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A estrela gospel e a prostituta


Digão


Jesus propôs a seguinte parábola aos seus ouvintes:


Duas mulheres subiram à igreja para orar: uma, estrelinha da música gospel, e a outra, prostituta.




A estrelinha, de pé, agitando suas jóias que corariam Hebe Camargo, assim orava consigo mesma: 



- Ó Deus, graças te dou porque não sou como a ralé dos demais mortais, infiéis no dízimo, questionadores da revelação dos homens de Deus, incrédulos da nova unção semanal, nem ainda como esta prostituta. Jejuo duas vezes no mês num maravilhoso spa em Campos do Jordão, divulgo tudo quanto faço através da minha assessoria de imprensa, faço meu público pensar que gravar com Michael W. Smith, e não refletir Teu caráter, é o objetivo máximo em minha carreira (que os outros pensam ser ministério), apareço no programa do Luciano Huck e dou o dízimo de tudo quanto ganho (menos daquele cachê abençoado do cruzeiro gospel pelo Caribe), mesmo que o dízimo não seja para ajudar o pobre e a viúva mas sim para construir um centro de convenções com pista de pouso para helicópteros cheios de unção, para o louvor, a honra e a glória da denominação.





Mas a prostituta, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo:




-  Ó Deus, sê propício a mim, a pecadora!




Digo-vos que esta, a prostituta, desceu justificada para sua casa, e não aquela, a estrelinha gospel; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.



Digão acha triste essa tosca manipulação midiática gospelenta de hoje em dia, para o Genizah

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