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O duro trabalho do apologeta




Ser apologeta não é fácil, pois somos muitas vezes mal interpretados. Tenho a impressão que boa parte dos crentes não entende o que é ser um apologeta. O apologeta é o autor de uma apologia, isto é, uma obra, texto ou discurso de defesa, justificação ou encómio. No âmbito da Literatura Apologética, esta apologia corresponde a uma defesa e exaltação da religião cristã face aos seus adversários. No entanto, os crentes olham para o apologeta como se ele fosse um rebelde que se levanta contra os “ungidos do Senhor”, um fofoqueiro, um anarquista cristão, alguém que quer ser juiz da causa de Deus e por último o próprio diabo encarnado. Já esqueci boa parte dos adjetivos usado contra mim por escrever apologética, mas de todos o que mais achei interessante foi: “astuto manobreiro do trapaceiro”.

A apologética cristã tem sua origem no Novo Testamento, a começar com Jesus, o grande apologeta judeu que em defesa da Lei de Deus e contra os abusos dos escribas e fariseus os refutou com toda firmeza e convicção: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo.” (Mt 23:14). Quero convidar-lhe a ler todo o capítulo 23 de Mateus para conhecer um pouco do estilo apologético de Jesus, suas palavras são duras, são claras e específicas e sem receio ele mostra qual será o fim dos hereges. A apologéticia de Jesus reúne um elemento que nós apologetas da atualidade estamos privados de exercer, que é a prerrogativa de virar as mesas e fazer uso do chicote (João 2:14-17). No entanto, confesso que vontade de pegar uns hereges deste e por para da igreja a base da chicotada não falta, então tento me contentar com o fato de poder pelo menos escrever um artigo e denunciar estes caras de pau.

E poderíamos ir mais além, pois os apóstolos também foram apologetas, Paulo por exemplo, em praticamente todas as suas cartas apresenta alguma advertência apologética, como a que podemos ver em 1 Timóteo 4 onde o apóstolo usa palavras como “espíritos enganadores e doutrinas de demônios” ao referir-se à pessoas que traziam heresias para dentro da igreja. E o mesmo podemos encontrar praticamente em todos os livros do Novo Testamento. Todo autor neotestamentário foi apologeta.

Esta firmeza contra as heresias seguiu na história com os pais da igreja, praticamente todos eles trataram também de assuntos apologéticos. E a reforma protestante nada mais foi do que uma resposta apologética aos abusos cometidos pela igreja e seus líderes.

Uma outra singularidade que podemos encontrar em todos estes personagens históricos é no que diz respeito a resistência, perseguição e violência por parte dos hereges e seus discípulos na tentativa de manter os status quo. Mas não podemos nos calar, e não nos calaremos, pois o que fazemos é o exercício da missão para a qual Deus nos chamou, custe o que custar. Não deixaremos de denunciar os abusos, as heresias, as leviandades, as mentiras, as apropriações indevidas e a falta de caráter dos hereges da atualidade.

O que aconteceu recentemente com o Genizah, em particular com nosso amigo Danilo Fernandes, nada mais é do que uma ação demoníaca através de um bispo herege e falcatrueiro contra um apologeta cristão que no exercício do seu chamado e em obediência a Escritura denunciou um dos líderes de uma das seitas mais diabólicas e perigosas que existe no Brasil nos dias de hoje.

O herege, como sempre na história, usou sua posição de autoridade e influência temporal para intimidar, calar e desanimar o servo do Senhor, através dos mecanismos judiciais. Mas será que ele fará isto com todos nós? Somos muito mais do que sete mil homens de Deus que não se dobrarão a Baal nem a Mamom, nem a outro bicho qualquer, e por mais que o herege tente, não conseguirá isolar seu nome, mantendo-o intocável, pois o Brasil todo já sabe que o seu nome é mais sujo do que pau de galinheiro.

Mas o que dói em todo apologeta não é a retaliação das trevas, estas enfrentamos com o escudo da fé e com a espada do Espírito, mas sim, a multidão de pessoas que de deixam enganar pela falaciosa sedução dos hereges. Quem assistiu ao filme “O Terminal” dirigido por Steven Spielberg, e onde Tom Hank interpreta o papel principal com o nome de Viktor Navorski, bem, não irei falar do filme, pois preciso logo terminar este texto, mas para quem assistiu deve se lembrar do velho Gupta Rajan, indiano que no filme aparece como responsável pela limpeza. Quando Gupta limpava uma área do chão do aeroporto, ele colocava uma sinaleira com o aviso: “CUIDADO CHÃO MOLHADO”, e então ficava de longe observando quantos cairiam no chão. Ao ser repreendido Gupta simplesmente responde: “A culpa não é minha, e sim deles, que não leem o sinal de alerta.” A Bíblia é nosso sinal de alerta, a apologética são estas sinaleiras que encontramos perto das zonas perigosas, mas resta saber se você lê!

Luis A R Branco é colunista do Genizah






 

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