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Tudo junto e misturado. Ou não...



Thiago Lima Barros

Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Romanos 13:3-5

A advertência paulina vazada nas linhas acima me veio à mente quando da leitura da carta do senador Roberto Requião (PMDB-PR) em repúdio ao orgiástico comércio da fé patrocinado por Silas Malafaia e outros que tais.

LEIA A CARTA DO SENADOR  AQUI

Afinal, o apóstolo falava de sujeição a um império que matou milhares de irmãos nossos! A real compreensão dessa fala se dá quando lemos o Verbo Encarnado nos mandando amar nossos inimigos e orar pelos nossos perseguidores (Mt 5:44) ou quando o mesmo Apóstolo das Gentes nos ordena observar tudo o que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama e onde haja alguma virtude e louvor (Fp 4:8). Nossa conduta deve ser exemplar, malgrado nossa reconhecida maldade, pois só assim seguiremos o modelo deixado pelo Nazareno, caindo na graça de todo o povo (At 2:47).

Aliás, é justamente pelo fato de a Igreja brasileira ter sido leniente com esses padrões, principalmente na apologética, caçando comunistas e imoralidades alheias fora de suas paredes enquanto passava a mão (e ainda hoje passa) nos heresiarcas e em suas mentiras satânicas, que hoje nos vemos na contingência de sermos considerados farinha do mesmo saco junto com eles. Exagero? Leia a matéria da Veja São Paulo publicada dias atrás por este Genizah, onde o repórter, certamente teleguiado pelo diretor de redação para tão somente chancelar a vontade do Rupert Murdoch brasileiro (Roberto Civita), não se esforça em momento algum para distinguir o joio do trigo. Bem ao contrário: as vozes dissonantes não existem para João Batista Junior. Todos são “evangélicos” e ponto final! E ai de quem discordar, que nóis bota o irmão Cachoeira pra grampiá ocêis!

Essa postura da imprensa tradicional, a bem da verdade, é fruto não só da preguiça e da falta de vergonha na cara da verdadeira igreja, já citadas, mas também da ignorância e da má vontade das elites brasileiras, quase todas de extração católica romana e comportamento libertino, para com os protestantes, via de regra tachados como pessoas pobres, de baixa instrução e facilmente manipuláveis. E a Igreja Católica, tradicional defensora do status quo, se encarrega de ajudar na propagação dessa falácia.

Exemplo claro disso é a mudança de atitude da ICAR, particularmente da Diocese do Crato (CE), em relação ao Padre Cícero Romão Batista. Por décadas, os sucessivos bispos daquela circunscrição tentaram ignorar o culto que a população do sertão nordestino devotava àquele sacerdote, dado seu comportamento insubordinado perante seus superiores, que lhe valeram inclusive a suspensão de suas ordens. Pois o atual bispo, Fernando Panico, não só endossa a adoração ao padre-coronel como trabalha fervorosamente junto ao Vaticano em prol de sua beatificação/canonização, com o propósito de combater o avanço dos... hum... peraí... deixa eu ver se me lembro... ah, lembrei! Dos “evangélicos”... Mas a que “evangélicos” se refere o prelado ítalo-cearense? Decerto não são aqueles que dependem, como ele, do comércio da fé dos incautos e interesseiros. O medo de Panico é o da concorrência de quem atua no mesmo ramo. E quem seriam estes? Ganha um doce quem responder Universal, Mundial, Internacional, Intergalática, Interestelar ou outro que o valha.

Quem quiser continuar a ser tachado de trouxa ou de ladrão apenas pelo fato dessa corja de fariseus se arvorar como “evangélica”, que continue escondido sob o manto da covardia ou da falsa unidade (Ap 22:11). Passou, e muito, da hora da verdadeira Igreja sacudir essa cangalha e delimitar, de forma bastante clara, quem é do Senhor e quem não é. Quem está a serviço do Seu Reino e quem está a serviço de Mamom. Um NÃO bastante enfático às deturpações, simplificações, mistificações e embustes dos ricaços e de sua imprensa serviçal. Mesmo que eles finjam que não nos veem, pois esse sempre foi o seu método para calar as dissidências, é nosso dever fazer barulho até estourar-lhes os tímpanos, para que possamos, naquele grande dia, ouvirmos do Nosso Mestre: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor (Mt 25:21). Aleluia!

Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve. (Malaquias 3:18)






 

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