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José Júnior diz que advogados atuam como 'pombos-correio' de facção no Rio

Marizilda Cruppe/Revista Trip

FOLHA

MARCO ANTÔNIO MARTINS do RJ

O coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, acusou nesta quarta-feira dois advogados de participarem do planejamento dos ataques realizados pela facção criminosa Comando Vermelho em diferentes pontos da cidade do Rio em 2006 e 2010.

As acusações foram feitas durante o depoimento prestado por Júnior na sede da Defensoria Pública da União, no centro do Rio.

Os nomes dos advogados foram revelados por Júnior apenas no depoimento. Ele não revelou aos jornalistas quem seriam eles.

"Existem advogados que são pombos-correios do tráfico. Neste caso aqui, há dois que estão envolvidos nos ataques praticados na cidade do Rio. Eles atuam para esse pastor [Marcos Pereira] e, consequentemente, para uma facção criminosa [Comando Vermelho]", afirmou.


Em 5h10 de depoimento, José Júnior falou, via videoconferência, a uma comissão interna formada no presídio federal de Catanduvas (PR).

O grupo formado por seis pessoas avalia uma punição para o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-mar, detido na unidade. Essa avaliação acontece a partir das acusações de que Beira-mar teria planejado os ataques à sede do Afroreggae, em setembro passado.

Além dos integrantes da comissão e de José Júnior, a audiência contou ainda com a presença de Fernandinho Beira-mar e do traficante Márcio Amaro Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado pela polícia como chefe da facção criminosa Comando Vermelho.

Os dois traficantes estavam acompanhados de seus advogados. Beira-mar e Marcinho VP negaram a participação nos ataques ao Afroreggae e a José Júnior.

"Foi papo de homem. Já sei que o Fernando Beira-mar não participou disto. Falei para ele que o trouxeram para uma guerra que não é dele. Agora, o Marcio VP [Márcio Amaro Nepomuceno] está envolvido. Ele nega. Então, vai ter que provar que não tem nada a ver com isso", disse José Júnior.

Segundo ele, a prova do traficante seria com a interrupção de ameaças que tem sofrido desde então. De acordo com José Júnior, as ameaças contra a sua vida não param desde que ele fechou a sede da ONG no Complexo do Alemão e acusou os dois traficantes de estarem por trás dos ataques ao Afroreggae.

"Continuo dizendo: o pastor Marcos Pereira é a maior mente criminosa do Rio. O pastor juntou um tripé religião, política e crime organizado, o que o torna muito perigoso. Ele manipulou e trouxe o Beira-mar para uma guerra que não é dele. Fez isso pelo status e pela marca que o Fernando Beira-mar representa. Eu não brigo com ninguém", afirmou José Júnior.

O pastor Marcos Pereira, 56, está preso em uma unidade do sistema penitenciário de Gericinó, zona oeste do Rio. Ele é acusado de estupro e tráfico de drogas. A reportagem não encontrou a defesa do pastor para comentar o caso.

O pastor foi preso no dia 7 de maio deste ano por policiais civis em São João de Meriti, Baixada Fluminense. Para o pastor havia mandado de prisão expedido por suspeita de abuso sexual de seis fieis, entre elas, sua ex-mulher.

Os crimes, segundo a polícia, teriam ocorrido no apartamento onde ele mora, em Copacabana, zona sul do Rio. O imóvel, que fica na avenida Atlântica em frente à praia, está avaliado em R$ 8 milhões.





 

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