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Morre o pastor mais odiado da América e os ativistas gays não fazem protesto em seu funeral





Morreu nesta quinta-feira (20/03), de causas naturais, Fred Phelps, o fundador e pastor da Westboro Baptist Church em Topeka, Kansas. Phelps era líder da família mais odiada da américa, honraria inicialmente atribuída em título de um documentário de Louis Theroux da BBC, distribuído mundialmente.

O documentário da BBC deu projeção internacional a Phelps

Phelps  fundou a sua seita controversa em 1955 mas esta só  ganhou notoriedade nos últimos anos.   A igreja de Westboro, na verdade um clã de ativistas, já que a congregação se resume basicamente à família Phelps, ganhou  visibilidade por seus piquetes radicais anti-quase_tudo, em especial,   anti-gays e pelos cartazes pitorescos com dizeres: Deus odeia as bichas (e variações) e quase tudo o mais no planeta Terra, incluindo todas as outras igrejas e denominações.  Já a fama mundial da Westboro Church,  aconteceu quando a fúria dos Phelps se voltou contra o governo estadunidense, as Nações Unidas , Hollywood, as forças armadas do seu país e todos e quaisquer grupos, países ou instituições que os Phelps imaginassem apoiar a agenda gay, o aborto, a idéia de um governo central, impostos, democracia e uma longa lista de perigos do manual dos  teóricos da conspiração. A partir deste momento, a família começou a fazer piquetes em enterro de gays,  soldados norte-americanos mortos em ação (heterossexuais, diga-se) e até no funeral de vítimas de ataques terroristas (crianças, inclusive). 



 Phelps odiava um vasto espectro de grupos e instituições, de judeus a soldados do seu próprio país, gays, latinos e até o McDonald's.  Phelps atribuía a Deus a cumplicidade em todos os seus ódios nos cartazes que levava  em suas demonstrações públicas, ajudando a construir uma imagem muito negativa dos cristãos na mídia. 

A  escatologia dos Phelphs afirma que tudo o que de ruim acontece nos Estados Unidos  hoje é fruto da ira de Deus contra o país em função do governo apoiar os gays e outras abominações.  A recente multiplicação de flagelos sobre o país (terrorismo, crise econômica, guerra do Iraque e até o sucesso de Lady Gaga -sério, gente) são indícios irrefutáveis  da iminente volta de Cristo. Vai dai, que não faltaram cartazes dos Phelps agradecendo a Deus pela morte de soldados americanos na guerra do Iraque, pelo sofrimento das vítimas dos ataques de 11/09 e até pela vida abençoada dos atiradores do Massacre de Columbine, responsáveis pela morte de crianças e professores em uma escola do ensino fundamental.

Parênteses para um café amargo



O nosso Phelps amarrando os gays...
Duro é pensar que este tipo de expressão religiosa paranóica não está tão distante da nossa realidade. Aqui mesmo, quase entre nós, nesta blogoesfera evangélica, há o Sr. Julio da Silva Vix, nome de batismo do blogueiro conhecido pela alcunha de Severo, proto-homenagem ao famoso general Sexto Júlio Severo, o mais bravo entre os generais de Roma que, brilhantemente, diante do cenário de guerrilha semi-urbana na terceira guerra judaico-romana em 132 dC, transformou  os legionários em guerrilheiros a fim de sufocar a revolta na Judéia. Pura audácia de um general do exército mais disciplinado do seu tempo,  de tradição tática rígida e acostumado a batalhas campais. Um homem pronto a arriscar tudo para derrotar o seu inimigo em seu próprio jogo. Ou seja, um empréstimo de legado bem pretensioso e imerecido da parte de  um camarada que gosta de atacar covardemente reputações, por atrás de um computador, escondido em um buraco na America Central, sob o manto de um codinome e confortavelmente sustentado por integrantes do movimento apostólico neopentecostal brasileiro. Fácil, não?


Seja como for, o parênteses me ocorreu porque foi justamente por conta de uma afirmação de Júlio, à la Phelps,  Deus odeia os negros haitianos (sic) que eu me tornei alvo da fúria do nosso severinho… Foi a minha primeiríssima altercação com a criatura. Um artigo meu  criticando uma declaração  atribuindo o terrível terremoto no Haiti em 2009 a uma  vingança de Deus contra o vodoo dos negros haitianos, diga-se, amaldiçoados desde o VT. Na visão do blogueiro discípulo de Fred Phelps e Pat Robertson, os negros eram a bola da vez na sinuca de Jeová Serol.

