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Vaticano quer receber luteranos de volta

Hélio Pariz

Depois de ter se aberto alguns anos atrás a receber comunidades anglicanas descontentes com os rumos de sua denominação, o Vaticano, ao que parece, pavimenta o caminho para fazer o mesmo com os luteranos.

Dois fatos recentes apontam para essa direção. O primeiro tem a ver com uma efeméride que muitos evangélicos comemoraram alguns dias atrás.

Em 2017 será comemorado o 5º centenário da Reforma Protestante, cujo marco inicial se convencionou dizer que foi o dia 31 de outubro de 1517, em que Martinho Lutero afixou suas 95 teses na porta da catedral de Wittenberg.

Momento propício, portanto, para que a igreja católica estenda seus braços para os seguidores de Lutero, razão pela qual os católicos alemães querem comemorar junto com os luteranos os 500 anos da Reforma, segundo noticia o IHU, sob o seguinte argumento:
Falando no Sínodo protestante, o presidente do comitê católico, Alois Glück destacou que "cada vez é mais evidente que existem muito mais coisas em comum do que coisas que separam as duas Igrejas, e que existe uma vontade de continuar a crescer juntos”, refere a Agência Sir. Gluck falou ainda sobre os grandes desafios dos cristãos atualmente, entre os quais “a necessidade da transmissão da fé” e “a nova intolerância em relação às religiões na aparência de uma ideologia secular agressiva”.
As festividades, entretanto, não parariam por aí. O segundo fato vai direto ao desejo acalentado por Roma.

É que o Vaticano estaria disposto a criar uma jurisdição eclesiástica especial (um “ordinariato”) para receber de volta os luteranos que quiserem se unir à igreja católica, preservando certos aspectos de seu patrimônio litúrgico.

E não se trata de um boato, caso alguém tenha interpretado assim. Quem deu essa declaração foi o cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para Promoção da Unidade Cristã, em entrevista concedida à agência católica Zenit no último dia 24 de outubro.

O cardeal ressaltou que a Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação pela Fé, firmada em 1999 por católicos e luteranos, foi um importante passo em direção à unidade entre as duas confissões.

O líder católico reconheceu, entretanto, que “evangélicos têm um outro entendimento da igreja” e “não é suficiente reconhecer-se mutuamente uma à outra como igreja. O que é necessário é um diálogo teológico sério sobre o que constitui exatamente a essência da igreja”..

Perguntado ainda sobre a possibilidade do Vaticano oferecer aos luteranos uma solução de coexistência em unidade a exemplo daquela que foi oferecida aos anglicanos, o cardeal Kock disse que isso é possível, frisando entretanto que o ordinariato anglicano “não foi uma iniciativa de Roma, mas que veio da igreja anglicana”.

Recado dado, portanto, aos luteranos: a bola está com vocês.










 

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