esgotamento deste assim chamado avivamento hoje é o verdadeiro avivamento planejado por Deus, pois estará fundamentado na mensagem cortante, fiel e atemporal do Consumador da nossa fé e não na religião de homens para homens.

Quando o evangelho "utilitarista" cumprir o seu ciclo de autodestruição, seguindo o mesmo exemplo do que ocorreu com o liberalismo antes disto tudo e, os cristãos meramente utilitaristas estiveram se afastado completamente da Igreja, os que ficarem nas boas comunidades seguirão alicerçados nos fundamentos autênticos da fé e, até mesmo, os desigrejados de hoje irão retornar a comunhão mais ampla, como já foi antes, pois irão reconhecer entre os remanescentes o seu verdadeiro lar, um lugar que hoje lhes parece tão estranho. Em resumo: Conduzidos pelo Espírito Santo sairemos juntos deste túnel muito melhor do que entramos.



Danilo Fernandes é editor do Genizah



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