Os Phelps alegam ter realizado mais de 7.000 protestos

Voltando ao Phelps...

Obviamente, os piquetes agressivos em enterros de soldados, tidos pela maioria dos norte-americanos como heróis da pátria, despertaram os sentimentos mais negativos junto a opinião pública. 


Tanto assim, que após repetidas cenas de protestos odiosos, sempre com cartazes ofendendo os mortos, fossem soldados ou vítimas de alguma tragédia nacional, diversos estados estadunidenses e o próprio Capitólio sancionaram leis proibindo protestos em enterros. Para nós, brasileiros, acostumados com a falta de respeito pelas nossas liberdades civis isto pode parecer até pouca coisa, medida mais do que cabível a fim de preservar as famílias em luto, mas na Land of the free, a imposição de qualquer obstáculo à liberdade de expressão é toque de navalha sobre o nervo exposto da cidadania. Bem assim,   a batalha pelo direito de protestar nos funerais chegou ao Supremo. A decisão favoreceu os protestos, com base na liberdade de expressão, e passou a impedir que as famílias dos mortos, cujos os enterros fossem piqueteados, pudessem processar e pedir indenização aos Phelps.

Nem mesmo os astronautas dos ônibus espaciais acidentados foram poupados.

A partir dai, os Phelps passaram a viajar aos poucos estados americanos sem leis estaduais contra os protestos em enterros e seguiram atormentando as pessoas em seu momento de luto até em locais distantes como o Havaí.

Tanta certeza da sua própria justiça não manteve a família Phelps unida. Eventualmente, o zelo infinito ao padrão incansável e a ausência total de misericórdia para com quem quer que fosse, mesmo se da família, redundou em diversas divisões e exclusões dentro do clã. No fim das contas, Fred condenou à danação eterna três de seus filhos, alguns genros e noras, muitos netos e até bisnetos. 


De um jeito ou de outro ele está em paz. Ou há o Céu ou a paz do completo nada...














A sequencia do documentário de Theroux exibida na BBC oito anos após o programa original mostrou a família dividida pelo ódio ( http://www.bbc.co.uk/news/magazine-12919646 ).  E, no fim das contas, três sinais constrangedores marcaram o final da historia do velho e louco Fred: (1) Um dos seus filhos se tornou ativista pro-gay, mesmo se mantendo convictamente heterossexual, apenas por solidariedade diante da perseguição dada aos gays por  seus familiares; (2) uma da filhas de Fred, que não o abandonou, comunicou a morte do patriarca nas redes sociais (tweet acima) com uma declaração de fé, no mínimo, intrigante; e (3) outro membro da família declarou, uma semana antes da morte de Fred, que este estava em tratamento em um hospício e já não mais fazia parte da igreja, ou seja, tudo indica, o líder do ódio foi vitima do ódio e da loucura de sua própria família e terminou a vida segregado.

Deus odeia tudo e todo mundo odeia Cris (e Fred). 

Reações à morte do homem mais odiado (e odioso)

Para fechar esta matéria, decidimos monitorar as redes sociais nos Estados Unidos buscando por reações de ativistas gays, militares e famílias de veteranos e de vítimas de atentados terroristas, como o 11/09,  a fim de perscrutar as reações destes grupos a morte do homem que tanta dor lhes impingiu em seus momentos de luto. Confesso que esperava coletar manifestações de alegria, vingança e mais ódio, com as quais iria pontuar a narrativa desta matéria-artigo, a esta altura, já alinhavada. Não pude deixar de imaginar se alguns destes grupos estaria planejando fazer piquete no enterro do velho Phelps. Quem os condenaria?



Logo encontrei uma página de soldados americanos lotados no Iraque propondo um protesto quando da eventual morte do bastardo Phelps. Mas a adesão não era grande coisa, considerando que a família batista profanou o enterro  de  centenas de soldados. A página não tinha mais do que 1500 membros no dia 21-03 e o último post, já após a notícia da morte de Phelps, seguia modorrento. Foi, então, que esbarrei em dois posts nas redes sociais que me encheram de esperança e mudaram o tom desta matéria e logo abandonei a busca pelas reações de vingança.

No primeiro post, no Facebook, uma mãe que teve seu filho morto no Afeganistão e em cujo enterro metade de sua família não pode comparecer devido ao circo que os Phelps montaram na porta do cemitério, declarou: O Senhor que me consolou também consolará  esta família e trará verdade a seus corações, se assim for a sua vontade soberana. Eu estou em paz, não hoje com esta notícia, mas desde sempre e já estava assim quando o meu David foi para o oriente médio.


