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Ruas de Ouro? Prá que?

Zé Luís

Segundo o Apocalipse, é disso que é feito o solo do paraíso, a pavimentação das estradas por ali.
Particularmente? Não me parece muito atraente. Não tem noite, só sol, só luz. Imagina o calor que deve fazer com esse sol todo batendo em todo esse solo de metal nobre! Quem é que anda nisso?
Pessoas com imensas coroas andando com um único figurino branco e falando a mesma coisa o tempo todo, o tempo inteiro, sobre o mesmo assunto.

Uma barulheira de trovões e grandes maremotos no imenso mar de cristal,enquanto ao longe – ou não – um trono cercado de seres incompreensíveis voam a volta do ser que construiu cada estrela conhecida – e desconhecida – das galáxias.

Um ambiente estranho, ininteligível. Tudo me parece barulhento demais, hostil demais, diferente das descrições espiritas kardecistas de grandes gramados com cisnes em lagos límpidos, de gente espalhada em grande gramados como naquelas gravuras de parede de adega. Nada parece ser terapêutico no lugar onde deveria ser o céu.

Parafraseando C.S.Lewis, o Cristianismo genuíno, para quem procura sossego, não é de longe a melhor escolha. Ainda mencionando-o, somos como criaturas de um mundo bidimensional tentando entender o mundo tridimensional: para as bidimensionais, só existe altura e largura. Profundidade não pode ser compreendida, mesmo que se tentássemos descrever com riqueza de detalhes.

João viu um mundo incompreensível à criaturas dessa dimensão: um mundo onde o tempo não faz sentido, nem se desloca no espaço e na distância da forma que fazemos nessa existência. Ele tentou explicar uma realidade de outra dimensão baseada em elementos inferiores dessa, gente mortal tentando falar sobre o habitat de imortais.

Os valores?

O elemento mais precioso desse mundo é apenas asfalto naquele. A glória dos reinos da Terra é piso lá.

Os ciclos de noite e dia, vida e morte, inicio e fim, dor e alegria... tudo não faz parte daquela vida. E não há nada mais evidente que isso para provar que o autor do livro esteve realmente lá: ele fala de um mundo inexplicável, confuso à nossa compreensão, muitas vezes descrito sem ao menos um sentido cronológico, com imagens de um futuro mescladas a cenários descritos naquele presente. Alguns, só compreensíveis nos atuais dias (como explicar, por exemplo, aos homens do século XIX que todo o mundo poderia ver dois homens mortos simultaneamente, como descrito no apocalipse 9.10? Apenas hoje, com o advento da popularização das transmissões On-Line isso se tornou possível) .

O povo vivente na Terra descrito no último livro da Bíblia pede para que a morte venha e os aniquile de uma vez. Vivemos um tempo nunca dantes visto, onde o mal do século é a depressão, quando milhares cometem suicídio anualmente.

O livro de Revelações dá o que sempre quisemos saber, mas não queremos aceitar: como será o ambiente da próxima existência e, embora não pareça nada com paraíso, ele o é. Não o paraíso de gramados verdejantes e cisnes nadando entre pessoas aparentemente em paz, num eterno piquenique. O que vemos é a necessidade de transformação para podermos sobreviver naquele novo ambiente.

Sem isso, o paraíso parece mais o inferno tão temido na idade média.

Sem corpos indestrutíveis, andar por grandes mares de cristal líquido seriam fatais, contemplar a fúria do poder do criador “in natura” seria apenas uma aniquilação instantânea.

Esse é o sentido da necessidade de salvação: sermos constituídos do material primordial, quando ainda eramos eternos, antes de nos tornamos bichos.

Sermos novamente aqueles que nada tem de mesquinho, vil, soberbo, invejoso, preguiçoso. Retornarmos ao momento que fomos seres capazes de sobreviver em um ambiente tão hostil aos caídos dessa dimensão.

É necessário que nos adaptemos ao céu, porque o céu não se adaptará a nós: quando se joga uma âncora a uma ilha e puxamos a corda, o que se move é o barco, não a ilha.







O Zé as vezes some, mas sempre que dá, ele deposita na conta do Danilo e o Genizah posta  os textos dele...rsrs


Pagou, postou!






 

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