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Estultícias daquele que ama cavalos

Zé Luís

Dia desses, zapeando entre uma emissora de TV e outra, dei de cara com uma daquelas celebridades geradas pelos canais de internet. O moço, cheio de argumentações alheias sobre o assunto, falava sobre pecados capitais.

O moço, engraçadinho - apesar de seu vocabulário chulo – mostrava que – afinal de contas –  não sabia do que falava. Não direi que um dos motivos era por não ser religioso, porque também não sou. Ele é apenas fruto - ou efeito colateral? - de uma sociedade que argumenta as mesmas coisas, quando se encontra em determinada posição e precisa mostrar personalidade.

Não conseguiria imaginar alguém daquele “biotipo” falando de outra forma quando se referia a crença alheia: sarcasmo, ironia, deboche. O questionamento dos valores pregados por nada mais, nada menos, que o Cristo. Um garoto  - talvez com uma boa formação - falando de alguém que mudou a humanidade para sempre.

Com poucos mais de vinte anos, se aventurava em dissertar sobre a natureza caida do homem, obrigada a viver imersa nos seus erros e perversidade,  como se isso fosse a melhor coisa a fazer.

“Lúxuria? Quem vive sem sexo!!!!” -argumentava retoricamente. - “Gula? Por que isso é pecado? E preguiça? Quem não tem isso?”

Entrevistava uma moça, que confessava com a maior naturalidade que praticava a maioria deles diariamente, e ridicularizando aqueles que procuram evitar a prática.

Quando vi, eu estava discutindo com a TV, e meu caçula com a testa franzida foi ver se havia alguma garrafa de bebida pela metade na geladeira. Não temos bebidas em casa, mas vai saber?

Nunca me conformarei com um veículo tão poderoso como uma emissora de TV ser usado de forma tão irresponsável: você esquece seu aparelho aberto na sua sala, e quando menos espera, as cabeças vazias são preenchidas com lixo de toda espécie.

Sim, garoto: somos seres caídos e temos tendência a comer lixo. Por isso você faz sucesso, caro apresentador de programa de variedades. De que outra forma você teria se tornado celebridade?

O que você não entende – ainda? - é que “ a noticia boa demais para poder ser verdade”(significado da palavra “Evangelho”) é que há uma chance para que nosso ato sexual não se converta em um vazio existencial causado pelo excesso, pela falta de limites. A gula não tem graça quando nos torna fisicamente incapacitados. A gula – assim como a avareza, inveja, luxuria, ira, soberba e preguiça – cria ídolos onde eles não poderiam existir, e o único argumento para continuar nessa prática é o preenchimento do “EU”. Tudo orbita em preencher com prazer físico o lugar onde se coloca coisas espirituais.

Não sei de quem esse garoto é neto, mas creio realmente que um provérbio muito duro o expõe, revelando do que se trata seu brilhante argumento:

O coração do inteligente busca o conhecimento; mas a boca dos idiotas se guia por estultícias.

Estultícia = idiotice.

Sujeito quer falar sobre qualquer assunto, como tivesse cacife para pincelar qualquer coisa em evidência no momento. Dá nisso. E pior: um monte de gente, que ganhou um cérebro novinho, papagaia aquelas bobagens como se não tivesse um. O tem como referência de opinião.

O grande desafio proposto pelo cristianismo é não viver a decadência humana, e a prática do pecado, na sua forma mais “pura” certamente não deve ser tema de ídolo de adolescente revoltado-sem-causa, defendendo que essas coisas devem preencher o cotidiano das pessoas, por serem necessidades básicas, sem ao menos se dar ao trabalho de entender que essas “coisas naturais” são a razão da humanidade se autodestruir.

Nessa, amigo, se tivesse ficado calado, seria um poeta.


O Zé desabafou, de forma velada, no Genizah , com a "personagem" mencionada de tal forma por compreender que o sujeito já tem projeção suficiente para ganhar mais um pouquinho aqui. 
 "Quem ler, entenda" 





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