681818171876702
Loading...

A nova Lagoinha foi pra o brejo: Revogado em definitivo projeto de lei autorizando a igreja dos Valadão a comprar três ruas em BH a fim de construir seu mega templo


Projeto de mega templo não ameaça mais terrenos legalizados de moradores humildes

 POR Mariel Marra

Foi revogado definitivamente na última quarta (18) o projeto de lei municipal que permitiria a igreja Batista da Lagoinha comprar três ruas em Belo Horizonte.

Entenda o caso: Foi anunciado no dia 1º de maio de 2011, pelo Pr. Márcio Valadão, o projeto arquitetônico de um mega-templo com capacidade para 35 mil fiéis, praça de alimentação de 7 mil m² e uma torre de oração de 23 metros de altura, a qual teria inauguração prevista para o final de 2014; E este projeto previa a compra de três ruas no bairro S. Cristóvão em Belo Horizonte/MG por meio de um audacioso projeto de lei municipal, o qual consequentemente impediria o acesso de duas famílias carentes as suas casas, onde residem a mais de 50 anos; Algo que fatalmente forçaria tais pessoas venderem seus imóveis a preço de banana para a própria igreja, para que pudessem construir um estacionamento.

Entretanto, este projeto de lei absurdo e imoral, proposto em 2011 por um ex-vereador que também era membro da igreja, ele foi paralisado liminarmente em 2012 na Câmara Municipal de Belo Horizonte, cujo Mandado de Segurança foi finalmente concedido, revogando definitivamente todos os atos processuais legislativos realizados após a fase de instrução do Projeto de Lei 1802/2011 (Autos nº 2585334-79.2012.8.13.0024 - TJMG).

Valadão e o seu "vereador de estimação"o Sr.  João Oscar (PRP)

A vitória dos moradores do bairro S. Cristóvão foi conquistada devido ao vereador Iran Barbosa, que sensibilizado pela situação, impetrou o Mandado de Segurança denunciando os vícios do referido projeto e a flagrante injustiça.

E com isso, agora a igreja terá que alterar seu projeto arquitetônico, ou tentar adquirir os imóveis por meios lícitos, já que a gigante não conseguiu “engolir” os moradores conforme pretendia.

OPINIÃO: Como cristão, evangélico e teólogo vejo que foi o próprio Deus quem colocou a mão nesta causa e impediu que Lagoinha edificasse um templo dedicado a Ele as custas de tamanha injustiça contra quem sequer tinha meios de se defender. Ele é Santo! Jamais receberia louvor e adoração, vindo de um lugar construído sobre alicerce de injustiça. E como operador do Direito sinto-me particularmente realizado por ter auxiliado neste processo para que justiça fosse feita. Momentos assim fazem valer a pena os anos de estudo, as horas de sono perdidas e todas as demais privações. Nos fazem acreditar que ainda há justiça entre os homens e que o próprio Deus intervém quando nós buscamos antes de tudo a justiça do Reino, a qual é muito maior do que os interesses vaidosos de qualquer instituição.



LEIA MAIS


Político da Igreja Batista da Lagoinha quer dispor de bem público para beneficiar sua igreja

Tribunal de Justiça Corta as Asas da Igreja Batista da Lagoinha






 

política 1528887255823535550

Postar um comentário

Página inicial item

Siga por e-mail