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Robert Rey, o Dr. Hollywood, quer disputar com Marco Feliciano a presidência do Brasil

Filiados ao mesmo partido, famosos e evangélicos Marco Feliciano e Dr Rey desejam disputar a presidência do Brasil. Por que Deus?


Showman e candidato a deputado federal, o médico revela sua trajetória movida por vingança, seus planos na política e ainda deixa escapar a ruína de seu casamento com uma miss canadense



IG Gente 

Vinícius Ferreira



Ele se diz um dos cirurgiões plásticos mais famosos e bem pagos do mundo, é apresentador de três programas de televisão - um no Brasil, outro na Itália e mais um na França -, dono de uma empresa que vende uma infinidade de cremes e acessórios de beleza na internet e vizinho de porta de estrelas como Demi Moore , Lady Gaga e Fergie .

Mas Robert Rey ainda não está realizado. Ele acredita ter como missão elevar os latinos ao primeiro mundo. E tal predestinação, que ele garante ter começado ainda em Ilhabela, litoral Norte de São Paulo, onde cresceu, ganhou um alicerce perigoso com o passar dos anos: a vingança. Seu nome artístico, escrito exatamente como rei em espanhol, logo mostra essa ambição, que começa a ganhar forma desde que se mudou definitivamente para o Brasil de malas, ternos caros e joias, com o sonho de governar o país.

Reconhecendo o perigo, e até se envergonhando de ser movido por esse sentimento de rancor, Doctor Rey conta em entrevista ao iG que tudo o que conquistou foi para provar para si e para os estrangeiros - chamados de “gringos” por ele -, do que o "pobre latino com duas passagens pela polícia antes dos dez anos" era capaz.

Confiante, ele explica como já cumpriu algumas etapas dessa reviravolta de vida, que começou aos 12 anos quando foi adotado por missionários americanos. “Entrei em medicina em Harvard para dar credibilidade ao "filho da faxineira". Precisava também ser independente financeiramente, por isso vendo 18 produtos no mundo todo. Queria fama, por isso faço programas de televisão. Casei com uma gringa Miss, que é linda e por isso não é difícil de amar, porque eu precisava de uma família, e para provar para os gringos que podia casar com uma deles. Tudo que fiz foi para me preparar para a minha predestinação de elevação."

Nem sempre foi assim. Rey diz que passou 20 anos com vergonha de ser latino, de ser brasileiro, condição que ainda "conseguia esconder por não ser moreno". Também diz que o pai brasileiro era um monstro - "e esse é o adjetivo mais leve que eu posso te dizer. Quantas e quantas vezes eu vi minha mãe desmaiada na sala". Foi humilhado, inclusive, pelos colegas de Harvard. “Minha namoradinha de lá viu minha carteira aberta e descobriu que meu nome era Roberto Miguel Junior. Nunca mais falou comigo. Levei rosas no dia seguinte, ela falou que esperava que eu nunca fosse presidente de nada e bateu a porta na minha cara. Coitada, hoje ela está gorda, feia, sem sucesso e foi obrigada a passar dez anos me assistindo como o cirurgião mais bem-sucedido na TV. Ainda não acabou, eu vou ser o presidente do Brasil.”

Carreira política


Filiado ao PSC (Partido Social Cristão), o mesmo de Marco Feliciano e Celso Russomano , Dr. Rey se lançou em março de 2013 como candidato a deputado federal. “Sou o sangue novo, os novos ares. Tenho formação em política e governo por Harvard, não sou um alienado querendo ganhar dinheiro por aqui. Aliás, dinheiro não preciso, já sou milionário”, diz ele.

Por ele, seu eleitorado já está definido: "Mulheres confiam em mim, assim como jovens e gays. Homens de quarenta nem me interessam, não vou ganhar eleição e dinheiro com eles. Vou ganhar como o Obama, meu calouro em Harvard".

Mesmo deixando claro sua antipatia com os gringos, o médico showman assume que admira algumas políticas estrangeiras. “Tenho que tirar o chapéu, porque lá eles têm a certeza de que vão se aposentar. Aqui no Brasil, é triste ver que vocês terão que trabalhar para o resto da vida, já que a matemática não fecha diante de tantos impostos. Temos que ter segurança e temos que aumentar salários para isso. Um policial ganha US$ 10 mil (R$ 22.500) nos Estados Unidos e aqui, R$ 1.800. Ou seja, temos que aumentar o salário deles para não terem que vender "pozinho" para poder ter uma vida digna.”


Além de ter uma linha própria de produtos e cobrar US$ 5 mil (R$ 12.500) por uma consulta médica, Dr. Rey chega com mais um empreendimento no Brasil: a construção de mil clínicas de estética em cinco anos, que ele chamará de Estética Hollywood. Será um rede de franquias - cada unidade pode ser adquirida por um investimento incial de R$ 99 mil. A primeira será inaugurada por ele em outubro deste ano.

A sócia brasileira no empreendimento é Lovani , mulher de Celso Russomano. "Queremos trazer beleza sem cirurgias, sem cicatrizes - uma vez que o clima do Brasil não ajuda na cicatrização -, de forma econômica. Não quero atender gente rica, isso já atendo muito em Bervely Hills. Quero a mulher que trabalha o dia inteiro, que tá feia”, diz ele.

Aos 53 anos, Robert Rey garante que ele próprio não vai envelhecer. Mas tudo tem seu custo. Ele, por exemplo, usa diarimente um creme que criou a partir de uma substância "cuspida" por uma cobra venenosa da Ásia. "Paralisa os músculos da minha testa", garante. "Quando me colocarem na cova aos 93 anos, vou ter essa mesma cara. No papo, que é muito comum cair, ainda faço duas vezes por ano um laser forte. Acabo passando três dias sem conseguir nem abrir a boca, mas o resultado é indiscutível.”

Família


Se a conta brasileira não fecha com os impostos, a matemática de tempo também não ajuda na hora de entender a vida conjugal do médico. Passando duas semanas no Brasil, onde faz sua política, uma semana atendendo em Bervely Hills e, os poucos dias que sobram, gravando entre Roma e Paris, Dr. Rey deixa escapar o fim de seu casamento com a Miss Canadá Hayley Rey , 38 anos, com quem teve dois filhos, Sydney , 12 anos, e Robby , 8 anos.

“O preço da minha predestinação foi o meu casamento. Mas sou pró-família e não vou me divorciar até meus filhos irem para a faculdade. Eu e Hayley seguimos caminhos diferentes, temos vidas separadas, mas as compartilhamos com nossos filhos”, explica. Ainda assim, garante que é 100% fiel. "Confesso que beijo todas as mulheres que quero, mas nenhuma entra no meu quarto. Chego na beiradinha, mas não violo as leis de Deus.”





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