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Mark Driscoll: Ninguém resiste a um pastor trapaceiro pedindo perdão com chororô

Errar é humano. Pedir perdão é nobre. 


E o Driscoll não para de fazer besteira. Suas declarações infelizes, muitas vezes preconceituosas se acumulam como as contas de um caloteiro. 

Aqui mesmo neste site, colecionamos várias:


Para cada uma destas pisadas de bola (mais umas três por mês na imprensa estadunidense), Driscoll confia na infinita capacidade dos crentes de perdoar, ou fazer vista grossa aos seus ídolos. Se pedirem perdão com olhos marejados, desgrenhando os cabelos, bom, ai é mui fácil.

Plágio, falsidade declaratória e manipulação de mercado se somam ao acervo de mancadas do pastor moderninho

Pairam feito urubus com disenteria sobre a cabeça dos editores de seus livros, dezenas de acusações de plágio e a descoberta de uma estratégia, no mínimo, antiética para a promoção do seu último livro.

No dia 5 de março a World Magazine (revista cristã estadunidense) denunciou que Marck Driscoll contratou uma empresa de marketing (RSI - ResultSource Inc.) por 210 mil dólares para comprar sorrateiramente exemplares do seu livro Real Marriage em livrarias determinadas a fim de trapacear a amostragem usada para a criação da lista de BEST SELLERS do New York Times. A estratégia fez com que a publicação chegasse ao topo das listas de mais vendidos e garantisse a distinção. Em geral. as editoras logo tratam de ostentar o selo ao lado na capa dos livros indicados, o que funciona como um Oscar para um filme. As vendas aumentam muito pela indicação célebre e o livro passa a vender mais e se manter no topo. 


A empresa de marketing RSI também prometeu ajudar Driscoll a colocar o seu livro no topo das listas do Wall Street Journal de negócios, EUA Hoje Money, BN.com (Barnes & Noble), e nas listas de best-sellers Amazon.com. Todas estas práticas são consideradas abusivas pelo mercado e as tentativas de malversação destas listas costumam redundar em processos judiciais. 

A imprensa estadunidense não mostra condescendência alguma  com este tipo de trapaça. E, como se soma a isto diversas acusações de plágio na obras de Driscoll, o pastor deve esperar por ataques violentos. A sorte de Driscoll é que ele sempre poderá usar do super-trunfo evangélico e dizer aos seus 14.000 membros na Mars Hill Church que ele está sendo alvo de perseguição religiosa ou das armadilhas de satanás. É só escolher.

Após a denuncia, diante do escândalo, Driscoll colocou os seus assessores de imprensa para divulgar uma carta chorosa na qual o pastor pede perdão por seus malfeitos no segmento literário e promete não mais perseguir o sonho de ser celebridade mundial. A estratégia parece surtir efeito na mídia cristã. As matérias sobre os acontecimentos têm focado mais na carta de perdão do que nas trapalhadas do autor no ramo literário. Alto lá! Trapalhadas é o termo errado. Driscoll roubou parte de conteúdo de terceiros para produzir os seus livros e depois usou de trapaça para promover estes mesmos livros. Estas denuncias devem redundar em ações civis e criminais e, claro, muito prejuízo para os seus editores.




Dois pesos e a mesma medida

Dia destes, nos comentários do site, um leitor perguntou o porquê de sermos tão duros com Mark Driscoll. Respondemos assim:

Driscoll nos parecia muito bem-intencionado, talentoso, focado, bibliocentrico, aberto a cultura e a modernidade, sem comprometer a mensagem. Seus livros e vídeos estão chegando aos mais jovens e trazendo um renovo de público para a obras de teologia reformada. Por isso, nos alegramos! Sem contar que ele é reformado! Santo de casa! Risos! Brincadeira!

Contudo, Driscoll tem decepcionado muito recentemente. Ele está se envolvendo em polêmicas tolas e em questões complicadíssimas envolvendo racismo, preconceito, machismo, homofobia, política, etc. Confessamos que não demos repercussão a metade destas polêmicas, até que não mais foi possível. 

E, pior: Para um pregador que veio oferecendo uma mensagem sem farisaísmo, Driscoll, recentemente, começou a trazer para o púlpito a sua própria versão 2.0 de usos e costumes benfazejos ao seu estilo de vida, mas cheios de ranço de misoginia e homofobia. Atitude inesperada para um pastor que em seu início trabalhou com prostitutas, drogados e gays. 

Finalmente, Driscoll passa a dar grandes mancadas doutrinárias.  Assunto para outro artigo!


Hoje, temos estas questões éticas sérias, para as quais não há o que dizer em sua defesa. Driscoll não esbarra na ética por questões financeiras, mas não nega, ao contrário confessa, ser tão  motivado pela fama a ponto de roubar a propriedade intelectual de outros e usar de expedientes antiéticos para se promover. 

Diante do exposto, apesar da simpatia e da proximidade doutrinária, nós aqui do Genizah somos obrigados a manter a coerência com tudo o que fazemos neste site. Se a admoestação não é bíblica e para a promoção da sã doutrina e refutação das falsas doutrinas, que assim seja. Do contrário, que não se refute ninguém. Que não se denuncie ninguém. Que não se alerte a igreja a respeito de ninguém ou qualquer falsa doutrina ou práxis deletéria, venha esta do meio neopentecostal, calvinista, pentecostal, etc. Agora, se valem as recomendações do apóstolo Paulo e a tradição dos Profetas, não há refresco e nem desconto. Ou para quem preferir o latim: Qui refresquis cunnillis patus, laguna est.





 

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