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Bancada evangélica prepara reação a beijo de jovens em culto de Feliciano



FOLHA

Incomodada com a ação de duas jovens que se beijaram em culto comandado pelo deputado federal e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), a bancada evangélica da Câmara prepara uma reação. A ideia é colocar em votação na Comissão de Direitos Humanos, presidida por Feliciano, um projeto de lei que torna crime tumultuar ou impedir cerimônia religiosa.

A proposta está parada na Câmara desde 2007 e deve ser retomada nas próximas semanas. O texto final ainda está sendo costurado, mas prevê a equiparação dessas ações ao crime de racismo.

O projeto retira o artigo 208 do código penal que prevê detenção de um mês até um ano para quem " escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso".

Pela proposta, quem tumultuar um culto pode ser punido com até três anos de prisão. A ofensiva foi discutida pela bancada em uma reunião realizada na noite desta quarta-feira (18). Ao abrir os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos na tarde de hoje, Feliciano exibiu o vídeo que mostra o beijo de duas jovens em seu culto.

O caso ocorreu no fim de semana durante evento evangélico que reuniu cerca de 2.000 pessoas em São Sebastião, litoral norte paulista.

Joana Palheiros, 18, e Yunka Mihura, 20, foram levadas para prestar depoimento por guardas municipais, que agiram a pedido do deputado.

Um vídeo da confusão foi divulgado na internet. Feliciano pede ao público que ignore as jovens, que são namoradas. "Cachorrinho que está latindo é assim, você ignora e ele para de latir", disse ele, sob aplausos do público.

As duas jovens participavam de um protesto contra o pastor, que reuniu cerca de 20 pessoas. Segundo elas, o clima estava pacífico até Feliciano subir ao palco.







 

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