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Sexualidadismo e o desenvolvimento de um todo-poderoso homo eroticus



Braulia Ribeiro


Sim, não errei não. Sexualidadismo ou sexualidadeismo é um novo termo cunhado por um professor de Harvard, e usado agora extensamente na cena de discussão das políticas públicas americanas. O termo define a cultura do erotismo obrigatório que se acampou no ocidente nos últimos 50-60 anos. Devagar o homo eroticus ocupou o lugar do homo sapiens, ocupou o lugar do homem de família, do homem adorador, do homem que inventa, do homem que trabalha.

Quando a cultura centraliza a felicidade humana na sexualidade ela reduz o ser humano a seus genitais. Não sou mais eu, completa, com cérebro com alma, passo a ser o que a minha maneira específica de obter prazer sexual determina, e como a felicidade só se concretiza se este prazer é alcançado, o direito à plena expressão da sexualidade se torna um direito humano essencial.

A doutora Helen Alvare, professora de legislação na Universidade de George Mason, uma das porta-vozes mais importantes dos perigos desta ideologia alerta que o grande inimigo da expressão cristã na América hoje não é o ateísmo, o secularismo ou o islamismo, mas sim a ideologia do sexualidadismo, que torna as políticas públicas diretamente hostis a toda religião que proponha um freio moral, ou seja a restrição de qualquer comportamento associado com a “felicidade sexual”.

Ela diz:

“Tem havido um crescimento maciço da “liberdade sexual” em escala nacional. Consequentemente observadores sociais e quem sabe os criadores de políticas públicas poderiam estar procurando por um crescimento também maciço da liberdade e felicidade… Se não achassem quem sabe seu dever teria de ser o de encontrar outra área em que focar seus esforços. Mas o contrário está acontecendo, o governo federal expande suas políticas de sexualidadismo mesmo que isto se oponha ao que se está verificando nas pesquisas sociais. As áreas comprovadamente que são ligadas a felicidade humana e liberdade são a religião e o relacionamento conjugal estável (casamento).[1]

O governo Americano continua trabalhando contra a lógica e as estatísticas sociais impondo sobre a população medidas que prejudicam a família tradicional. Facilitam o aborto, e métodos anticoncepcionais e insistem numa linguagem que separa a “expressão da sexualidade” de qualquer vínculo com a reprodução humana. Por exemplo durante muitas décadas anos o governo americano junto com muitas outras corporações americanas e europeias financia a promoção do aborto em países do terceiro mundo. A razão? Porque se acreditava até um tempo atrás que a explosão demográfica era a principal causa da pobreza. A multiplicação populacional era temida e medidas de controle foram abraçadas por muitos países como a maneira mais coerente de diminuir a fome e a pobreza. Era a lógica estúpida do curral limpo. Quer o curral limpo, não tenha vacas, ora.

Desde então o crescimento econômico fenomenal da China e da Índia, seguidos de inúmeros estudos como os do indiano Amartya Sen, provaram que a história era diferente. A população numerosa cria riquezas ao invés de destruí-las. População e riqueza tem uma relação direta e não inversa.

Mas os milhares de dólares que promovem o aborto e métodos contraceptivos continuam fluindo no terceiro mundo. Helen Alvare comenta que a razão por trás do investimento ininterrupto em contraceptivos para os países pobres é a crença predominante de que a expressão sexual é um direito humano como o direito a alimentação e ao abrigo, e este direito não deve ser perturbado por este “problema” que é a concepção.

O grande alvo de organizações humanitárias feministas é darem as mulheres pobres o direito de fornicarem tanto quanto os homens sem que tenham que se ocupar do pormenor desagradável de gerar filhos. Estudo, emancipação econômica, saúde pré-natal? Não nada disto é tão importante quanto o direito à fornicar-se promiscuamente, abundamente, e esterilmente.

No Brasil o homo-eroticus já é a nossa definição essencial, que está nos corroendo por dentro faz tempo.









Braulia Ribeiro colabora com o Genizah



 

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