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Estudantes noruegueses teriam sido forçados a falar em línguas em seminário pentecostal

Hélio Pariz

Cerca de 70 alunos do International Bible College em Oslo (OIBC), capital da Noruega, apresentaram uma queixa no mínimo inusitada à Agência Norueguesa de Garantia de Qualidade na Educação (cuja sigla é NOKUT no idioma daquele país)

Alegam os estudantes que sofreram vários tipos de assédio moral, tendo sido inclusive forçados sistematicamente a falar em línguas estranhas.

Como se isso não bastasse, a reclamação – assinada por mais da metade dos alunos da escola que tem aulas em inglês – dá conta de que eles teriam sido acusados também de “carregar o espírito do demônio e praticar feitiçaria”.

A instituição foi fundada em 2010 por Finn Henrik Larsen, pastor da Igreja Pentecostal do Arco-Íris (“Regnbuen” em norueguês), com o propósito de oferecer cursos de 2 anos para jovens recém saídos do ensino médio, com o objetivo de treiná-los “a se tornarem líderes de igrejas, organizações e da sociedade”.

Os alunos alegam, ainda, que eram obrigados a frequentar os cultos dominicais somente da igreja do pastor Larsen, e que não tinham liberdade de visitar outras denominações que não a dele.

Larsen e a diretoria da OIBC se disseram surpresos com as acusações que lhes foram formuladas, que – segundo alegam – só chegaram ao seu conhecimento alguns meses após terem sido apresentadas à NOKUT.

Larsen colocou em dúvida, ainda, a legitimidade das denúncias, questionando que “é impossível que 70 alunos tenham sofrido todos esses abusos”, estranhando o fato de que ninguém ousou se queixar de nada até o momento da reclamação oficial.

O Ministério da Educação da Noruega já se reuniu com a direção da instituição, bem como providenciou uma investigação mais aprofundada sobre as denúncias recebidas, cujas conclusões e consequências ainda não foram anunciadas publicamente.

As fontes das informações acima são The Local e Universitas.









 

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