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Estive preso... e não se mobilizaram por mim.


Rubinho Pirola

Recebi com alegria à libertação dos missionários brasileiros que sofriam desde Outubro no Senegal em condições abaixo da crítica.

Foi uma vitória (ainda que provisória) da oração e da mobilização de cristãos que chegaram a ir até aquela nação africana para interceder junto às autoridades pelo nosso pessoal que fazia um trabalho exemplar, embora tenham tropeçado erradamente em questões burocráticas para o legal funcionamento do orfanato que dirigiam.

Como missionário que fui por mais de 16 anos atuando fora do país, sei das agruras de gente que, obedecendo ao IDE de Jesus, deixou tudo - conforto, família, direitos adquiridos na sua terra natal - para serem nada (muitas vezes sem o reconhecimento das gentes que propuseram a ajudar, a socorrer...).

Que não nos esquecemos desses a quem as lutas normais e corriqueiras na nossa terra, doem muito mais e agudamente por lá onde estão. Estou até hoje cooperando para encorajar e a socorrer a irmãos bem próximos em total sentimento de abandono, de desprezo e fracasso, tal o tamanho do preço.

Enviar não é fácil. Receber quem volta também não. Cooperamos com alguns e quando voltam, imaginamo-los confortáveis na sua terra-mãe, esquecendo-nos que o tempo não parou e tudo rodou, a fila andou e leva tempo até que tomem o bonde que não ficou e não está parado nos trilhos...

Lá, o "vamos ver", o "vamos orar"... são muitas vezes, conforme a demora da resposta, uma seta muito mais feridora do que seria quando temos a quem recorrer e a pedir colo.

Numa época de construção de impérios e memoriais aos nossos nomes aqui, nós como igreja, devemos ficar atentos ao chamado supremo de irmos por toda a terra.

E ir, definitivamente não significa mandarmos alguém no nosso lugar, mas irmos junto.

Louvado seja Deus pelos amados do Senegal!




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