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Entrevista Exclusiva: Marco Feliciano fala sobre eventual disputa pelo senado, o rótulo de direita e a demonização na política




A imprensa noticiou esta semana que o deputado Marco Feliciano considerava disputar o mandato de senador nas próximas eleições. Segundo informações divulgadas, o deputado acreditava poder herdar o voto mais conservador, caso José Serra não estivesse no pleito. Como se sabe, Serra não usa e nem desocupa a moita da indicação para a disputa pelo senado pelo PSDB e há quem diga, ainda aspira ser o nome na chapa do partido à disputa pela presidência no lugar de Aécio Neves.

Nesta quarta-feira, Lauro Jardim em nota em sua coluna online na Veja informou que Silas Malafaia apoiaria eventual candidatura de Feliciano ao senado. Na sua habitual verve, Malafaia teria declarado: Se ele (Feliciano) tiver o apoio dos evangélicos e daqueles que pregam os valores da família, pode vir  Serra,  Meirelles… Não tem para ninguém.

Marco Feliciano constrói no cenário político um estereótipo já conhecido e provado em outros cenários acerca do povo evangélico: Feliciano cresce na sova, como massa de pão. Quanto mais apanha, mais cresce. Você pode não gostar de suas ideias, de sua teologia e até do seu estilo, mas não dá para deixar de concordar que Feliciano tem um raro instinto de sobrevivência e resiliência admirável. O deputado-pastor experimentou um dos maiores linchamentos públicos já sofridos por um político brasileiro. Feliciano foi acusado de tudo: De reacionário à homossexual enrustido. De estúpido à incapaz. E, bem assim, emergiu politicamente muito maior do que era. Feliciano é um nome nacional e irá agora ser aferido nas urnas.

Na entrevista EXCLUSIVA ao Genizah, Marco Feliciano surpreende ao assumir o rótulo que poucos políticos brasileiros têm coragem de exibir: O pastor-deputado informa, sem rodeios, que é de DIREITA e acredita que há uma parcela considerável da população engajada neste ideário, sem a devida representação parlamentar.

GenizahDeputado, você se assume de direita, coisa rara na cenário político nacional onde a despeito da real orientação de muitos políticos, estes parecem querer fazer crer que o espectro político começa do centro para a esquerda... Faltam políticos de direita ou apenas os que assumam sê-lo?

Falta não apenas no Parlamento, mas acredito, em todo o Brasil, políticos de Direita,ou melhor, políticos de OPOSIÇÃO, digo isso porque a palavra direita foi DEMONIZADA. O PT toma café da manhã com o PMBD, almoça com o PSDB e janta com o PSB. O DEM perdeu forças. Acabaram os partidos de verdadeira OPOSIÇÃO.

Genizah - Procede a sua intenção de disputar a vaga de senador por São Paulo em 2014? Qual é a sua avaliação do cenário da disputa?

No Senado, a casa ALTA, temos três senadores evangélicos e nem todos lutam pela nossa ideologia-filosofia-princípios-valores cristãos. Por esta razão, acharia importante disputar o senado. 

A problemática toda é que neste ano teremos apenas uma vaga por Estado, ao passo que em 2018 serão duas vagas por Estado. Pelo último senso do IBGE temos no Estado de São Paulo cerca de seis milhões de evangélicos. Há oito anos esta mesma vaga "custou" quase nove milhões de votos. Eu acredito ter crescido politicamente entre os eleitores conservadores, o que me daria uma chance real para pleitear esta cadeira. Todavia o cenário não esta totalmente desenhado, não se sabe os nomes que poderão vir a disputar a vaga . Cogita-se o nome de Eduardo Suplicy, José Serra, Netinho de Paula. Até o de Kassab, embora este ultimo afirme vir a Governador o que não se sabe.

Em função deste cenário duvidoso, acredito ser mais prudente tentar uma reeleição para Deputado Federal, uma reeleição que seja bonita, numa busca de muitos votos.

GenizahAlém da disputa por duas vagas, qual seria o cenário ideal para que você se engajasse na disputa pelo senado, como foi ventilado na imprensa?

Além da definição dos outros candidatos com chance de conquistar voto conservador, veria com bons olhos disputar com Suplicy. Se fosse só ele, seria uma disputa interessante, afinal pesa contra ele ser do PT (como mensalão!). Some ainda o desgaste de mais de 20 anos como senador que nada fez por SP e o sobrenome “Suplicy” que está demonizado entre os cristãos de SP por conta das peripécias políticas de sua ex-companheira.







 
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