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Jesus no novo filme do Super Homem


Hermes C. Fernandes

Assisti ontem à pré-estreia do filme "Homem de Aço" acompanhado do meu filho Rhuan. Não é segredo pra ninguém o quanto gosto de filmes de super-heróis. Eu tinha oito anos quando foi lançado o primeiro filme do Super-Homem com Christopher Reeve. Desde então, tornei-me fã incondicional do personagem da DC Comics. Ainda hoje me recordo com alegria das vezes em que amarrei uma toalha no pescoço, pus uma sunga por cima da calça que usava na educação física da escola e saí saltando da beliche do meu quarto como se fosse capaz de voar.

De todos os filmes e séries do homem de aço, nenhum superou este último. Não apenas por seus efeitos especiais, mas, sobretudo, pela originalidade do roteiro, que trouxe vários elementos estranhos à história clássica consagrada pelos gibis.

Dentre as coisas que mais me chamaram a atenção, quero destacar o paralelo proposital que se faz com a história de Jesus Cristo. Há um momento de crise em que Clark Kent procura um sacerdote em busca de conselho. Sua imagem sobreposta à de um vitral retratando Jesus foi flagrantemente sugestiva. Como Jesus, ele também foi enviado ao mundo e aos trinta e três anos teve que decidir entre revelar-se ou não ao mundo. Mesmo sabendo que a humanidade não estava madura o suficiente, ele resolve correr todos os riscos para evitar que o mundo fosse destruído por Zod e seus comparsas e se transformasse num novo Kripton.

O diretor do filme afirma que esse paralelo havia sido deixado de lado ao longo dos anos, com as inúmeras variações de histórias contadas do personagem através dos quadrinhos ou do cinema. “A relação entre Jesus Cristo e Superman não foi inventada por nós. Existe desde a criação do personagem. Mas é uma dessas coisas que desapareceram nas últimas décadas", explicou Zack Snyder durante a coletiva de lançamento do filme.

A equipe de marketing da Warner, distribuidora do filme, convidou pastores para assistirem ao longa-metragem. Além disso, preparou material destacando as cenas do filme que fazem alusão à narrativa bíblica sobre Jesus, e o está enviando a pastores dos Estados Unidos para que seja usado em suas pregações. “Como é que a história do Superman poderia despertar nossa paixão pelo maior herói que já viveu, morreu e ressuscitou?”, questiona o material enviado aos pastores.

Kal-El é filho único de Jor-El, que o envia à Terra para salvá-lo da destruição eminente do seu planeta. Em séculos, Kal-El foi o único ser de Kripton nascido de maneira natural, sem a utilização de processo artificial, num incrível paralelo com a concepção virginal de Jesus. Antes de enviá-lo à Terra numa manjedoura high tech, Jor-El consola sua mulher Lara que teme pela segurança do seu filho num planeta hostil: “Ele será um deus para eles”.

Ao chegar a Terra, Kal-El é criado por pais adotivos como Clark Kent, e aos 33 anos, se vê perante um dilema: sacrificar-se para salvar a humanidade de seu inimigo. Jesus foi crucificado na mesma idade, para pagar pelos pecados de todos e garantir salvação. “O que Jesus e Superman oferecem através de suas ações ‘humanas’ e heroicas é esperança”, diz o material enviado aos pastores.

Além deste paralelo proposital, outra coisa me chamou muita a atenção. Antes de enviá-lo para a Terra, seu pai toma um crânio que parecia de um ancestral humano, a que chama de Códex, e colocando-o numa aparato tecnológico, transfere para o corpo da criança o código de DNA de todos os kriptonianos. Quando Zod chega ao nosso planeta, sua intenção é terraformá-lo, transformando-o num novo Kripton e extrair de Clark Kent o DNA do seu povo, trazendo-o de volta à vida. Nunca havia visto este argumento antes. Kal-El (Kent) reúne em seu próprio corpo todos os membros de sua raça. Para mim, este foi o mais incrível paralelo que o filme faz com Jesus Cristo (ainda que seus autores não tenham percebido isso). As Escrituras dizem que na plenitude dos tempos, Jesus reuniu em Si mesmo todos os seres celestiais e terrenos. A partir daí, Deus Se relaciona com a humanidade em Cristo. E é por estarmos "n'Ele" que temos a esperança da ressurreição.

Se não assistiu ainda, aproveite a primeira oportunidade e, se possível, convide os irmãos da igreja para o assistirem, e, depois, debaterem sobre o paralelo entre ele e nosso Salvador. Posso garantir-lhe que vai valer a pena.





Hermes Fernandes é da chapa do Genizah







 

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