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Evangélicos, Policial e Filha Gays Organizam Casamento Duplo em Santa Catarina

Casamento duplo será realizado no dia 19 de abril
(Foto: Arquivo pessoal)
Garota de 23 anos vai se casar com namorada no dia 19 de abril.
Elas farão cerimônia conjunta com o pai de uma delas, em Sombrio.

Joana Caldas

No dia 19 de abril, um duplo casamento gay de uma mesma família será realizado em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. 

Laise Homem, conhecida como Gai, e a namorada, Akristian Morretti, vão se unir em cerimônia conjunta com o pai de Gai, Elvio Zico, e o namorado dele, Neliton Langer. O duplo matrimônio não foi planejado, mas os dois casais estão felizes com o resultado. "Vai ser muito legal", destacou Elvio.

Gai e Kris, de 23 e 24 anos, respectivamente, se conheceram em Balneário Gaivota, no Sul catarinenese, em dezembro de 2011. 


Elas vivem juntas há dois anos na cidade gaúcha e, desde abril do ano passado, estão oficialmente em união estável. A decisão de fazer um casamento único partiu de uma proximidade de Gai com o pai, que vive em Sombrio.


"Ele decidiu que ia fazer o casamento em 19 de abril. E eu já tinha vontade [de me casar]", conta. Assim, Gai e Kris resolveram marcar a cerimônia na mesma data.

A história de Elvio, de 45 anos, e Neliton, de 24, começou há quatro anos, na rodoviária de Sombrio. Elvio é policial civil e dono de uma loja de roupas onde Neliton trabalha.

Família

Elvio afirmou que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito no trabalho, mas que encontrou alguma resistência da família.


Elvio e Neliton se conheceram na rodoviária de
Sombrio (Foto: Arquivo pessoal)
"Talvez imaginavam que nós mudaríamos nossa maneira de ser. Mas viram que é algo sério, então ficou tranquilo", disse o policial.

Gai contou que o pai foi casado com a mãe dela por 25 anos, e a separação veio em 2007. A garota tem outras duas irmãs mais novas, de 21 e 20 anos.

"Eu já era adulta, a gente entendeu. A gente sempre fica triste, mas depois aceita", contou Gai. Sobre o relacionamento dela com Kris, a jovem disse que "no começo foi complicado" para as irmãs entenderem. "A gente era evangélico, mas hoje todo mundo entende e respeita", ressaltou.

 Aos 15 anos, Gai deixou a igreja, na qual a família era presença constante. O pai fez o mesmo, tempos depois. "vamos à igreja hoje em dia. A gente acredita em Deus, tem fé, mas tem muita coisa na igreja que a gente não concorda", contou a garota.





 

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