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A matéria de Milanez, ou Vamos aprender as bases da democracia?

Bráulia Ribeiro


Ontem no seu blog da Revista Carta Capital o “jornalista” Felipe Milanez escreveu o que poderia ser considerado um dos textos mais fascistas da história do jornalismo no Brasil.

Milanez que nesta e em outras ocasiões gosta de encarnar a figura de herói da selva, tentando ser um paladino da defesa indígena não passa de um idiota que não tem a menor ideia do que seja democracia.

O post ataca a iniciativa da Comissão de Direitos Humanos de debater a questão da liberdade religiosa para as populações indígenas, assunto que já deveria ter sido abordado há muito tempo, e um problema legítimo de direitos humanos.

A falácia ad hominem usada constantemente pela mídia brasileira contra os evangélicos no texto de Felipe ganha ares grandiosos e cores históricas. Ele não ataca apenas o caráter de Marcos Feliciano o “capo” da comissão, e ao chama-lo de capo por implicação chama os parlamentares de mafiosos. Mas ele ataca todas as missões religiosas chamando-as sem nem um pudor de etnocidas e genocidas. Milanez conta com a conivência dos meios de mídia para caluniar sem dó e escapar ileso. Não é o primeiro a lograr total imunidade quando ataca os desafetos da mídia e nem será o ultimo.

Se este senhor tivesse um mínimo de interesse na verdade das selvas investigaria a causa de mais de 20 suicídios recentes entre os Suruwahá depois de 5 anos de ausência da famigerada missão JOCUM. Investigaria a atuação da FUNASA na área e a razão porque os índios agora tem acesso a cachaça. Sim pinga, a mardita, a marvada, a danada. O acesso ao álcool este sim é responsável pela destruição do espírito, do orgulho da anima indígena em todo o continente sur-americano. Como a tribo debaixo do “domínio” da missão católica CIMI e da evangélica JOCUM escapou da maldição do alcoolismo durante mais de 21 anos? Como obtiveram acesso ao álcool sendo que sua única ponte com o exterior agora é a FUNASA? Estas são perguntas que um verdadeiro jornalista deveria estar fazendo.

O texto não tem valor argumentativo. Ele se utiliza de algumas citações eruditas, Max Weber, Levi-Strauss para fingir rigor intelectual mas mal disfarça as mais baixas táticas de difamação e confusão lógica para causar as emoções que deseja no leitor: revolta indiscriminada contra o trabalho das missões religiosas nas aldeias.

Num país decente e sério onde se vivesse uma democracia verdadeira um episódio como este seria seguido de um processo civil e talvez até de um processo criminal contra este Milanez. Num país democrático também não se discutiria a validade do argumento deste sujeito. Me parece que o que ele propõe como ideal, o seu “estado laico”, que se tornou na boca de infelizes como ele a mãe de todas as virtudes democráticas, é um estado que controla o acesso de seus cidadãos à religião.

Apenas os “escolhidos” pelo estado, considerados merecedores terão direito à liberdade. Os outros pobre coitados, pobres, burros, negros e índios tem que ser tutelados pelo estado-mãe. Aliás o mesmo argumento ouvi do Jean Willis quando debatia a necessidade ou não de um plebiscito sobre o casamento gay. O deputado representante da minoria minotaríssima de “gays-cool” não acha que os eleitores brasileiros tenham inteligência suficiente para fazer a escolha “certa”. Prefere que a decisão seja feita de cima para baixo. Sem surpresa. O gayzismo e o milanismo querem a mesma coisa, um estado que controle a mente de seus cidadãos.

Que viva o estado fascista, que desejam estes paladinos da justiça esquerdista, pero que viva muy lejos.




Bráulia Ribeiro colabora com o Genizah. Conheça o seu blog pessoal AQUI



Eu confesso que ao ler o artigo da Carta Capital em questão, senti meu sangue ferver diante da malícia ladina com que este pretenso jornalista construiu o seu ataque preconceituoso contra as agências missionárias. Nem mesmo Ronaldo Lidório, escapou das suas aspas preconceituosas . Contudo, confesso o meu embotamento ao constatar que o referido artigo foi reproduzido por um blog  que até ontem, tinha o seu link entre os recomendados do Genizah. Para além de qualquer motivação apologética ou divergência teológica não dá para assimilar um cristianismo de costas para o IDE e esta traição ao movimento missionário. É preciso muita viadagem teológica para se fazer cúmplice desta estocada no coração de tantos valorosos missionários no campo fazendo a Obra, precisando dos nosso apoio, seja de joelhos, seja de mobilização.  O cenário é de perfeição? Claro que não! Testemunhamos desvios pontuais... Mas a generalização é criminosa, injusta. Como apoiar tantas mentiras pérfidas? Como atacar desta forma o esforço do IDE? Lamentável.  Danilo



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