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Prefeito de Jundiaí exonera pastor contratado para hospital

PAULO LOPES.COM

Bigardi  agiu em defesa
da laicidade do Estado
O prefeito Pedro Bigardi (foto), de Jundiaí (SP), demitiu o auxiliar administrativo José Adilson Telles depois que um jornal da cidade divulgou que o funcionário, que é pastor, estava ganhando cerca de R$ 2.500 para dar aconselhamento espiritual no hospital São Vicente de Paulo.

Jundiaí tem mais de 370 mil habitantes e fica a 60 km de São Paulo.

Bigardi, que é do PCdoB, reconheceu que muitos pacientes precisam de uma assistência espiritual, mas, acrescentou, a prefeitura não pode contratar um pastor para tal demanda porque o Estado brasileiro é laico.

Ele disse que as portas do hospital estão abertas para os religiosos que desejarem dar um conforto espiritual aos pacientes, mas tem de ser um trabalho voluntário, sem pagamento.

O padre Jorge Demarchi não ganha nada da prefeitura para cuidar da capela do hospital. É a Arquidiocese de Jundiaí que dá ajuda de custo de R$ 700.

Quem contratou o pastor foi o secretário e médico Cláudio Miranda (da Saúde), na foto abaixo, sob a alegação de que o hospital tem a necessidade de conselheiros espirituais de outros credos.

Miranda contratou pastor
para ter votos evangélicos
Uma petição criada na internet contra contratação do pastor argumentou que, se Miranda está de fato preocupado em acabar com o exclusivismo católico, ele deveria, sem nenhum custo, convidar religiosos das várias crenças praticadas no país, e não apenas um sacerdote evangélico.


Na página do Facebook de Miranda, algumas pessoas manifestaram repúdio à contratação do pastor.

Rita Corroul, por exemplo, escreveu: “O senhor está longe de ser aquele dr. Cláudio que eu conheci antes de ser político. Pagar pastor pra dar benção em hospital municipal é o fim dos tempos! Ridículo.”

Miranda já foi candidato a prefeito e, de acordo com seus adversários, ele contratou o pastor para obter votos dos evangélicos nas próximas eleições.

O vereador Rafael Antonucci (PSDB) disse que Miranda deveria gastar recursos para resolver o problema da falta de leitos no hospital, e não contratar um pastor.







 

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