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Manifesto evangélico




O mundo caótico e injusto em que vivemos sempre demanda reflexões e ações, para dentro e para fora da igreja. Qual seria uma agenda adequada de atuação para nós, evangélicos, neste momento da história? O que deveria ser claramente expresso e pontuado pelo povo de Deus perante a sociedade brasileira em geral? Parece ser este o momento adequado para expressar um manifesto evangélico, alistando aquilo em que cremos e reivindicamos:

1. Nós, evangélicos, cremos na sacralidade da vida


Homem e mulher foram criados à imagem e à semelhança de Deus, isto é, têm origem e características divinas (imago Dei). O relato do Gênesis nos afirma que o homem abandonou o relacionamento privilegiado que mantinha com seu Criador – no entanto, o homem continua como objeto do amor de Deus, amor este demonstrado historicamente pela morte de Cristo em nosso favor. Jesus Cristo nos convida a amarmos uns aos outros. Deus é afrontado quando o homem sofre por causa da injustiça; a vida humana é sagrada e, qualquer um ser humano sofre qualquer violência, isso constitui uma afronta contra Deus. Por isso, apoiaremos todas as iniciativas públicas e privadas que promovam a vida e proporcionam condições dignas aos brasileiros.

2. Nós, evangélicos, afirmamos a necessidade de justiça


Reafirmamos os princípios básicos do Direito, que afirmam que todos são inocentes até prova ao contrário. Porém, assistimos, estarrecidos, de um lado inocentes previamente condenados por meras suspeitas; e de outro, vemos criminosos saindo impunes dos casos mais escabrosos. Poderes econômicos e políticos, a serviço da corrupção jurídica, levam à impunidade. Não se pode construir um país sem justiça, sem equidade, sem direito. Nós, evangélicos, queremos justiça para os políticos e policiais corruptos; para os criminosos de colarinho branco, que enriquecem ilicitamente; para os assassinos de todo tipo, tanto os que matam para roubar como os que o fazem por pura crueldade. Para tanto, exortamos os homens de bem, evangélicos ou não, a não aceitarem suborno e a agirem com equidade e justiça. Por isso, apoiaremos todas as iniciativas de moralização do aparato político e jurídico no Brasil.

3. Nós, evangélicos, cremos na justiça divina


As Escrituras afirmam enfaticamente os termos da justiça divina e a inevitabilidade do comparecimento de todos os homens diante de Deus para julgamento. O juízo de Deus condenará todas as situações de idolatria, injustiça, opressão, imoralidade, usura, corrupção e a falta de solidariedade humana para com os destituídos, necessitados e oprimidos. Não existem indivíduos, estruturas nem poderes temporais ou espirituais que não estejam sujeitos ao Juízo Final. Muitos escapam da justiça humana, ainda mais dentro de um sistema iníquo que beneficia os poderosos – sabemos, no entanto, que todos os homens comparecerão diante do trono de Deus para receber, na eternidade, segundo suas escolhas, atitudes, atos e ações.

4. Nós, evangélicos, cremos no poder transformador do Evangelho


Sabemos que o Evangelho tem poder para transformar o coração do homem, dando-lhe parâmetros e motivação para um engajamento sério na busca por justiça, paz e retidão moral e condição para ser instrumento de transformação de estruturas e sistemas iníquos. O Evangelho em que cremos afirma que todos os homens pecaram e, por isso, Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz e assim oferecer salvação e vida nova a todos os que nele crerem. Nosso compromisso maior é com a propagação destas boas novas, pois almejamos que todos, inclusive nossas elites e lideranças, sejam tocadas pelo amor de Deus

5. Nós, evangélicos, cremos na restauração final de todas as coisas


As Escrituras nos asseguram que a história caminha de forma irreversível para o domínio de Jesus Cristo sobre toda Criação. Sim, o seu Reino de justiça e paz já está entre nós, e virá de forma definitiva na consumação dos tempos. Por isso, olhamos para a ressurreição de Jesus como o acontecimento mais importante de todos os tempos, por revelar que o pecado e a morte não prevaleceriam. Enquanto aguardamos a vinda do Senhor, quando o mal será vencido de forma completa, atuamos no mundo como cidadãos cristãos cheios de esperança, portadores da mensagem do Reino de Deus, que virá de forma definitiva e eterna. Então, tudo será restaurado e o mal será erradicado. Queremos, como evangélicos, ser parte desta restauração, experimentando aqui e agora sinais de justiça e paz entre os brasileiros.



Osmar Ludovico pastoreou, nos últimos trinta anos, as Comunidades de Jesus em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Estudou no seminário Palavra da Vida, em Atibaia, e participou de cursos com John Stott, na Inglaterra, e com Hans Bürki, na Suíça. Atualmente dirige cursos de espiritualidade, revisão de vida e seminários para casais, pastores e missionários no Brasil e no exterior. É casado com Isabelle, pai de Priscila e Jonathan e reside em Cabedelo, na Paraíba.






http://www.cristianismohoje.com.br/colunas/carlos-queiroz/a-mensagem-de-salvacao-nao-pode-ser-um-mero-produto-ao-gosto-do-fregues



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