Phelps organizava protestos em funerais de soldados e vítimas de terrorismo e comemorava estas mortes politicamente, sem pensar na dor das famílias.

O segundo post foi no twitter, revelado pela busca associando gays + protestos em enterros + mobilização + Phelps me levou a uma pesquisa online colocada no ar havia poucos minutos por um site gay  chamado QUEERTY. Uma matéria informava a morte de Fred Phelps e detalhava, sob o ponto de vista dos gays, as ações nos piquetes, os dramas dos familiares nos enterros e toda a sua dor, agravada pelas demonstrações, palavras de ódio e cartazes. Ao final, a pesquisa: 

Should We Picket Fred Phelps’ Funeral? (Devemos fazer piquete no funeral de Fred Phelps?)

Ao opções eram:

- Sim! Vamos dar ao homem um gostinho do seu próprio remedio.
- Não. Esta é a nossa oportunidade de fazer a coisa certa.
- Ignoremos o seu funeral. Ele já esteve muito tempo no centro das atenções.

Ao lado dos botões de votação, havia o botão de resultado parcial. Confesso que cliquei esperando por vingança. Encontrei misericórdia. Mais de 70% dos votantes, todos presumidamente gays, dada a natureza do site e o pouco tempo de divulgação da pesquisa garantindo que a mesma não sofreu o viés de respostas dadas por ativistas externos, preferiu fazer a coisa certa: ignorar Phelps; perdoa-lo;  ou, simplesmente, não perseguir a idéia de  piquetear o seu enterro por vingança.









Sabemos que a atitude padrão dos ativistas gays não tem sido a conciliação – esta ai o Sr. Jean Willys sempre disposto a jogar gasolina no fogo e atacar os evangélicos. Mas, aqui, nós, cristãos, mesmo sem concordar com o estilo de vida dos gays, estamos sendo admoestados pela boa atitude de ímpios. Há algo para aprender.


O ódio do homem e o ódio de Deus 

– Phelps não conhecia o caráter de Deus

O homem odeia quem, ou o que, se lhe opõe aos valores, aos interesses, às preferencias, às vontades, às opiniões e à moral, todos forjados segundo a nossa natureza caída. 

Nossas justiças são como papel higiênico usado (Isaías 64:6). Podres. Fétidas. Nulas. O ódio do homem é, portanto, a oposição imperfeita, do ser igualmente imperfeito -sempre injusto, imoral e contrário a tudo o que se opõe ao seu coração egoísta e perverso, ainda que seja o que é santo.

Todo ódio do homem é um sentimento do anti-Cristo, sempre imperfeito. E quando sentimos repulsa pelo pecado? Este é imperfeito também? Não. Mas este sentimento não tem origem em nós, mas no Espirito de Deus que habita em nós. Estamos amasiados com o pecado, nele nos deleitamos. Somos contra Deus. Apenas o Amor Dele nos faz dignos. 

Já a IRA de Deus, o ódio de Deus contra o pecado (e o pecador!) é a Sua repulsa a tudo o que não é santo (ou santificado pelo Cordeiro). Deus é santo e Ele só conhece a Justiça, logo, não há comparação entre a IRA de Deus e o ódio humano. A Sua Ira é expressão mais do que legítima da Sua Justiça Perfeita. Não há vestígio sequer de coisa alguma em comum nas duas naturezas. Não há harmonia entre Cristo e Belial. Nem deveríamos usar as mesas palavras para expressar uma coisa ou outra. Quando fazemos isto, pregamos o engano.

Phelps nunca entendeu isto e declarou o ódio de Deus contra os que sofriam o seu luto, enquanto enterravam os seus entes queridos, contra os pecadores e também contra inocentes. Sim. Deus abomina o pecado, mas quando vier o julgamento, segundo a Sua reta justiça, os renascidos contarão com o Advogado, que desde a fundação do mundo escolheu a Cruz e, certamente, hoje está ao lado dos que sofrem, pois as Suas misericórdias se renovam a cada manhã. 

O juízo de Deus virá, mas, por hora, seja como for, não nos cabe, nem mesmo, sondar os propósitos de Deus, tanto mais ousar desvendar o que foi, ou não, o Seu juízo e ainda colocar os nossos veredictos na conta de Deus! Ai de quem assim o faz!









 
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