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EUA Aprovam Maconha, Casamento Gay e Aborto


Os estados americanos de Colorado e Washington aprovaram nessa terça-feira (6) o consumo recreativo da maconha, uma medida sem precedentes no país, em um dia eleitoral que também registrou o apoio ao casamento homossexual e ao financiamento do aborto.




A festa não é somente do presidente reeleito Barack Obama. Os partidários do casamento homossexual, do consumo de maconha para fins recreativos e do financiamento público do aborto também cantam vitória. Ao mesmo tempo que a eleição presidencial, ao todo 172 referendos e consultas populares foram organizados em 27 estados do país sobre projetos de lei que podem ser aplicados em nível de estado, condado ou município.

Fato inédito, o Colorado (oeste) e o estado de Washington (noroeste) se tornaram os primeiros estados americanos a legalizar o consumo de maconha para fins recreativos, com uma boa vantagem: 54% a favor e 46% contra para o primeiro, 55% a favor e 45% contra para o segundo, segundo a rede de televisão NBC.

Vários estados americanos autorizam atualmente o consumo de maconha com fins medicinais, sobretudo para pacientes que sofrem de doenças graves, mas até agora nenhum havia aprovado a legalização do consumo recreativo.

As autoridades locais vão regulamentar - apesar da proibição pelo Estado federal de deter, consumir e comercializar a maconha para qualquer finalidade - a distribuição da erva, que se tornará assim uma nova fonte de recursos fiscais.

O Oregon (oeste), um estado considerado progressista, também organizou um referendo sobre o tema, mas o "não" venceu com 55%.



O consumo de maconha para fins medicinais também ganhou terreno: ela foi adotada com 57% dos votos no Massachussetts (leste). Em compensação, o Arkansas rejeitou o projeto de lei com 52% dos votos e o Montana (noroeste) adotou medidas para restringir o campo de aplicação da lei sobre o tema, votada em 2004.

Casamento homossexual

Os partidários do casamento homossexual - tema que provoca discussões calorosas nos Estados Unidos - também tiveram motivos para comemorar o resultado das urnas, além da reeleição de Obama, que em maio se declarou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O Maryland e o Maine (leste) se juntam aos outros estados americanos que já reconhecem aos gays o direito de se unirem oficialmente: Connecticut (nordeste), Iowa (centro),Massachusetts (nordeste), New Hampshire (leste), Vermont (nordeste) e a capital federal. Segundo os resultados provisórios, o Estado de Washington também deve adotar o casamento homossexual.

Na Flórida (sudeste), onde toda uma série de propostas de inspiração muito conservadora foram submetidas à consulta popular, os moderados saíram vitoriosos da votação, sobretudo no que diz respeito ao aborto.

55% dos eleitores rejeitaram um projeto que visava proibir o uso de fundos públicos para financiar abortos, exceto em caso de estupro, incesto ou risco para a vida da mãe.

Quanto à Califórnia, bastião democrata que é frequentemente precursor em relação a questões de comportamento, renegou sua reputação progressista ao rejeitar a abolição da pena de morte e ar renunciar a rotulação dos produtos alimentares contendo transgênicos.

Essa última proposta foi duramente atacada por seus opositores - os gigantes da indústria agroquímica e agroalimentar -, que gastaram quase US$ 40 milhões nas últimas semanas para barrar o texto.

Segundo as primeiras estimativas, o condado de Los Angeles deve conseguir impor por lei o uso do preservativo nas filmagens de filmes pornográficos.


Com informações Agências Internacionais






 

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